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OBSERVATÓRIO NA TV
ÚLTIMA HORA – Atualizado em 12/9/2000
OBSERVATÓRIO NA TV
TVE e TV Cultura, terças-feiras, 22h30
Você pode participar ao vivo
DDG: (0800) 216-689
Fax: (021) 221-0566
E-mail: obstv@tvebrasil.com.br
Videoconferência: veja instruções em http://www.tvebrasil.com.br/video.htm
DOS TELESPECTADORES
Petit das Virgens
Natal, RN
Alguns programas de rádio e TV erram ao fazer a pergunta se alguém mataria por amor, tendo como gancho um crime de vingança premeditado que toma conta das manchetes do país. Ao tentar discutir se é justificável ou não alguém matar por amor, os programas induzem voluntária ou involuntariamente o telespectador a achar que o assassino-confesso, Pimenta das Neves, matou sua ex-namorada por amor. A cobertura da imprensa e as investigações até agora, indicam claramente que Pimenta premeditou e matou a ex-namorada por vingança ao sentir-se traído por alguém a quem ajudou a subir na carreira e pela perda da "posse amorosa" sobre a mesma. O comportamento de Pimenta depois do assassinato, indica que ele está com sua saúde mental muito boa e só tem amor a si mesmo, ao contratar um dos melhores advogados do país, simular um suicídio com calmantes e se instalar numa clínica de luxo. Esse crime não pode ficar impune. A imprensa a e a justiça não podem cair na tentação de tratar esse caso como crime passional. Têm sim, responsabilidade de fazer este cidadão ser julgado o mais rapidamente possível e mandá-lo exemplarmente para uma cadeia comum onde estão outros cidadão menos esclarecidos e menos afortunados.
Giovanni Lorenzon
Campinas, SP
Uma coisa que ainda não vi ser discutido no Caso Pimenta diz respeito às relações internas de uma redação, onde, sabidamente por todos, como eu e vocês, as nomeações e as elevações de cargos se dão por laços de "intimidade". Coloquei entre aspas a palavra para não deixar transparecer que só em casos amorosos entre chefes e subordinados que coisas como a "subida" da Sandra se deu. Mas simples relações de amizades. Não significa que as pessoas que sobem de cargo por laços de intimidade não tenham competência, mas é tão comum essa regra que em toda e em qualquer redação, quando entra alguém de fora para um alto cargo, se costuma fazer "apostas" para se saber quem vem junto. Eu imagino que esse fato, escancarado pelo Pimenta, deve estar incomodando penosamente os diretores da Gazeta Mercantil e do Estadão.
Nelson Barbosa Filho
Sorocaba, SP
Depois do Executivo e Legislativo, agora chega ao fim com a total desmoralização do Poder Judiciário com o "caso Pimenta". Acho que os militares estão mais perto do poder a cada injustiça cometida como essa. Vocês não concordam?
Adriano Trigo
Jornalista, Vila Velha, ES
Mais uma vez, a imprensa brasileira se comporta como uma instituição caçadora de bruxas. O caso Pimenta Neves mostra a triste face de um país corroído eticamente. É a história de um jornalista que usa de forma personalista o poder delegado e de uma subordinada que para subir topa qualquer negócio. O caso é, lamentavelmente, mais um triste retrato da realidade social que vivemos. No meio deste caos, a imprensa surge como uma espécie de salvadora da pátria com "coragem" de expor à opinião pública uma os defeitos dos colegas de profissão. É uma pena que este caso será esquecido até o próximo dramalhão nacional.
Manoel Luiz Menezes Mendonça
Brasília, DF
Quero colocar para a discussão a sensação que eu tive ao assistir no telejornal da Globo ao depoimento do sr. Pimenta à polícia. Ao vê-lo dizendo a respeito dos benefícios que a vítima teria obtido após seu relacionamento com ele, eu fui conduzido pela matéria jornalística a considerar a moça como uma espécie de culpada pelo assassinato, e ele como uma espécie de vítima. Neste sentido, parece-me que o depoimento serviu para fazer a opinião pública considerar diminuída a punibilidade do assassino confesso. O que os senhores acham?? Aproveito a ocasião para dar os parabéns aos senhores por serem capazes de fazer um programa tão espetacular. Parabéns a todos!!!
Paulo Weber Junior
Toledo, PR
Acredito que possa ser tema de reflexão o instrumento que a Rede Globo se utilizou para efetuar as gravações. Analisando-se pela vertente de que uma câmera teria sido instalada na pasta de um promotor onde deveria ser tomado um depoimento para a Justiça. Em detrimento às demais emissoras de televisão ou de rádio, não foi possível seu acesso ao local.
Ariovaldo Pingo
São Paulo, SP
Boa noite. Independentemente do assunto central discutido hoje (parcialidade da imprensa no assassinato da jornalista pelo editor chefe) um fato lamentável é a gravação feita pela câmera oculta. A Globo deve vir a público dizer a quem subornou para conseguir tais imagens e o culpado deverá ser punido com todo rigor.
Lucio Neto
Publicitário, Natal, RN
É inegável o valor da imprensa. E, neste caso, ela tem que provar aos seus leitores, ouvintes e telespectadores, a sua importância na formação da opinião pública. É o momento de mostrar maturidade, isenção, ética e respeito aos consumidores da nossa mídia. Este é o momento em que o feitiço se vira contra o feiticeiro e milhares de brasileiros estão atentos. A nossa imprensa tem julgado muita gente. Agora chegou a hora de muita gente julgar a competência de nossos jornalistas neste caso.
Mario Monteiro
Niterói, RJ
Interessante é o Senhor Fernão Lara Resende dizer em Rede Nacional que o fato do Réu confessar (Réu confesso) e o "Jornal" publicar como suspeito é um detalhe. É a hipocrisia da classe dominante (A Mídia). Não como um todo.
Ricardo
Natal, RN
Acho que todas as notícias que vem sendo divulgadas pela imprensa principalmente a televisão vem dando uma conotação muito estranha ao caso; mostrando o rico, a pobre, a mulher, o homem o que na verdade simplesmente foi um assassinato de uma pessoa pelo qual motivo foi posta em situação muito triste. Nada justifica um assassinato, mas será que ela de uma certa forma não procurou. Me pergunto será que se a jornalista não se envolve com o Pimenta isto teria acontecido e se teve acontecido seria assim.
Otávio Vieira
São Paulo, SP
Ao meu entender, a publicidade e o jornalismo no Brasil são coisas de "paparazzi", onde, tanto os noticiários quanto os programas televisivos não querem passar a informação ou o fato, e sim o sensacionalismo. O "show" é a audiência. Exemplo disso é a farta e absurda quantidade de comentários sobre o programa "No Limite", os programas jornalísticos (vide tv Record, etc), as matérias sobre futebol, como no sábado onde o Globo Esporte iniciou dizendo como chamada "Edmundo inimigo íntimo" ao se referir que o Santos jogaria contra o Palmeiras. A imprensa vive usando "termos e frases" do tipo a guerra, a vingança, etc. E fazem o possível para mostrar imagens passadas e que reforcem a violência e as lembranças, ou seja, hoje só se vê praticamente notícias de violências, baixarias, fofocas, etc. Evidente que tudo deve ser mostrado, porém, a tv hoje só mostra a violência, seja nos noticiários como nas novelas, filmes e programas, (imaginem só "Serginho Mallandro" chega a ser líder de audiência). Ou seja, não é que o seu programa seja bom, e sim que é um dos menos ruins e que o brasileiro só vê bundas, tchan, pagode, fofocas, balelas e muito pouca informação e cultura.. Salvo a tv Cultura. Obrigado.
Eduardo Gomes
Manaus, AM
Dizer que é um "pormenor" o fato do Pimenta Neves ter confessado ainda no domingo o assassinato da jornalista Sandra Gomide, e o jornal tratá-lo como suspeito, é no mínimo uma insensatez com todo respeito ao diretor do Jornal da Tarde. Ficou patenteado o corporativismo sim! Se fosse outro personagem fora do meio jornalístico, seria tratado como um furo de reportagem a confissão de um assassinato. E o fato do próprio jornalista assassino tentar orientar o noticiário do seu crime? Sua indignação na segunda-feira em reclamar do tratamento dispensado por alguns jornais? Também é um pormenor?
Fernando Magalhães
Mais uma vez uma pessoa conhecida e reconhecida é massacrada pela imprensa. Não defendo o crime, de forma alguma. Mas a mídia, muito corporativa, como está acontecendo cada vez mais, mostra sua ira, sensacionalismo, e mesmo uma ponta de "revide" contra alguém que um dia estava no topo da imprensa. Está claro que muitos que aí estão fazendo essa cobertura jornalística, um crime tão passional quanto muitos tantos, estão se divertindo contra o "patrão" de ontem... Poucos crimes tiveram esse sensacionalismo torpe...
Helder Bello da Veiga
Curitiba, PR
Antônio Marcos Pimenta Neves, o nome do dia, da semana, ou talvez, do mês na mídia brasileira. Mas por que essa atenção exagerada? Desconfio que por ele ser um jornalista, e a vítima também, tenha despertado um sentimento "familiar" ou de proximidade pelos autores de tais matérias. Foi um crime hediondo, concordo, digno de receber uma punição rigorosa. Mas quantos Pimentas e Sandras são notícias diárias nos jornais populares e não recebem a mesma atenção? Não seria como um político que depois de ter sua casa assaltada manda reforçar a segurança pública em seu bairro e vai às tribunas expor sua indignação contra a violência urbana ao mesmo tempo em que os demais bairros continuam vítimas da mesma violência?
A imprensa que deixe a sardinha na lata e dê uma olhada para o lado de fora da janela!
Diocele Leite
Mossoró, RN
Gostaria de saber, se é possível concordar que um criminoso seja encaminhado para uma clínica, por problemas mentais, com laudo do seu médico particular? Por que o nome da Juíza que autorizou esse absurdo não foi revelado? Será que ele não vai fugir como tantos assassinos ricos?
Dorival Bettoni
O jornal Folha de S.Paulo construiu ao longo do tempo uma imagem de isenção e independência. Todavia, a leitura dominical que faço desse periódico tem me levado a suspeitar desse marketing da Folha. No domingo passado, por exemplo, o caderno Dinheiro trazia um conjunto de reportagens bastante interessante. Na manchete do caderno, anunciava-se um negócio de importação de energia feito por uma empresa paranaense. Dentro do caderno havia dois tipos de reportagens:
1. Algumas reportagens indicavam uma avalanche de projetos de termoelétricas em países vizinhos cujo objetivo seria exportação de energia para o Brasil.
2. Várias reportagens sobre as dificuldades que o Brasil vem enfrentando para acumular um saldo comercial positivo. Havia uma reportagem ligando diretamente o assunto déficit comercial e importação de energia e outras reportagens falando sobre problemas para se atingir as metas de saldo comercial positivo.
3. Não se falou, em nenhum momento, das consequências da escassez de energia e o consequente aumento do preço desse insumo básico na economia. Da maneira como o caderno foi montado, o leitor fica com a impressão de que a Folha tinha como objetivo "melar" o negócio da empresa paranaense. Há outros sinais de parcialidade na folha:
No caso TRT, há um excesso de enfoque sobre a figura de Eduardo Jorge em detrimento do papel desempenhado pelo Judiciário no escândalo, fato apontado por outro leitor da Folha em carta enviada a redação desse jornal; Até a maneira como a seção debates e tendências está sendo conduzida, sem a tradicional réplica ao artigo principal. Acredito que a Folha, que ainda tem uma imagem bastante positiva junto ao público, mereça a atenção do Observatório, já que o leitor precisa ser alertado, ou esclarecido, sobre a filosofia editorial do jornal.
Marcelo Prado
Dines , parabéns a você e toda a equipe pelo programa de ontem . Só acho que uma parte da imprensa, não é o caso da TVE, está querendo beatificar a infortunada jornalista, morta, brutalmente. Acho que ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém sob nenhum pretexto, mas a Gomide plantou vento e colheu tempestade. Um homem 31 anos mais velho, que podia dar posição e espaço para ela crescer profissionalmente, poderia ser uma boa escolha, ela só não contava que o descarte deste homem seria muito complicado e deu no que deu, e, só nos cabe lamentar e pedir a Deus que tenha piedade de todos os envolvidos nesta tragédia.
Mauro Estiva Gerbi
Fatal!!! A programação do Observatório da Imprensa. Os bastidores e as tendências da mídia. Acompanho sempre quando posso pela nossa TV Cultura.
Parabéns.
Joel Jacinto
São Luís, MA
Ainda bem que tem na nossa televisão programa da qualidade do Observatório da Imprensa. Assisto a todos. Adoro os debates. Parabéns!
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