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CRÍTICA DIÁRIA
Bernardo Ajzenberg

"Crítica Interna", copyright Folha Online (www.folha.com.br/ombudsman)

"14/04/2003

Folha, ‘Globo’ e ‘JB’ acertam na edição de hoje ao dar em manchete a acusação dos EUA de que a Síria teria armas químicas. Promete ser esse, além da queda de Tikrit e da ‘reconstrução’ do Iraque, o assunto dos próximos dias na área internacional. Registro, além disso, para o retorno do ‘Diário de Bagdá’ no fim de semana, com textos e fotos exclusivos. O ‘Estado’, aliás, também começou a publicar textos de seu enviado especial à capital iraquiana. Apesar disso tudo, o noticiário sobre o conflito começa, creio, a declinar. Cabe refletir se ainda se justifica, a partir deste momento, um caderno diário especial para ele (o ‘Globo’, hoje, saiu sem o seu).

Edição de segunda-feira, 14 de abrilc

Cem dias

1) O texto ‘ ‘Agenda interna’ domina audiências do presidente’ (Brasil, pág. A4) registra que o ministro José Dirceu foi o campeão de audiências com o presidente da República até agora e que isso ‘evidencia o poder’ do chefe da Casa Civil na administração. Parece-me um raciocínio forçado, na linha de estimular a idéia de Dirceu como o homem-forte do governo. Salvo engano, qualquer que fosse o ocupante dessa pasta, seu número de encontros com Lula seria sempre maior do que o dos demais. Isso, pelas características da Casa Civil (pauta ampla, diversificada, horizontal), ainda mais em início de governo, e não necessariamente de seu ocupante;

2) Um registro para levantamento do ‘Estado’ segundo o qual o número de MPs editadas por Lula em cem dias supera o das editadas por FHC no mesmo período de seu primeiro mandato.

Metodologia

Faltou uma explicação sobre qual foi a metodologia (quantas pessoas ouvidas, quantas cidades etc) utilizada pelo Datafolha no material sobre as pesquisas de desempenho dos governadores de SP, RJ e MG (Brasil, pág. A6).

Quem é?

O último parágrafo da reportagem ‘CPI do ‘propinoduto’ pode acabar sem elucidar suspeitas’ (Brasil, pág. A8) refere-se a declarações de um tal Sasse sem que esse nome tenha aparecido antes no texto.

Acabamento

1) Ficou esdrúxula a edição da ‘Entrevista da 2a’ na contracapa do primeiro caderno. A edição de Brasil, dessa forma, acabou cortada ao meio pela de Ciência;

2) Créditos: a) faltou a data no crédito da foto de arquivo (dia da eleição) usada nessa contracapa; b) faltou o crédito na foto de Wanderley Guilherme dos Santos, o entrevistado.

Guerra

1) Reduziu-se a quase nada o noticiário sobre a situação tensa dos curdos no norte do Iraque. Caberia, creio, situar o leitor a respeito disso: EUA e Turquia chegaram a acordo e a situação está sob controle?

2) Num provável erro de digitação, a certa altura a análise ‘Rumsfeld estava certo?’ (pág. A14) menciona o almirante britânico ‘rir (sic) Michael Boyce...’. Seria sir, não?

3) Na mesma linha, o abre da pág. A15 (‘EUA resgatam soldados capturados’) afirma que a cozinheira Shoshana foi capturada no dia 23 de abril. Foi 23 de março, certo?

4) O ‘Diário de Bagdá’ traz delicioso relato sobre os interiores do palácio de Saddam, mas é preciso registrar que reportagem sobre o mesmo tema no ‘Los Angeles Times’ (reproduzida no ‘Estado’ hoje) é muito mais rica em detalhes e quantificações sobre as riquezas e os aposentos desse palácio.

E o documento?

O texto ‘Palocci tenta reinventar a ortodoxia do FMI’ (Dinheiro, pág. B3) traça com profundidade perfil pessoal, perfil da atuação e da visão do ministro da Fazenda. Senti falta, porém, de pelo menos alguma referência ao já célebre documento de 95 páginas emitido por ele horas antes da viagem aos EUA na quinta passada, texto cuja importância política foi explicitada em editorial de ontem.

