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TELETIPO
Gordinhas, mas com saúde

Grace, publicação americana para mulheres acima do peso, decidiu que não vai mais aceitar anúncios de cigarro e de produtos de emagrecimento. "A mensagem na nossa revista é ser saudável", justifica Pam Henning, vice-presidente executiva de vendas e marketing, que espera que outros anunciantes substituam os perdidos. Grace foi lançada em maio junto com outras revistas que apostaram na leve recuperação que o abalado mercado publicitário apresenta. Ela não tem concorrentes no amplo segmento que atende – 68% das mulheres usariam roupas maiores que o tamanho 12 – nos EUA, segundo a editora. Por enquanto circula trimestralmente, mas em 2003 a freqüência deve ser bimestral. Com informações da Reuters [3/9/02].



Demitido por ser branco

Richard J. Noonan, 40 anos, acusa a emissora WTXF-TV, a Fox de Philadelphia (EUA), de demiti-lo por ser branco [AP, 3/9/02]. Noonan se queixou à Comissão de Relações Humanas da Pensilvânia, porque ouviu seus chefes dizendo que a TV era "branca como lírio", antes de demiti-lo em fevereiro. Noonan trabalhava na Fox desde 1990, e em 1994 passou a apresentar o jornal das 22h. Foi substituído por Dave Huddleston, 38 anos, que é negro. "O telejornalismo é um dos últimos bastiões do racismo aberto: as pessoas são jogadas de um lugar para outro por razões raciais tão facilmente que se acaba achando que é assim mesmo, mas é ilegal", disse Noonan, que pede US$ 300 mil de indenização.



Respeito aos mais velhos

O Legislativo dos EUA está discutindo a má imagem de pessoas idosas apresentada pela mídia do país. "Meus contemporâneos e eu somos difamados como velhos. Isso não é só uma situação triste, mas um crime", queixou-se a atriz Doris Roberts, algo acima dos 70 anos, no Comitê de Envelhecimento do Congresso. "A obsessão da mídia com a juventude existe às custas dos americanos de idade", disse o senador democrata John Breaux: 75% dos idosos estão irritados com referências rudes à velhice no noticiário, no entretenimento e na publicidade. Paul Kleyman, que coordena grupo de 750 jornalistas com mais de 50 anos, acusa a AP e o Wall Street Journal de perpetuarem a idéia de que é inútil agradar a leitores mais velhos. Estudo de Harvard concluiu que, de fato, os jornais prestam pouca atenção a eles, apesar de serem o segmento de leitores que mais cresce. As informações são do Washington Times [5/9/02].

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