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MSNBC
Ao vivo na internet

Quando uma história importante aparece, qualquer um com computador pode acessar os vídeos da MSNBC, ao vivo, de graça. Não é necessário ser assinante do canal a cabo.

Steve Donohue [Multichannel News, 15/10/01] conta que desde os ataques de 11 de setembro a MSNBC.com tem transmitido, com certa freqüência, simultaneamente, imagens do canal de TV em seu sítio. Embora as operadoras de cabo que pagam para exibir o canal não tenham publicamente reclamado da prática, a questão recentemente causou uma certa tensão. Em junho, a Charter Communications retirou o canal ESPNews de seu sistema de cabo depois que a MSO tentou limitar a programação gratuita da rede de esportes na internet.

Quando a MSNBC lançou a versão banda larga de seu sítio, em abril de 2000, transmitiu por alguns dias imagens ao vivo. Assim que os executivos da NBC Cable e NBC News descobriram, puxaram a tomada. Segundo o presidente da MSNBC, Erik Sorenson, a rede é cuidadosa em relação à quantidade de conteúdo ao vivo que oferece na web: a orientação é "fazer isto apenas em situações de crise, e interromper depressa".



MÍDIA UNIDA
Dois em um em Atlanta

A partir de 5 de novembro, o vespertino Atlanta Journal, da Geórgia, nos EUA, não mais será publicado. O anúncio, feito no dia 18 pelo publisher Roger S. Kintzel, diz que o diário (com circulação de 91.200 exemplares) se unirá ao Atlanta Constitution (320.300 exemplares), o que já acontece nos fins de semana. Aos domingos, o Atlanta-Journal Constitution tem circulação de 651.700 exemplares. A distribuição será feita de manhã.

Outra importante mudança, disse o Publisher, será "a expansão da opinião editorial para três páginas inteiras – mais, eu acho, do que em qualquer outro jornal americano".

"Isto nos permitirá publicar uma ampla série de colunistas dos jornais da manhã e da tarde, assim como mais cartas e opiniões de nossos colaboradores locais. Um elemento-chave em nossa nova seção de opinião é o compromisso não apenas com editoriais sólidos, mas com a criação de espaço para visões que se opõem", escreve o publisher [The Atlanta-Journal Constitution, 18/10/01].

Segundo Felicity Barringer [The New York Times, 18/10/010, o cuidado de Kintzel se explica porque o Journal é reconhecido na Geórgia como uma voz conservadora, contraponto à posição progressista do Constitution. Um exemplo desta independência editorial é o fato de que os dois jornais não apóiam o mesmo candidato à Presidência dos EUA desde a campanha de 1980.



BRILL E PRIMEDIA
Cada um por si

Apenas 10 meses após Brill Media e Primedia anunciarem uma parceria, uma porta-voz declarou que as duas companhias vão se separar. Informa Reshma Kapadia [Reuters, 15/10/01] que a decisão deve resultar na demissão de 38 funcionários do sítio Inside.com e da revista Brill’s Content, duas publicações sobre a indústria da mídia.

As duas empresas haviam agrupado uma série de revistas e newsletters numa entidade chamada Media Central. A Primedia está agora retomando a propriedade das publicações Folio, Cableworld e Circulation Management, assim como o sítio Inside. A Brill fora contratada para gerenciá-los. A versão impressa de Inside deve fechar, assim como Brill’s Content, fundada há três anos. Segundo Seth Sutel [Associated Press, 15/10/01], o racha é um retrocesso para o empresário Steven Brill, que ficou conhecido por criar a Court TV, a revista American Lawyer e a Brill’s. Há pouco tempo, teve que encerrar também o sítio Contentville, que vendia artigos de mídia.

A Primedia também tem enfrentado problemas. A companhia recentemente fechou acordo para comprar a editora britânica Emap, mas seus lucros despencaram e suas ações caíram para US$ 2 na bolsa de valores de Nova York, bem longe de sua maior alta anual, de US$ 16,50.



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