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MONITOR DA IMPRENSA
WASHINGTON POST
Editor nega cobertura tendenciosa
Artigo assinado pelo editor-executivo do The Washington Post Leonard Downie Jr., publicado no jornal em 25/10, refuta a possibilidade de que a cobertura do Post sobre as eleições presidenciais de 7 de novembro seja contaminada pelo apoio do jornal – já manifestado em editorial – à candidatura democrata de Al Gore.
Segundo Downie Jr., a decisão do Washington Post de apoiar Gore é de responsabilidade unicamente dos editorialistas, dirigidos por Fred Hiatt, editor da página de editoriais, e do "chairman" do jornal, Donald Graham.
Ainda de acordo com Downie Jr., Hiatt ou qualquer dos editorialistas não têm nenhum envolvimento na cobertura de qualquer notícia, incluindo aí a campanha eleitoral. Para Downie Jr., o Post separa totalmente as páginas editorias da cobertura de notícias, o que é conhecido internamente como a "separação entre a Igreja e o Estado".
MENTIRAS IMPRESSAS
Cresce o nariz e a imprensa não vê
Em 26 de setembro, a primeira página da seção de negócios do jornal Sun destacava um perfil do empresário Richard Otero, de 61 anos. A matéria dizia que Otero dirigiu duas companhias, vendeu-as por mais de 100 milhões de dólares, estava lançando um negócio na internet, lutou na Guerra do Vietnã e era milionário aos 31 anos.
Para o Sun, no entanto, infelizmente Otero inventou tudo isso. O veículo confessou a asneira publicada no artigo. A segunda parte da reportagem, de acordo com matéria de Kimberly Conniff [Brill’s Content, 1/11/00], deixou de lado alguns detalhes cruciais: os nomes dos jornalistas que acreditaram nas mentiras infundadas de Otero.
No dia seguinte da publicação, quando um antigo empregado de Otero alertou o jornal sobre os erros, editores do Sun enviaram outro repórter, Robert Little, para investigar o passado de Otero. Little descobriu que Otero não lutou no Vietnã, não foi milionário aos 31, nem foi pai das empresas que afirma ter fundado. Os achados de Little foram publicados na mesma seção, no dia 18 de outubro.
Seguindo a tradição de não revelar o nome do repórter ou editor equivocado, o Sun atribuiu quase toda a culpa a Otero. Mas e quanto à responsabilidade do Sun e, mais especificamente, do repórter?
Como a maioria dos jornais diários, o Sun não tem política formal para checar fatos. A responsabilidade por uma informação imprecisa é de repórteres e editores – daí o "suspense" de quem foi o autor da matéria incorreta.
COPYRIGHT
Concessões à era digital
Em decisão que ajuda a afirmar as regras de propriedade intelectual em fundações do mundo digital, o Copyright Office norte-americano apoiou o direito de companhias de acesso limitado a seus conteúdos, quando dispostos na internet.
O Copyright Office, parte da Livraria do Congresso, decidiu permitir apenas duas pequenas isenções para uma nova lei federal que torna ilegal a usuários da rede ultrapassar as barreiras que detentores do copyright impuseram sobre livros, músicas, filmes e outros elementos dispostos na internet – de acordo com matéria de Anna Wilde Mathews [The Wall Street Journal, 27/10/00].
A regra tornou-se foco de luta porque bibliotecas, universidades e outros argumentaram que companhias midiáticas poderiam usar a nova lei para restringir seus direitos tradicionais, como emprestar ou arquivar material registrado.
No âmago do debate está a questão de como moldar a lei de copyright para a era digital. O Congresso deixou para o Copyright Office a tarefa de criar qualquer isenção que se faria necessária para manter o equilíbrio entre os direitos dos proprietários de copyright e dos que utilizam material registrado.
As duas isenções aprovadas pelo pelo Copyright Office são de pequena importância no universo em discussão. A primeira envolve softwares que bloqueiam crianças e estranhos de pesquisar material obsceno na internet. A outra isenção envolve o fornecimento de atalhos para escapar de vantagens de segurança de softwares ou produtos registrados, que se encontram em mal funcionamento.
A decisão do Copyright Office está enfezando bibliotecas e universidades porque dá a proprietários de copyright um novo e completo nível de proteção, o que, eles temem, pode limitar a utilização materiais de livros, músicas e filmes. As instituições têm medo, por exemplo, que no futuro seus usuários tenham de pagar cada vez que quiserem ler um livro digital.
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