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Edição de Marinilda Carvalho

 

O leitor Flávio Henrique de Barros pediu respostas a várias perguntas, e a presidenta da Federação Nacional dos Jornalistas, Beth Costa, o atendeu de forma cabal. A pessoa citada na coluna de Cláudio Humberto Rosa e Silva, porta-voz da presidência no governo Collor, que teria registro irregular de jornalista não é ela, mas uma homônima. Aliás, nem a homônima teve o registro cancelado, como afirmou Humberto, apenas relacionado no Diário Oficial da União.

Cláudio Humberto não se deu o trabalho de ligar para Beth, que mora em Brasília como ele, antes de publicar uma denúncia grave. Mas recebeu carta dela e retificou o erro em sua coluna. Nesta edição do Caderno do Leitor publicamos a longa mensagem que Beth nos enviou, a nosso pedido, esclarecendo os fatos (ver abaixo).

E Flávio Henrique de Barros? Por que não nos escreveu de novo, mandando a retificação dada por Humberto? Beth pretende levá-lo à Justiça, por espalhar inverdades pela internet. Flávio Henrique de Barros é do Rio - seu registro profissional, pelo menos, saiu do MTb-RJ, segundo sua carta ao O.I.. E foi no Rio que Beth Costa construiu carreira, de jornalista e de sindicalista, conhecida de todos.

Tudo isso só ajuda aos que agem para amordaçar a imprensa.

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Clique sobre o trecho sublinhado para ver a íntegra da mensagem

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Registro de jornalista

Agradeço ao Observatório por ter enviado mensagem sobre uma carta contendo informações falsas a meu respeito. O que posso informar é que pedi a retificação da notícia a Cláudio Humberto, que a publicou. O pedido de retificação se baseia nos seguintes argumentos:

1) Eu nunca tive registro de repórter fotográfica;

2) No dia 2/2/98, o que está publicado no D.O.U. é a lista de todos os jornalistas do Estado do Rio, como exigia portaria do Ministério do Trabalho, durante o processo de revisão dos registros profissionais de todos os jornalistas brasileiros. Ali nenhum registro está sendo cancelado, apenas publicado, abrindo-se a partir daquela data prazos para pedidos de revisão e/ou impugnação. Expirado esse prazo, os registros seriam convalidados e posteriormente renumerados;

3) O nome que está publicado no dia 2/2/98 é de uma repórter-fotográfica, Elisabeth Guimarães Costa que, óbvio, não sou eu. Mas, mesmo o registro dela não estava sendo cancelado, apenas publicado, como expliquei acima;

4) O meu nome, como o de todos os jornalistas do Rio, como já disse, foi publicado no dia 26/1/98, junto com o número do meu registro, 15.897/RJ, na seção I, página 153. Volto a reforçar: nem o meu registro nem o da outra Elisabeth foram cancelados pelo D.O.U. citado pelo Sr. Claudio Humberto.

Para seu conhecimento, envio em anexo cópia do pedido de retificação feito a Cláudio Humberto. E - apenas para seu conhecimento, não para publicação - o resumo da minha carreira profissional, que enviei a todos os sindicatos filiados à Fenaj. Até porque neste resumo eu cito Alberto Dines que, não sei se ele se lembra, foi o responsável pela minha entrada no jornalismo diário, quando indicou Carlos Amorim e a mim para compor a equipe do Jornal do SBT.

Quanto a este indivíduo que está distribuindo esta nota pela Internet, tão logo eu saiba quem é e qual seu endereço fixo tomarei as medidas judiciais necessárias. Mas esta pessoa não me conhece, e não está autorizada a falar sobre mim. Um grande abraço,

Beth Costa, presidenta da Fenaj

 

O poder da mídia

O que têm em comum o jogador de futebol Ronaldo do Inter de Milão, o cantor Salgadinho do Kantiguelê, a banda de pop rock LSJack, a cantora Lady Lú, as praias do Rio de Janeiro, a Igreja Universal do Reino de Deus, o senador Antonio Carlos Magalhães e algumas centenas de pessoas, lugares e órgãos espalhados pelo Brasil afora? São exemplos do poder da mídia. Alexandre Henrique

 

Notas sobre Notícias

Com o advento de Notícias do Planalto, onde a mídia brasileira está exposta como realmente é, marrom, indolente, cooptada e servil, creio que jamais teremos, nem daqui a séculos, uma verdadeira democracia. Apesar de ser um bom livro, a obra peca pela parcialidade.

Como leitor, fico com a opinião de Paulo Nogueira em "Jornalista pode ter amigo?", artigo para este Observatório [ver remissão abaixo].

Almir Silva

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Obrigado, Mario Sergio Conti, por esta importante contribuição. Faço votos de que, mais e mais vejamos desnudados publicamente outros bastidores. Luiz Paulo Santana

 

Ótimo, mas...

O Observatório é ótimo na TV e na rede, mas... Se o lance é de profissionais jornalistas, não entendo por que não usam subtítulos, ou aquele resuminho do título, que dá uma dica sobre o conteúdo da matéria.

Com a rede lerdona como no Brazyl, quem vai abrir algo intitulado "Síndrome de Belchior" sem ao menos uma noção do que se trata?

Nelson Franke

Nota do O.I.: Ótima sugestão, anotada! Estamos pensando no formato possível.

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Quero parabenizá-los pela excelente entrevista veiculada em 8/2/2000 com Artur da Távola. Acho o formato do programa na TV muito bom, mas creio que de vez em quando seria muito positiva a inserção de entrevistas mais elaboradas com uma só pessoa, como provou ser a citada. Destinar um tempo maior para que o convidado possa discorrer com mais vagar e profundidade sobre os temas usualmente postos em discussão pelo Observatório é também, em minha modesta opinião, necessário. Gostaria de parabenizá-los também pela escolha de uma figura pertencente à "minoria consciente" - para usar uma expressão do próprio Artur da Távola - para expressar suas idéias em pleno horário nobre da televisão. Espero que continuem com o ótimo trabalho. Longa vida ao Observatório da Imprensa!

Andréa Mello Rêgo, Recife

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Desejo a todos que compõem o O. I. que continuem nesta marcha pela cidadania, são pessoas como vocês que nos dão alento, otimismo, nesta luta tão árdua para a conquista de liberdade e consciência ética. Estarei torcendo e no que for possível colaborando com vocês.

José Bernardino Ribeiro Carleial

 

Pastelão de Golias

A respeito do artigo de Alberto Dines Pastelão no Golias, publicado em 19/2/2000 no Jornal do Brasil, estava na hora de uma declaração destas do ministro Lampréia. Não é de hoje que as relações EUA-Brasil são indecentes. Julianno B. M. Sambatti

 

A Globo para a Previdência!

Ultimamente, a Globo tem feito reportagens de denúncias com relação ao INSS. Tem mostrado maus tratos a aposentados, corrupção de funcionários etc. Mas o interessante é o impacto que essas matérias tem no próprio INSS. Se o Fantástico ou o Jornal Nacional noticiam, no outro dia benefícios são concedidos, funcionários são exonerados e tudo é resolvido. Incrível! E isso só se aplica às matérias da Globo, parece que telejornais de outros canais não são importantes para serem levados a sério. O Brasil não precisava de uma reforma da Previdência, bastava privatizá-la, entregando à Rede Globo.

Tiago de Souza Godoi Junior

 

Brasileiros à revelia

Abaixo, a carta aberta que enviei ao jornalista Álvaro Pereira Júnior, colunista da Folha, no caderno FolhaTeen (nem me perguntem o que estava fazendo ao ler aquilo). O colunista, caso não conheçam, é um desses antibrasileiros, que acham que é chique falar inglês e preferir música americana à brasileira. Típico da Folha: críticos que não gostam de um tipo de musica falando bobagens sobre discos.

"Caro Álvaro Pereira Júnior, conheço bem o seu tipo: o brasileiro que todos os dias desfere impropérios contra Deus pelo fato de ter nascido aqui e não na terra do Tio Sam. Eduardo Sol

 

LEIA TAMBEM

Jornalista pode ter amigo? - Paulo Nogueira

 




Continuação do Caderno do Leitor

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