Didatismo

Ao não expor com clareza qual é a legislação em vigor sobre a repressão ao uso de drogas (em especial quanto à diferença concreta de tratamento dado a usuário e a traficante), o material de capa de Cotidiano (‘Saúde quer descriminalizar usuário’) deixa no ar dúvidas sobre o grau de mudanças que haveria entre a situação atual e aquela estimada pelo projeto da governo federal.

Edição

Faltou uma foto (boneco) do magistrado Antonio José Machado Dias na reportagem ‘Motivo da morte de juiz segue desconhecido’ (Cotidiano, pág. C4).

Sem ranking

A apresentação do jogo de hoje de Gustavo Kuerten (‘Em Mônaco, Guga busca recuperar a coroa no saibro’, Esporte, pág. D2) não informa a atual classificação do tenista brasileiro nem a de seu adversário, o americano Fish, no ranking internacional. O dado é relevante para quem acompanha o esporte.

Ibsen

Não vi na Folha registro da morte do jornalista Ibsen Spartacus, que trabalhou na Folha, noticiada hoje no ‘Estado’.

Edição de domingo, 13 de abril

Primeira Página

1) Faltou na capa uma chamada, inclusive com vinheta, que amarrasse com destaque todo o material interno sobre os Cem Dias do governo Lula;

2) As reportagens sobre cooperativas de crédito, em Dinheiro, com exaustivo levantamento e radiografia desse setor, mereciam chamada na capa do jornal.

Guerra

1) O texto ‘Curdos deixam Kirkuk e combatem em Mossul’ (pág. A24) afirma, no quinto parágrafo, que, após a saída dos curdos, a Turquia declarou que não haveria mais necessidade de uma ‘intervenção curda’ no norte do Iraque. O correto seria uma ‘intervenção turca’, não?

2) Ao se referir a uma suposta rebelião em Basra, o texto ‘EUA e Iraque transformam desinformação em arma’ (pág. A31) afirma que ela ocorreu em 25 de maio. Foi em 25 de março, certo?

3) Registro para interessante reportagem do ‘NYT’ (reproduzida no ‘Estado’) com base em depoimento de diretor da CNN sobre histórias de ‘tortura e terror’ que ele vivenciou no Iraque nos últimos anos mas que não pôde (segundo ele afirma) tornar públicas.

Cooperativas

1) O último parágrafo do abre ‘BC detecta até fraudes em cooperativas’ (Dinheiro, pág. Especial B 2) afirma que a Coopetfes (do ES) concedeu em 1998 empréstimo irregular para ‘o’ colaborador da campanha do governador do ES. Ficou estranho, já que certamente houve mais do que um colaborador naquela campanha. A verificar;

2) Afirma o ‘Saiba mais’ da pág. B3 que as cooperativas respondem por 1,5% das operações de crédito do país. Arte na pág. B4, porém, registra que essa participação é de 1,64%. A diferença, tratando-se de uma participação tão pequena, é... grande. Qual é a informação correta?

Edição de sábado, 12 de abril

Varig sem TAM?

Reportagem no ‘Estado’ sobre a troca de comando na Varig (especificamente na Fundação Ruben Berta) afirma com clareza que essa mudança, ocorrida na sexta-feira, ameaça a fusão da empresa com a TAM, na medida em que o novo presidente

15/04/2003

Não dá ainda para saber o que pretendem de imediato os EUA deslocando o eixo de suas acusações do Iraque para a Síria, tal como fizeram antes de Bin Laden para Saddam Hussein. Mas o foco do noticiário, obviamente, mudou. Nesse sentido, surpreende o fato de que a Folha _que ontem acertou ao dar manchete para EUA/Síria- hoje traga pouco material sobre o novo alvo. Esperava encontrar um ‘perfil’ econômico, político, militar e social da Síria, mas ele não veio. Há descompasso entre a manchete e o investimento interno no caderno.

Consta onde?

