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MONITOR DA IMPRENSA CENSURA Mesmo antes de o Congresso americano ter votado o novo projeto de lei antiterrorista, ele já está sendo usado para vetar programas de rádio da internet. Os polêmicos shows Al Lewis Live, IRA Radio e Our Americas, da Cosmic Entertainment, foram retirados do ar após a ligação de um homem, no mês passado, que se identificou como agente federal. Segundo Travis Towle, fundador da companhia, o agente ameaçou o provedor de internet Hypervine de que seus bens poderiam ser seqüestrados por conter material pró-terrorista. O provedor fechou toda a rede da Cosmic até que os sítios fossem removidos. IRA Radio transmite notícias e entrevistas com supostos terroristas irlandeses. O sítio de Al Lewis Live, apresentado pelo ator e ativista Lewis, mantém arquivo de entrevistas políticas que atraem 15 mil pessoas por dia. Já Our Americas é um programa em espanhol sobre os rebeldes na América Latina. Conta Janet Kornblum [USA Today, 16/10/01] que Towle admite tratar-se de autocensura e duvida que o homem fosse realmente um agente federal, mas diz que o conselho da companhia está por demais "abalado" para defender os sítios. O produtor de IRA, John McDonagh, procura novo provedor, mas sabe que não será fácil. "Vai ser duro para muitos sítios da web com conteúdo político. Uma empresa pontocom lucrativa e normal não vai querer aceitar o desafio."
Ao longo dos anos, os jornais lucraram um bom dinheiro com anúncios classificados de oportunidades de emprego. Agora, empregadores descobriam que sítios de internet oferecem serviço menos custoso e mais eficiente. Enquanto anunciantes americanos pagam em média US$ 250 por algumas linhas de texto no jornal de domingo, "pela mesma quantia conseguem um anúncio no Monster por dois meses, público nacional, informação sobre o empregador e testes de avaliação", diz Charlene Li, analista da consultora Forrester Research. Monster.com é o principal sítio de recrutamento online, que detém 42% do mercado de US$ 1,2 bilhão. CareerBuilder, sítio de recrutamento da Tribune Co. (editora do LA Times) e à Knight Ridder (que publica o San Jose Mercury News), luta para aproximar do Monster: tem apenas 11% do mercado. Bob Tedeschi, em matéria para o New York Times (15/10/01), revela que no início muitos jornais relutavam em lançar ofertas de empregos na internet, temendo que os custos menores quebrassem seu negócio impresso. Mais recentemente, publicações como o New York Times têm levado anúncios a suas extensões online. Lanny Baker, analista da Salomon Smith Barney, diz que o faturamento dos jornais com anúncios de empregos, que representam 15% de todo o rendimento do jornal, caiu 25% em relação ao ano passado. Baker acredita que a queda se deve à competição com companhias online. Mas Roger S. Kintzel, publisher do Atlanta Journal-Constitution, cujos anúncios caíram 20% no ano passado e mais 30% até agora, acha que a queda de deve à recessão econômica. | ||