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THE WASHINGTON POST
Cobertura do Oriente Médio
Depois de encerrados diversos conflitos mundiais no final do século 20, um permanece insolúvel: o do Oriente Médio. E é sobre a cobertura desta guerra de séculos que Michael Getler, ombudsman do Washington Post, escreve em sua coluna de 29 de julho. Assim como as quebras dos processos de paz continuam, cartas de leitores criticando a cobertura falha do Post ao assunto também não param de chegar.
Apesar de nunca ter vivido no palco do conflito entre árabes e judeus, Getler visitou algumas vezes o Oriente Médio, como repórter e como editor. Essas visitas, segundo Getler, foram suficientes para se perceber o quanto as duas partes do conflito são semelhantes no valor que dão à família, na recepção a visitantes; na importância dedicada à educação, na ousadia e na alegria. "Isso apenas aumentou minha tristeza e frustração", disse o ombudsman.
As cartas dirigidas a ele nessa semana eram compostas, na maioria, por organizações de crítica de mídia de ambos os lados do conflito. E as duas partes retiveram-se à cobertura de dramas individuais – morte de crianças – para tentar defender as respectivas teses de que o Post era anti-Israel ou anti-Palestina.
Trata-se de um assunto complicado para reportar. O trabalho é perigoso e exaustivo. O Post, de acordo com Getler, só manda correspondentes com ampla experiência para a região. Eles tentam cobrir ambos os lados de um conflito que tem se revelado ímpar e sem solução de curto prazo. O Post nada ganha com uma cobertura tendenciosa, segundo Getler – que elogia e afirma não mudaria a cobertura de seu jornal. Inclinações ideológicas "seriam contrárias à missão do jornal", diz. "E o assunto é coberto muito intensamente pela concorrência para arriscar perda de credibilidade."

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