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ARMAZÉM LITERÁRIO
ÚLTIMA HORA – Atualizado em 12/12/2000
Autores, idéias e tudo o que cabe num livro
NEWSMAKING
As rotinas da informação
Decidindo o que é notícia – Os bastidores do telejornalismo, de Alfredo Eurico Vizeu Pereira Junior, Editora Edipucrs, preço R$ 16. Pedidos à Editora da PUC-RS, tel. (51) 320-3523 ramal 3523/e-mail <edipucrs@pucrs.rs>
O livro Decidindo o que é Notícia é resultado da pesquisa que o jornalista Alfredo Vizeu (professor do Departamento de Comunicação da Universidade Federal do Espírito Santo) realizou na Pós-Graduação em Comunicação da Famecos, PUC-RS sobre as rotinas de produção dos editores de texto de telejornais, para verificar de que forma influenciam o processo de construção da notícia. Segundo o autor, descobrir pistas sobre o modo como as notícias são produzidas é essencial para compreender seu significado.
Num país em que a primeira informação que a maioria das pessoas recebe sobre o mundo que as cerca, muitas vezes a única, é a dos noticiários televisivos, o telejornal ocupa dimensão significativa na construção da realidade social. O estudo da notícia abre possibilidades não só para reflexão sobre a própria atividade jornalística, mas também para o aperfeiçoamento democrático da sociedade.
No trabalho o autor usou a perspectiva do newsmaking (produção da notícia), que procura entender, a partir da cultura profissional dos jornalistas e a organização do trabalho e dos processos produtivos, como as notícias são o que são, que imagem elas fornecem do mundo e como essa imagem é associada às práticas cotidianas na produção de notícias nas empresas jornalísticas.
O objeto da investigação, caracterizada como qualitativa-descritiva, foi o dia-a-dia dos editores de texto do RJTV1. Com base na observação participante e em entrevistas complementares, Vizeu buscou observar como as rotinas produtivas atuam no momento de decisão sobre a inclusão de uma notícia no telejornal.
Segundo a análise, as rotinas de produção têm papel relevante no processo de construção da notícia. Os critérios estabelecidos pelos editores de texto apontam para uma possível rotinização do trabalho jornalístico, com a finalidade de organizar o "caos" circundante.
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