
MONITOR
A.D.
Los Angeles Times
insiste no mercantilismo
A pretexto de "interação" entre a redação e o setor comercial, Mark Willes, presidente e publisher do maior jornal da costa oeste dos EUA, continua demolindo o seu prestígio. (Ver abaixo.)
A última novidade é a contratação de três importantes jornalistas do grupo para escrever um dossiê de relações públicas sobre a empresa. Isto é inédito na grande imprensa americana, tarefa específica de profissionais de RP. Jornalista independente costuma recusar matéria encomendada.
A questão está provocando muita discussão nas redações do LATimes e dos demais veículos onde trabalham os contratados (Newsday e Baltimore Sun) e acrescenta-se à imagem de uma empresa jornalística que entregou seu destino a um executivo do ramo de cereais matinais.
(The New York Times, caderno de negócios, 12/1/98.)
Washington Post
mantém fogo sagrado
O grande jornal da capital americana que primeiro investigou o caso Watergate continua na trilha das idéias de Ben Bradlee: excelência e credibilidade.
A última novidade é no sentido contrário do LATimes: um dos principais executivos da área editorial, Robert Kaiser, chefe da redação, 54 anos, vai voltar à reportagem em junho próximo. No jornalismo americano, quando se fala em reportagem não é conversa de matérias especiais ou coluna assinada, é batente mesmo.
Kaiser, que foi um dos protegidos de Bradlee quando este deixou o jornal há sete anos, considera que cumpriu a promessa ao chefe: o jornal atingiu a almejada "velocidade de cruzeiro".
Dobrou a circulação, faturamento e lucro - reinvestidos em novas impressoras, mais cadernos regionais e recursos humanos. De 74 para 97, a redação passou de 356 para 660 jornalistas full-time e 90 com horário flexível (a maioria, mães de filhos pequenos). Além da grande cobertura nacional e internacional - suas grifes como jornal da capital federal -, o Post aposta pesado na cobertura local e regional.
Nem tudo está perdido.
(The New York Times, caderno de negócios, 12/1/1998.)
LEIA TAMBÉM
O que é bom para cereais... (Monitor, 20/10/97).
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