O terceiro parágrafo do texto ‘Desembargador do TJ-DF suspeito de irregularidade se afasta do tribunal’ (Brasil, pág. A8) diz: ‘Os detalhes da investigação não foram divulgados por que ela corre sob sigilo. Consta que a suspeita inicial era de envolvimento em grilagem...’. Esquisita a formulação ‘consta que...’. Consta onde? Ou isso é informação que a Folha apurou? Ou, ainda, trata-se de rumores? Faltou, creio, precisão do tratamento dessa hipótese.

A soja, de novo

Mais uma imprecisão em noticiário sobre a atual safra de soja transgênica. O texto ‘Soja transgênica pode ser fonte para biodiesel’ (pág. A13) afirma que o seu consumo (‘da safra já plantada’) está proibido. Mas uma recente MP do governo não foi feita justamente para liberar a comercialização e o consumo específico dessa safra?

Sísifo

1) O texto ‘Lula ataca pulverização de ação social’ (Brasil, pág. A4) não informa onde foi o evento de lançamento da Rede 10, no qual o presidente discursou;

2) Faltou a idade de Lula no texto ‘Lula diz não ter pressa para operar bursite’ (pág. A5).

Guerra

1) Faltaram mapa e informações sobre a Síria: história, situação política, economia, potencial militar etc;

2) Afirma a retranca ‘EUA dizem que acharam laboratórios’ (pág. A19) que os contêineres encontrados em laboratórios móveis no Iraque mediam 1.85 m2. É isso mesmo? A medida, aqui, não teria de ser metro cúbico? Ficou estranho. A verificar;

3) O manual orienta que o nome do profeta seja grafado como Muhammad, não como ‘Mohammed’, como está em texto-legenda da pág. A20;

4) O texto ‘EUA criticam falta de apoio da América Latina’ (pág. A21) fornece gancho para que o jornal mostre ao leitor quais são afinal os interesses econômicos do Brasil e de outros países latino-americanos no Iraque. Tal como ocorre com França, Alemanha e Rússia, é improvável que a posição do país contra a guerra tenha como origem apenas uma orientação diplomática, sem raízes, também, em interesses econômicos;

5) Logo após o intertítulo ‘Obstáculos’, o texto da contracapa do caderno (‘Os 25 dias que abalaram o Salão Oval’) registra um episódio com Bush no domingo 22 de março. Pequeno erro: o domingo foi dia 23.

Lula e Walesa

Não vi registrada na Folha, inclusive na reportagem sobre o encontro de Lula com os sindicalistas (pág. A4), a interessante comparação que o presidente fez dele próprio com seu ex-colega (sindicalista e presidente) polonês, dizendo que não vai errar: ‘O Walesa não tinha partido político nem movimento social...’.

Hetero ou orto?

Em seu penúltimo parágrafo, o abre de Dinheiro (‘Risco fica abaixo dos 900 pontos; dólar cai’) classifica como heterodoxa a política econômica adotada pelo governo Lula. Posso estar enganado, mas entendo que se trata justamente do contrário. A política de Palocci tem sido claramente ortodoxa, continuação da de Malan. Não é isso?

Didatismo

Faltou deixar claro o que quer dizer ‘dívida soberana’ em ‘‘Investidor já descarta título com, risco-calote’ (pág. B3). Aliás, o que é risco-calote? O termo pode até pegar, mas ainda não está tão claro, creio, para o leitor.

Acabamento

1) Há um ‘pastel gráfico’ com sobreposição de texto e ilustração na parte inferior da arte ‘Posição dos principais líderes’, sobre o Bahiagate (pág. A9);

2) Ficou confusa, por causa de pontuação equivocada, a frase da senadora Maria Helena destacada no abre da pág. A8. O texto correto está na reportagem (na mesma página, embaixo).

