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ONU
A guerra e os direitos humanos

A Comissão de Direitos Humanos da ONU abriu sua sessão anual – que dura seis semanas – nesta segunda-feira, dia 17, sob protestos contra sua liderança e a ameaça de uma invasão iminente do Iraque. Seis integrantes do grupo Repórteres sem Fronteiras distribuíram panfletos durante o discurso da embaixadora da Líbia, Najat Al-Hajjaji, afirmando que a nomeação deste país para liderar a comissão em 2003 é "uma piada doentia".

"Que credibilidade pode ter um órgão liderado pela representante de um país onde direitos humanos são violados todos os dias?", questionou o grupo. Em resposta, a ONU suspendeu o RSF do Conselho Econômico e Social, órgão que controla a comissão.

Segundo Naomi Koppel [AP, 17/3/03], muitas organizações não-governamentais pedem à comissão que investigue as implicações das leis anti-terroristas aprovadas recentemente em muitos países, além de dar atenção especial à provável guerra no Iraque. O alto comissário para direitos humanos Sérgio Vieira de Mello lembra que outros assuntos também devem ser discutidos, como a epidemia de Aids e o conflito em Israel. "Não há paraíso de direitos humanos no mundo. Violações ocorrem em toda parte", declarou.

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