ASPAS

PROPAGANDA OFICIAL
Doca de Oliveira

"Tucanos põem FHC como estrela em programa de TV", copyright O Estado de S. Paulo, 13/4/01

"O presidente Fernando Henrique Cardoso é a estrela que fechará o programa político-partidário que o PSDB vai exibir, em horário nobre e âmbito nacional, em todas as emissoras de televisão no dia 19. Segundo o publicitário Paulo de Tarso, estrategista responsável pela propaganda do partido, Fernando Henrique fará um ‘grande editorial’ no fecho do programa associando o PSDB às principais iniciativas de seu governo.

‘Ele conta como o partido tem ajudado o governo a mudar o País’, explica o secretário-geral do PSDB, deputado Márcio Fortes (RJ). ‘Mas o tom é partidário sempre, não se trata de um programa do governo’ Sentado em um sofá na biblioteca do Palácio da Alvorada, de terno e gravata, mas falando em tom coloquial, o presidente abordará temas como a estabilidade econômica, o Projeto Alvorada (criado para combater a miséria nas cidades mais pobres), a federalização do programa bolsa-escola e a aprovação da lei dos medicamentos genéricos, por exemplo.

A gravação foi feita ontem pela manhã no Palácio da Alvorada pela produtora GW, da capital federal, que já trabalhou para o PSDB em outras ocasiões, inclusive na campanha da reeleição, em 1998. Depois da gravação, Fernando Henrique e a primeira-dama Ruth Cardoso embarcaram de helicóptero para a fazenda da família em Buritis (MG).

‘Nós’ - A associação do PSDB às mudanças no País será feita de maneira informal e por meio de frases como ‘nós do PSDB’, ditas pelo presidente ao referir-se às ações de seu governo. O programa terá 20 minutos e a participação do presidente será nos dois minutos e meio finais. Ele não falará de questões como ética e moralidade. Esses assuntos serão tratados por outros líderes do partido, como o presidente da Câmara, Aécio Neves (MG), cujo depoimento atrela a imagem do PSDB aos mais altos princípios éticos da política nacional.

O programa terá como âncora o apresentador Gugu Liberato e será uma mistura de reportagens, depoimentos de cidadãos e de líderes do partido. Os ministros tucanos da área social falarão dos principais programas em suas gestões na Saúde e na Educação. O ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, fará um relato sobre o avanço no setor, em que o governo conseguiu levar luz e telefone para localidades mais distantes. ‘O programa não foi feito para intelectuais, nem para militantes, foi feito para o povo’, diz Márcio Fortes.

A preparação do programa envolveu pesquisas qualitativas e quantitativas, para detectar a percepção que a sociedade tem do partido e os temas que mais interessam ao eleitor. Segundo Paulo de Tarso, o PSDB é visto como um partido ‘de bem’, mas não é imediatamente associado ao governo de Fernando Henrique. Com o programa, a idéia é começar um trabalho para consolidar o que considera os atributos positivos de sua imagem - honorabilidade, seriedade e credibilidade - e dar a base para toda a comunicação que será feita durante a campanha presidencial."



Kennedy Alencar

"‘Agenda positiva’ leva 4 ministros à TV, copyright Folha de S. Paulo, 13/4/01

"Quatro ministros farão pronunciamentos em cadeia de rádio e TV neste mês. O número de aparições no mesmo mês é um recorde no segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso. Os pronunciamentos fazem parte da estratégia de ‘agenda positiva’ do Planalto para tentar compensar o dano de imagem causado pela avalanche de denúncias de corrupção que envolvem órgãos e aliados do governo.

O resultado da disputa travada entre os ministros José Serra (Saúde) e Paulo Renato (Educação) pelo dia 22 de abril, um domingo, foi empate. A assessoria do ministro da Educação alterou seu pedido para o dia 23. Paulo Renato anunciará o ‘Dia Nacional da Família na Escola’, marcado para 24. Serra ficou com o dia 22, como queria, para lançar a ‘Campanha Nacional de Vacinação dos Idosos’. A campanha começa no dia 23 e durará duas semanas.

Deu empate porque é raro a Secretaria de Comunicação de Governo autorizar dois pronunciamentos em sequência. Publicitários que prestam serviço ao governo argumentam que parte da audiência não gosta de uma intervenção na programação normal. Por razões comerciais, as TVs e rádios também não gostam de aparições tão próximas.

Esses publicitários desaconselham duas cadeias coladas, mas foi a única solução para não melindrar um dos ministros, ambos potenciais candidatos nas eleições de 2002 para a Presidência.

Serra é candidato a presidente, apesar de negar. Paulo Renato assume que postula o Senado por São Paulo, mas alimenta a esperança de concorrer ao Planalto, caso presidenciáveis hoje em vantagem se inviabilizem.

Os dois principais presidenciáveis tucanos são Serra e o governador do Ceará, Tasso Jereissati. O ministro da Saúde apareceu com 9% e 10% no último Datafolha, de acordo com o cenário apresentado, e conta com a preferência velada de FHC. Tasso tem metade das intenções de voto do ministro."



Folha de S.Paulo

"Governo faz propaganda na TV contra invasões, copyright Folha de S. Paulo, 12/4/01

"O governo resolveu apelar para a propaganda na televisão para tentar barrar as invasões de terra. Deve entrar no ar hoje vídeo, produzido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, para mostrar que as invasões paralisam, em vez de acelerar, as desapropriações.

O vídeo, que custou cerca de R$ 150 mil, foi produzido por decisão do Palácio do Planalto como tentativa de convencer a sociedade de que os invasores de terra -em especial o MST- estão atrapalhando o processo de reforma agrária. Por lei, terras invadidas não podem ser desapropriadas por um período de dois anos.

Segundo a assessoria do ministro Raul Jungmann, a idéia é mostrar que quem se beneficia com as invasões é o latifundiário e o usineiro, não o trabalhador rural. O vídeo ocupará o horário gratuito do governo nas emissoras.

A campanha mostrará ainda os avanços na área da agricultura familiar e em alguns assentamentos rurais. Também aproveitará para estimular que as famílias interessadas em obter terras da reforma agrária procurem uma das 12 mil agências dos Correios para fazer o seu cadastro."



Volta ao índice

Caderno da Cidadania – próximo texto

Caderno da Cidadania – texto anterior



Mande-nos seu comentário



Observatório | Índice da edição | Busca
Objetivos | Purposes | Edições anteriores | Modo de Usar
Banca | Jornalistas na Net | Equipe | Quem é você