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MÍDIA ÉTNICA
Publicidade para os pequenos

Os jornais étnicos são uma categoria em expansão: são 150 só na cidade de Nova York, cujo leitorado cresceu 30% desde 1992, atingindo 1,2 milhão de pessoas. No entanto, eles ainda precisam disputar, além de espaço nas bancas, anunciantes com a grande imprensa: a maioria depende de anúncios de agências de viagem, advogados e hospitais, e reclama da falta de investimento de companhias telefônicas e lojas de departamento.

Para tentar resolver este problema, a Independent Press Association criou o programa All Communities Advertising Service, que permite que anunciantes comprem espaço de várias publicações étnicas em apenas uma ligação telefônica. "É basicamente uma agência de anúncios para os pequenos", explica Garry Pierre-Pierre, editor e publisher do Haitian Times, usuário do serviço.

Aaron Donovan [The New York Times, 22/5/02] conta que a criação do programa foi incentivada pelos atentados terroristas de setembro, quando fundos de caridade pediram à associação de imprensa ajuda para contatar imigrantes vítimas dos ataques. A associação respondeu colocando anúncios em jornais étnicos, e só depois percebeu que o serviço era necessário em tempo integral: no mês passado, pesquisa da National Association of Hispanic Advertising Agencies mostrou que apenas 3,2% do faturamento publicitário são destinado a hispânicos, que representam 12,5% da população americana.



Dificuldade para muçulmanas

Azizah (que significa "querida, forte e nobre"), a primeira e única revista americana para muçulmanas, tem atraído curiosidade. De circulação trimestral, a publicação atende a leitoras de diversas origens: Tayyibah Taylor, publisher, editora-chefe e financiadora da revista, é uma afro-americana de Trinidad, e a diretora de criação, Marlina Soerakoesoemah, é indonésia.

As assinaturas subiram de 300 para 2 mil nos últimos 18 meses, e Azizah pode ser encontrada em bibliotecas públicas e universidades. Apesar do sucesso, atrair anunciantes tem sido difícil, relata Lorraine Ali [Newsweek, 27/5/02] – a revista, que custa US$ 8,50 a edição, tem anúncios de lojas de noivas, agências de viagem e produtos de aromaterapia.



Falta negro na rede

Pesquisa da ReddingNewsReview.com (16/5) revela que, das 205 publicações americanas para negros, 68% (139 veículos) não têm sítio de internet. Outros 30% têm presença na rede, 11% têm páginas em construção e 22% não responderam.

Rob Redding, publisher da The Redding News Review, diz que o estudo para avaliar a presença online da imprensa negra foi conduzido para destacar a importância do assunto. "Já que há muitos grandes diários e quase nenhuma publicação negra deste tipo – a maioria é semanal – foi difícil ter um cenário preciso", explicou. "Se os jornais não estão na rede, eles fazem um grave desserviço aos negros que procuram online conteúdo local que reflita suas visões."



Pouca diversidade na TV

As redes de TV pouco avançaram ou mesmo regrediram ao garantir diversidade étnica na programação. Apesar das promessas feitas em 1999 de incluir minorias, estudo do grupo Children Now constatou que jovens brancos ainda predominam nas sitcoms americanas, enquanto atores étnicos recebem papéis secundários e muitas personagens femininas são estereotipadas. Fall Colors 2001-02 é resultado da análise dos dois primeiros episódios das comédias de situação da ABC, CBS, Fox, NBC, UPN e WB. Apenas 7% delas têm elenco diversificado – no ano anterior, 14% receberam tal classificação.

Lynn Elber [AP, 15/5/02] informa que, embora personagens homossexuais e com deficiências físicas tenham conseguido maior visibilidade, minorias continuam a aparecer em papéis de criminosos e trabalhadores sem preparo, enquanto americanas nativas simplesmente não existem na TV.

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