Edição: Marinilda Carvalho
Vigilante, crítico, o médico sanitarista David Capistrano Filho alimenta o noticiário sobre regiões da cidade de São Paulo que os jornais só conhecem de ouvir falar, quando chegam a tanto. Lúcio Emílio do Espírito Santo indigna-se com a posição política de Veja.
O rodízio de automóveis em São Paulo desperta paixões, pelo que se pode ver em cartas de leitores deste e de outros veículos. Paulistano rico compra outro carro, resolve seu problema e engrossa, fagueiro, os intermináveis quilômetros de engarrafamento nas marginais do Tietê, enquanto os menos abastados se viram como podem.
É mesmo complicado restringir o direito de ir e vir do cidadão. O carioca nem quer ouvir falar do assunto. Rodízio no Rio só de churrascaria, porque aparentemente nos sentimos bem parados horas a fio dentro dos nossos carros em dia de temporal. O prefeito Luiz Paulo Conde até comentou, brejeiro, que congestionamento no Rio serve para relaxar e botar a lista de telefonemas em dia. Para quem tem celular, é claro. E para quem está fresquinho no ar condicionado.
Mas aquele carioca típico que viaja de pé em ônibus lotado e fica engarrafado na Avenida Brasil com calor de 44 graus à sombra, como ocorreu no verão, talvez, quem sabe, sonhe com um bom rodízio à paulistana…
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Para ler a íntegra das cartas, clique sobre o texto sublinhado.
Parto difícil
Continuo acumulando informações sobre a situação sanitária da cidade de São Paulo, especialmente sobre a Zona Leste. Caso tivéssemos uma imprensa minimamente séria essas informações alimentariam reportagens e um debate intenso. morre uma gestante por dia em São Paulo (nos Estados Unidos morrem quatro por ano!). David Capistrano Filho
Incêndio e decadência
A revista Veja analisou o incêndio em Roraima. Vejamos como: na capa já está embutida a acusação, num tom rebarbativo: "E os militares recusam ajuda estrangeira". (....)
Nihil obstat, os neros colloridos de Veja fazem ouvidos de mercador e culpam a esquerda e os acadêmicos pelos males do país. Lúcio Emílio do Espírito Santo
Rodízio da discórdia
A Bandeirantes AM, na tarde do temporal de 4 de março, tentava convencer os ouvintes de que o rodízio de automóveis deveria ser suspenso, mesmo com a cidade em estado de alerta devido às enchentes e 137 quilômetros de congestionamento. Rogério Viduedo
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Sobre o rodízio, a maioria dos meus colegas comprou outro carro, e resolveu o problema. Pessoas de alto poder aquisitivo não serão atingidas. Pedro de Brito Braga
Sérgio Naya
Sérgio Naya é tão somente a arte final do sistema falho e anarquista que se alicerçou em nosso país. Tereza Santos
Cidades emergentes
Já que este informativo tratou de uma matéria publicada na revista Veja sobre as cidades emergentes do interior, dando enfoque à falta de livrarias, cinemas e bancas 24 horas: na cidade de Sobral por exemplo, temos três cinemas funcionando, ao contrário do que disse Veja. José Ricardo Ponte Martins
Cumprimentos
Gostei do novo layout do Observatório na edição de 20 de março. Parece mais clean, direto, fácil e prático de visualizar e acessar. O conteúdo, então, cada dia está melhor. E a participação do público é intensa, autêntica e inteligente. Os objetivos do site parecem estar sendo cumpridos neste Brasil antes míope e sem voz para revisar, questionar e cobrar de sua própria imprensa e de seus profissionais.
Mário Xavier
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Parabéns a Lira Neto pela brilhante sacada sobre o trabalho infantil, financiado pelos próprios jornais que clamam pelos direitos da infância.
A imprensa hipócrita é o reflexo da sociedade hipócrita em que vivemos.
Liliana Negrello
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Este singelo e-mail é somente para agradecer ao envio do primeiro número do meu OBSERVATÓRIO Impresso. Telefonei no mês passado e fui muito bem atendido, sendo cadastrado, e já chegou à minha caixinha postal a versão do mês de março. Parabéns e coragem para continuar. Do colega (estudante de jornalismo da PUC-SP)
Tomaz Cavalieri
Astrologia e incompreensão
A Astrologia é um saber que é muito mal compreendido pelos profissionais de mídia e gostaria de me colocar à disposição para qualquer esclarecimento. Harres
Ainda o provão
O achismo, há muito sabe-se, não é o melhor caminho, nem para os jornalistas que estão nas redações e muito menos para nós que estamos, hoje, na condição de professores-pesquisadores. Ivete Cardoso Roldão
Continuação do Caderno do Leitor
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