O diagnóstico do jornalista Luís Nassif de que "nos últimos tempos, Veja passou a praticar o jornalismo mais escabroso" que ele conheceu "em muitas décadas de profissão" justifica citar o editor húngaro-americano Joseph Pulitzer (1847-1911), aquele mesmo que criou os que viriam a ser os mais cobiçados prêmios jornalísticos e literários dos Estados Unidos.
Num contexto todo outro, naturalmente, o semanário londrino The Economist, na edição que começa a circular amanhã, transcreve uma frase de Pulitzer que se aplica aos prováveis efeitos do tipo de jornalismo que Nassif tem em mente:
"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."
Vinicius Claro, prof Informática e L. Portuguesa
(Rio de Janeiro/RJ)
Enviado em 27/5/2008 às 17:54:47
Com quem está a verdade? O meio é a mensagem? (McLuhan) Eu quero ver o povo aprender a ler, baixar o analfabetismo em todos os níveis, principalmente o funcional. Nassif já entrou para a história como Dines e Cia Ltda. O que eu queria ver é o jornal marginal, tal como uma opção que foi para resistir à ditatura militar, que se civilizou, não foi extinta: ficou inteligente!´São precisos valores como estes quilates para enfrentar com mais inteligência e superar a manipulação da informação e quiçá do conhecimento!
Otaiciel de Oliveira Melo Oliveira Melo, Professor
(Fortaleza/CE)
Enviado em 23/2/2008 às 19:33:08
O que o Nassif está fazendo é nos ensinar a ler jornais e revistas, um dos objetivos do observatório da imprensa. Vejam o que diz a frase no alto desta coluna: "você nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito". Devo dizer que isto (ler jornal de maneira diferente) eu estou aprendendo muito mais com o Nassif do que com o observatório da imprensa. Um gigante, este tal de Luis Nassif. São jornalistas de comportamento semelhante ao dele que poderão salvar a mídia brasileira, antes que ela atinja o fundo do poço em matéria de descrédito.
Carlos N Mendes, industriário
(Santos/SP)
Enviado em 23/2/2008 às 13:53:13
É possível que muitas pessoas sejam atingidas e doutrinadas pelos "formadores de opinião", mas a princípio o que buscamos - seja em uma roda de amigos, num programa de TV ou numa revista - é identificação. O leitor médio de VEJA já era um cínico reacionário, muito provavelmente doutrinado pelos pais. A revista Veja só lhe dá um espelho onde ele se encontra - o clubinho do "Eu odeio o Lula", assunto de suas conversas com os colegas-leitores em filas de banco, manicures, rodas de praia, etc. A minha grande curiosidade é saber se os jornalistas e pseudo-jornalistas daquela revista realmente acreditam no que escrevem ou só representam porque são bem pagos.
Maria de Fátima Araujo de Morais, Servidora Pública
(Brasília/DF)
Enviado em 22/2/2008 às 19:48:04
Eu já tenho contato direto com leitores de Veja ainda piores do que a revisrta que lêem. É devastador.
Autorizo a publicação do comentário.
Pedro de Sousa, Redator
(São Paulol/SP)
Enviado em 22/2/2008 às 14:23:20
Viva o Nassif!!!
To com ele.
Basta.
André Martins, Engenheiro
(Bauru/SP)
Enviado em 22/2/2008 às 10:41:00
Os comentários confirmam a frase do Joseph Pulitzer.
