Indice Jornal de Debates A imprensa em questao Caderno da Cidadania O circo da noticia Entre aspas

Edição de Marinilda Carvalho

Casa nova, solidariedade, boa transição, ótima recepção.

O que se pode querer mais? O sumiço dos velhos problemas?

Nem casas novas têm esse poder. Os leitores trazem queixas variadas, mas conhecidas: os olhos preconceituosos do diretor de imagens da Globo procurando desdentados no Nordeste; a censura que reapareceu na Cultura FM, em Brasília; uma nova campanha publicitária de universidade do DF – que conseguiu ser mais desrespeitosa que a outra, já tratada aqui no Observatório.

Uma carta põe uma pulga atrás da orelha: por que o Afeganistão entrou de repente na berlinda? O leitor Augusto Stiel Neto provoca: algum problema estratégico o Talibã está aprontando para EUA e Europa, autodenominados defensores da civilização e da democracia (vide Kosovo)... "Quem mais poderia orquestrar esse súbito interesse pelas regras dos bons costumes ