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MONITOR DA IMPRENSA
TELETIPO O diário Guardian [11/7/03] ameaçou abandonar a Press Complaints Comission (PCC), espécie de ouvidoria que intermedeia reclamações contra a imprensa britânica. O prestigioso jornal foi condenado pela PCC por causa de um artigo pago escrito pelo presidiário John Williams. O material, publicado em abril, é um diário em que Williams conta sua convivência com o ex-político Jeffrey Archer na prisão. A PCC não recebeu reclamação a respeito, mas decidiu investigar por iniciativa própria. Concluiu que o pagamento a um criminoso condenado só se justifica quando há interesse público, o que não seria o caso. O Guardian retrucou que pagou um valor padrão pelo relato US$ 1.170 e que Williams é um escritor e vive de seu trabalho. Além disso, seu diário teria trazido à tona fatos que destoam do que Archer havia descrito em um livro que saiu em fascículos no Daily Mail.
O divórcio de Cuomo e Kennedy Andrew Cuomo, filho do ex-governador de Nova York Mario Cuomo, e Kerry Kennedy Cuomo, filha de Robert F. Kennedy, anunciaram que estão se separando. Os tablóides nova-iorquinos já começaram a festa de fontes anônimas, ignorando as recentes travessuras do repórter Jayson Blair no NY Times. A separação do casal democrata motivou a última batalha entre New York Daily News e New York Post, principais tablóides locais. Com cerca de 90% de fontes "em off", os tablóides reportaram que Cuomo descobrira que Kerry estava tendo um caso com seu amigo [de Cuomo]. Trata-se de um bon vivant na casa dos 50, chamado Bruce Colley. Enquanto as manchetes dos tablóides exibem letras cada vez maiores e entram para a história dos gritos da imprensa marrom, Rick Hampson [USA Today, 7/7/03], que não quis ficar de fora da festa de fofocas, revela o que julga ser o detalhe mais picante: "o outro é um republicano."
TV muçulmana na França Há quatro ou cinco milhões de muçulmanos na França, mas só agora têm uma emissora de TV só deles. A Beur TV, porém, não é apenas uma cópia mal feita da al-Jazira, de acordo com a Deutsche Welle [7/7/03]. Funcionando desde março, o canal é voltado a muçulmanos na França e no norte da África. A programação é vasta. Há shows de beleza, programas esportivos, filmes e muita notícia sobre a atualidade. O produtor e criador da emissora, Nacer Kettane, disse que, ao contrário da al-Jazira, a Beur TV é voltada para muçulmanos na Europa. "Viemos do norte da África, mas vivemos na França. Somos franceses", afirmou. Kettane espera que a Beur TV tenha total independência editorial, uma vez que todo o orçamento deve vir de anúncios.
Espião de Saddam preso Foi preso, nos EUA, o editor de um jornal publicado em língua árabe, sob acusação de espionar para Saddam Hussein. O iraquiano Khaled Abdel-Latif Dumeisi, responsável pela publicação Al Majhar, que circula na comunidade árabe de Chicago, segundo informações do FBI, foi treinado em Bagdá para sondar a oposição a Saddam exilada nos EUA e recebia entre US$ 2.000 e US$ 3.000 por mês pelo serviço. Para gravar os dissidentes, ele teria usado uma caneta com microfone embutido. Segundo a AP [9/7/03], Dumeisi pode ser condenado a 10 anos de prisão ou multa de US$ 250 mil.
Spike Lee volta atrás O cineasta americano Spike Lee teria feito acordo com a Viacom para que a corporação possa mudar o nome de seu canal TNN para Spike TV, com o propósito de atrair mais o público masculino. Lee havia entrado na justiça afirmando que a mudança visava se apropriar de sua imagem. Na ocasião, disse que não queria ser associado com a programação da TNN que se concentra em atrações como reprises dos seriados SOS Malibu, Miami Vice e American Gladiators. No tribunal, a alegação oficial de Lee para encerrar o impasse foi de que ele se deu conta de que sua objeção ao nome Spike TV poderia constituir, sem intenção, uma ameaça à Primeira Emenda da constituição americana a que garante o direito de liberdade de expressão. Contudo, segundo a AP [8/7/03], houve um vazamento de que, na verdade, foi fechado um acordo, cujos detalhes são desconhecidos.
Beckham pontocom A contratação do jogador David Beckham pelo Real Madrid, por US$ 41 milhões, antes de tudo, é uma grande jogada de marketing. O potencial de vendas do astro inglês é enorme. Contudo, o clube espanhol pode ter pisado na bola no que se refere à internet, como informa o diário britânico The Guardian [8/7/03]. Desde que começaram os rumores sobre a transferência, espertinhos de plantão passaram a registrar domínios na rede associados ao jogador. Somente nos últimos dois meses foram criados 75 novos endereços, como beckhamatrealmadrid.com e becksinspain.com. Minutos após Beckham se apresentar com a camisa número 23 da equipe madrilenha, um inglês já havia registrado beckham23.com, becks23.co.uk e becks23.com. O Real deveria ter pensado melhor em sua estratégia para a marca Beckham; agora terá de gastar muito dinheiro caso queira reaver os domínios, seja comprando-os, seja lutando por eles na justiça. | ||