Alexandre Carlos Aguiar, Biólogo
(Florianópolis/SC)
Enviado em 22/2/2008 às 10:12:18
Analisando o caso Nassif x Veja e tudo o que está desenrolando na mídia, mais precisamente, na blogosfera, pergunto: de que vive um colunista ou um jornalista? Da informação, da divulgação de um fato, da veiculação de evidências, da discussão de idéias, da exposição da palavra, da comunicação. Jornalista ou colunista que não pode dizer o que pensa ou o que rumina em suas sinapses é alvo de censura. E, até onde eu sei, isso já foi banido do Brasil. Aliás, eu lutei contra o regime militar exatamente para que se acabasse com a censura e para que se conquistasse a todos os cidadãos, independente de etnia, credo ou manifestação política o direito de se manifestar. Arque-se com as conseqüências depois disso, mas manifestação de idéias e princípios não pode ser vedada a ninguém. É só o que Nassif está fazendo. A volubilidade dos comentários à destra ou à sinistra é inerente às influências políticas que disso advém. Apenas isso. Mas Nassif está fazendo o papel dele. Há interesses por detrás disso? Claro que há! Caberá ao tempo decidir o que isso implicará numa imprensa melhor e mais honesta daqui pra frente.
Ivan Moraes, sem profissao
(Newark, NJ/MG)
Enviado em 21/2/2008 às 22:06:00
""Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."": os vil desse lugar eh rico ou eh pobre? Que venha a vilidade dos rico pra gente, que a vilidade dos pobre a gente ja temo.
Eu acho q os processo movido pela VEJA ee um chute na canela, um golpe sujo e mesquinho. Porem, o q o blogueiro quer insinuar c/ cinica, mercenaria, demagogica e corrupta? Nao acredito q haa um lado bom ou um lado ruim nesta briga. Bom jornalismo ou mau jornalismo, o q ee isso? Estou mais propenso a pensar q haa uma luta de interesses por de tras de todo este imbrolio. Nao acho q o caro Luis Nassif seja um quixote... Alias, ee lamentavel por parte do blogueiro em tentar transferir uma aura moral para o Nassif ao citar o artigo do The Economist. Pelo jeito o caro Weis jaa fez um juizo de valor sobre toda a refrega.
Cid Elias, Hoteleiro
(fortaleza/CE)
Enviado em 21/2/2008 às 20:44:57
Este troço do Weis vai entrar para a história do OI. Sem um pingo de dúvida, digo que nestes três parágrafos do "prata da casa" Luiz Weis, configura-se uma das maiores, talvez a maior, NEGAÇÃO do papel de observar a imprensa que li nos anos de OI. Lendo "...se aplica aos prováveis efeitos(como assim?) do TIPO de jornalismo que Nassif tem em mente(o Weis é médium pra saber o que o Nassif tem em mente?)" só posso definir o externado pelo autor com uma expressão bastante conhecida:"isto é uma vergonha". Devo reconhecer que o Weis acerta na mosca ao revelar esta maravilhosa frase profética do Pullitzer, que virou a propria realidade brasileira, pois os leitores da vejaqmentira, estadinho, falha, grobos e pares, já demonstram, por enquanto, cinismo e demagogia, o resto vem a reboque.
Apolonio Silva, Físico
(São Paulo/SP)
Enviado em 21/2/2008 às 20:13:15
Aqui não vale a pena comentar porque tem censura indiscriminada...mas o que tem de jornalista desempregado fazendo o papel da raposa da fábula...eita uvinha distante...
pela USP, onde lecionou Sociologia da Comunicação.
Escreve no Observatório da Imprensa e no jornal "O Estado de S.Paulo". Entre
outras atividades, foi redator-chefe das revistas "Superinteressante" e "IstoÉ",
editor-assistente da "Veja", editor político e apresentador do programa
"Perspectiva" da TV Cultura, editor nacional da "Visão" e editor de assuntos
especiais da "Realidade". É autor, com Maria Hermínia Tavares de Almeida, de
"Carro-zero e pau-de-arara: o cotidiano da oposição de classe média ao regime
militar, in "História da Vida Privada no Brasil", Lilia Moritz Schwarcz (org.),
1998, e do perfil político de Vladimir Herzog (sem título), in "Vlado — Retrato
da morte de um homem e de uma época, Paulo Markun (org.), 1985. Recebeu o Prêmio
Esso de Jornalismo Científico, em 1990.
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