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MONITOR DA IMPRENSA
VNS NA BERLINDA
TVs não renovarão contrato
A Fox News disse que "pretende não renovar" seu contrato com o Serviço de Informação de Eleitores (VNS), um consórcio que provê pesquisas e dados eleitorais para organizações noticiosas, a menos que o VNS venha com uma "explicação adequada" sobre o porquê de ter passado números equivocados na noite da eleição presidencial americana.
Segundo matéria de Lisa de Moraes [The Washington Post, 30/11/00], a emissora a cabo está explorando outras opções de pesquisa. O presidente da Fox News, Roger Ailes, no entanto, disse que pode mudar de opinião se o VNS apresentar um plano adequado para prevenir outro fiasco do gênero.
A NBC, outra contratante do VNS, publicou uma declaração dizendo que também não pretende renovar seu contrato com o serviço até se convencer de que a organização tomou atitudes para garantir precisão de seus dados.
A NBC tornou-se a terceira emissora a prometer que não fará projeções de um vencedor em um estado até que todas as apurações estejam concluídas nesse determinado estado. A ABC e a Fox já haviam dito que adotariam tal política.
TITANIC &. ELEIÇÕES
NBC não interrompe filme
A NBC, mesma emissora que se recusou a transmitir o primeiro debate presidencial em favor da cobertura de beisebol, disse às suas estações para não interromper a transmissão de domingo (26/11) de Titanic quando os resultados oficiais das eleições na Flórida foram anunciados, por volta das 19h20; ou quando Bush se declarou presidente, perto das 21h30.
A estréia de Titanic na NBC, transmitido das 19h às 23h, de acordo com matéria de Lisa de Moraes [The Washington Post, 30/11/00] foi a atração central da programação de novembro da emissora,.
A NBC decidiu dar o discurso de Bush ao vivo na MSNBC e colocar o vídeo disponível no MSNBC.com. Mesmo sem interrupção, Titanic não causou o impacto que a NBC previu, perdendo o horário nobre para a ABC, a qual interrompeu sua programação para ambos os eventos.
TABLÓIDES
Post em apuros
O Daily News continuará a publicar o vespertino gratuito no ano que vem na tentativa de manter pressão sobre o New York Post. O Post, por sua vez, obteve um acréscimo de 50 mil exemplares em sua circulação em dias úteis, depois de dividir em dois seu preço de capa em resposta ao Daily News Express, jornal gratuito do News. O Express iniciou circulação com 75 mil cópias por dia e, hoje, o número já saltou para 90 mil.
O News começou a circular com seu brinde vespertino, em setembro, depois que executivos de uma companhia sueca que distribui jornal gratuito na Filadélfia começaram a dialogar com o Post sobre fazer o mesmo em Nova York. O Post não seguiu o conselho, mas respondeu ao Express cortando o preço de capa do Post para 25 centavos de dólar. O News disse que continuará com o Express depois dos feriados de fim de ano, quando o contrato com anunciantes termina. Novos anunciantes assinaram contratos e planeja-se adicionar páginas de propaganda na seção de classificados de emprego.
Segundo matéria de Jason Blair [The New York Times, 1/12/00], a guerra entre os dois tablóides nova-iorquinos também desencadeou diversos problemas na gráfica que imprime o Post, em Manhattan. O Post adicionou 60 mil cópias para suas impressoras nos dias úteis, fazendo com que um sindicato de impressores de Nova York reclamassem que seus filiados estavam sendo solicitados a imprimir mais cópias do jornal em praticamente o mesmo tempo.
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