Varig

Confuso também, mais uma vez, está o noticiário sobre a Varig, na pág. B4. O abre afirma que ‘começaram a circular rumores de que o projeto da fusão (Varig-TAM) estava perdendo força dentro da empresa gaúcha’. Ora, na sub, logo abaixo, registra-se como informação -recuperando, aliás, notícia dada no fim de semana pela concorrência--, e não como rumor, o fato de que o novo presidente da Fundação Ruben Berta-Par é contra a fusão. A confusão aumenta, para o leitor, com uma outra sub (‘CUT convence...’), segundo a qual a mesma reunião que elegeu esse presidente contrário à fusão aprovou ‘o modelo de união das empresas’. Sinceramente, não dá para entender o quebra-cabeças. Caberia, creio, amarrar melhor todo esse material.

Palocci X Zoellick

O abre da página B3 registra, ao pé do texto, que houve encontro entre o ministro Palocci e o ‘ministro do Comércio’ dos EUA em Washington. Não entra, porém, em detalhes.

Reportagem no ‘Valor’, no entanto, informa que a reunião foi marcada pela ‘franqueza’ ou, em outras palavras, que houve divergências expostas entre os dois, apesar do tom diplomático das declarações. Cabe, creio, checar e recuperar.

Atualização

Paulo Maluf é do PP, não do PPB, como está no abre da página C3 (‘Novo zoneamento propõe ‘freios’ aos prédios’).

R$ por gol

Acho que o jornal deveria ampliar, explorar mais abertamente a questão colocada pela Panorâmica ‘Santista afirma que ganha por gol marcado’ (pág. D1), sobre o atacante Ricardo Oliveira, que tem no contrato cláusula prevendo premiação por gols. Não dá uma bela polêmica?

Esclarecimento

Sobre a nota ‘Alçapão’, da crítica de 31 de março passado, a respeito do estádio do Santos, a editoria de Esporte faz, via SR, o seguinte esclarecimento, pelo qual agradeço:

‘Alçapão’ é o termo utilizado para designar estádios em que o visitante tem grandes dificuldades para vencer. A Vila Belmiro ganhou essa fama no último Brasileiro, quando o Santos construiu excelente retrospecto em seu estádio’.

16/04/2003

A manchete da Folha (‘Crescem reações anti-EUA no Iraque’) não está necessariamente equivocada do ponto de vista factual, mas, a meu ver, transmite, pela generalização nela embutida (e principalmente por causa do verbo ‘crescem’), a idéia de uma espécie de movimento nacionalista anti-EUA em formação no Iraque, algo que as notícias não configuram. Houve ações e discursos contra os EUA, sim, mas nitidamente provenientes de diferenças internas (mobilizações de xiitas no caso de Nassiriah e da reunião de líderes e de curdos no caso de Mossul).

Primeira Página

Merecia uma chamada na capa a reportagem da pág. C4 (Cotidiano) sobre a explosão no número de casos de malária em Manaus no primeiro trimestre do ano: crescimento de 815% em relação a 2002.

E o conteúdo?

O texto ‘Governo obtém vitória sem PMDB e PP’ (pág. A6) registra votação apertada a favor do governo no Congresso, enfatizando, com isso, a questão da relação de forças no Legislativo. A notícia, porém, simplesmente não informa o assunto que foi objeto da votação...

Quem é?

O texto ‘Pellegrino quer reunião com Lula sobre reforma’ (pág. A6) menciona o nome João Paulo Cunha sem dizer de quem se trata (cargo, partido, Estado).

Silveirinha

1) O abre da pág. A9 (‘7 fiscais acusados de corrupção são presos’) menciona apenas as iniciais do nome da principal testemunha, a ex-mulher de um deles, V.G.S. Tudo bem. Acho inadequada, porém, a explicação dada no texto para isso: ‘A PF pediu que o nome da ex-mulher... fosse mantido em sigilo por motivo de segurança’. Prefiro a explicação do ‘Estado’, de que o jornal decidiu não divulgar o nome para preservar a testemunha. São posturas (sutilmente) diferentes: a da Folha dá a idéia de que, como a polícia pediu para não divulgar, então não divulgamos; a do concorrente indica ao leitor que o jornal, independentemente de pedido policial ou não, tomou a decisão. Afinal, sabemos que a própria Folha nem sempre acata pedidos da polícia. Em tempo: ‘Globo’ e ‘JB’ deram o nome da moça por extenso.

