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CARTAS

IBSEN PINHEIRO
Justiça efetiva

Exmo. Sr. Ibsen Pinheiro: honrado em cumprimentá-lo, saudando a exuberância intelectual e a bravura existencial de sua trajetória, rogo vênia para, entusiasticamente, agradecer-lhe pelo brilhante artigo "Ministério Público novo de guerra" [ver remissão abaixo]. V.Exa. vem ombrear com personalidades de idêntico status, a exemplo de Raimundo Faoro, "O ataque das vespas" (publicado em CartaCapital), compondo um escudo ético-jurídico da atuação ministerial. Em
síntese, substraindo-nos o lenitivo de capitular na omissão.

V.Exa. não é apenas uma testemunha dessa ainda incipiente história do Ministério Público. É o artífice que calou na raiz as bases de sua fundação constitucional. Os integrantes da instituição, verdadeiramente comprometidos com uma Justiça efetiva – balizada pela comezinha equação de punir os culpados e absolver os inocentes –, são seus eternos devedores.

Se a borrasca da existência, paroxismo de vileza, temporariamente o desalojou do posto merecido, não importa – a obra é para todo o sempre.

Celso Antônio Três, procurador da República, Caxias do Sul, RS

***

MP novo de guerra

Já escrevi antes a este Observatório a respeito do personagem Ibsen Pinheiro. Dizia, ao tratar do arquivamento do processo pelo STF, que não se tratava da eliminação dos fatos que lhe eram imputados, mas que, tecnicamente, a Corte houve por bem deixar por isso mesmo. Agora, Ibsen mesmo confirma de próprio punho, como bem assevera Ana Lúcia Amaral. O ataque de Ibsen ao Ministério Público não traz qualquer análise técnica, apenas política, como político ele foi, razão pela qual o conceito de políticos anda tão baixo.

O mais lamentável nesta história é que personagens como esse ocupam cargos tão importantes como a Presidência da Câmara, onde as leis são feitas (deveriam) para ser aplicadas por e a todos.

José Barroviejo, Porto Alegre



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Ministério Público novo de guerra – Ibsen Pinheiro

Ibsen Pinheiro – Ana Lúcia Amaral



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