MÍDIA & ELEIÇÕES
Um conselho para evitar atritos
Letícia Nunes
A Folha de S.Paulo publicou nota no dia 14 sobre a criação de um conselho de representantes da mídia pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. Segundo o texto – que apareceu na coluna de Mônica Bergamo, no caderno Ilustrada –, a criação do conselho teria sido aprovada pelo desembargador Alvaro Lazzarini, vice-presidente do TRE-SP e corregedor regional eleitoral, e funcionaria como instância intermediária nas relações entre a imprensa e os candidatos – ajudando, assim, a resolver atritos comuns em época de eleições.
O conselho, por enquanto, não passa de uma idéia: ainda não foi planejado ou estruturado e não há previsão de quando o será. O desembargador Alvaro Lazzarini falou ao Observatório sobre a idéia, ainda embrionária.
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Como avalia a cobertura da mídia nas eleições?
Alvaro Lazzarini – Apesar das restrições da legislação eleitoral em relação à cobertura jornalística no que se refere aos meios eletrônicos, a cobertura tem sido adequada.
Como surgiu a idéia de criar um Conselho de Representantes da mídia?
A.L. – A idéia surgiu no 9º Encontro do Colégio de Corregedores Eleitorais, do qual sou presidente, realizado em São Paulo de 16 a 18 de outubro. Naquela oportunidade, o jornalista Heródoto Barbeiro proferiu palestra sobre o tema "A cobertura jornalística e as eleições", e lançou a idéia de um conselho que reunisse representantes da mídia e da Justiça Eleitoral para debater, periodicamente, as principais questões ligadas à legislação eleitoral e à cobertura das eleições.
Que resultados este conselho buscaria?
A.L. – O conselho buscaria a discussão das experiências dos envolvidos no processo eleitoral, considerando os interesses da cobertura jornalística e os da Justiça Eleitoral.