2) Faltou didatismo na retranca do ‘outro lado’ para explicar o que um dos advogados de defesa quer dizer quando fala em ‘fenômeno Pitta’ (seria, suponho, uma analogia entre V.G.S. e Nicéa, a ex-mulher do ex-prefeito).

Acabamento

Pastel incômodo logo na primeira frase do abre ‘ACM não depõe e acirra ânimos no Senado’ (pág. A11): ‘Para evitar um confronto direto com os integrantes do Conselho de Éticantar (sic), o senador...’.

Militares

Não vi na Folha informação, publicada no ‘Estado’, de que o governo federal decidiu adiar contrato com um grupo espanhol para compra ou modernização de 20 aviões de transporte ou patrulha militar. Seria uma nova estocada na Defesa, que já sofrera o adiamento dos caças em janeiro.

Guerra

1) O noticiário de hoje relaciona, na capa do caderno, grande quantidade de agremiações, movimentos ou partidos de oposição a Saddam Hussein, inclusive um Partido Comunista Iraquiano com direito até a Comitê Central. Ótimo. É estranho, porém, que na fase pré-guerra, quando se discutiam questões de alternativa de poder ao ditador, o noticiário sempre (não só aqui) afirmava inexistirem forças de oposição iraquianas organizadas. Uma ou duas organizações, no máximo, eram mencionadas, e com atuação fora do país. De repente, ‘chovem’ organizações. Não dá para entender;

2) O texto ‘EUA não planejam atacar a Síria, dizem Powell e Rice’ (pág. A14) falha ao não registrar o fato de que o secretário de Estado é uma ‘pomba’ e de que a assessora de Segurança Nacional integra o grupo dos ‘falcões’. Isso é importante, porque mostra com clareza que o governo como um todo, aparentemente, recuou na idéia (em tese, do ‘falcão’ Rumsfeld, da Defesa) de aproveitar a onda e invadir também a Síria;

3) O prenome do líder curdo Barzani aparece ora como Massoud (‘Diário de Bagdá’) ora como Massud (texto ao pé da capa do caderno). Falta padronizar;

4) Não vi na Folha a notícia, publicada no ‘Globo’, de que dois jornalistas argentinos morreram na cobertura da guerra nas últimas 36 horas.

Sísifo

Na entrevista com o candidato à Presidência da Argentina Carlos Menem (contracapa de Mundo), não se informam a idade e, a dez dias do pleito, o partido a que pertence o ex-presidente ou ao menos as forças do peronismo que ele representa.

Delfim demais

Com a de hoje, na pág. B4, são quatro as entrevistas pingue-pongue que o jornal publica desde o final de dezembro com o economista. Não é um exagero? Mais estranho ainda fica editá-la no mesmo dia em que sai a coluna do ex-ministro na pág. A2, como hoje.

Edição

No abre ‘LDO prevê juro médio de 14,88% em 2004’ (pág. B6), faltou uma Arte que amarrasse os principais dados/metas (juros, inflação, PIB etc) previstos no projeto enviado pelo governo ao Congresso para 2004.

Soltura

Não há explicação no texto ‘Solto diretor de companhia que poluiu rios’ (pág. C5), sobre o caso da Indústria Cataguazes (sul de MG), a respeito do motivo pelo qual a Justiça concedeu o habeas corpus. A dúvida fica no ar.

Ouro Preto

A reportagem sobre o incêndio no conjunto histórico da cidade mineira, na pág. C6, informa que o complexo atingido foi vendido em outubro passado a um empresário do Rio. Mais adiante, no último parágrafo, registra que o governo de MG afirma que o Estado tem as plantas da área e que em breve deverão começar as obras de reconstrução. Não fica claro, aí, o seguinte: se o edifício destruído pertence a um empresário, sendo portanto propriedade particular, por que é o Estado que reconstrói? O status de patrimônio histórico seria a explicação? Cabe, creio, deixar mais clara a questão na suíte do caso.

Aviso

Devido aos feriados da Páscoa e de Tiradentes, a crítica interna volta a circular na terça-feira, dia 22."

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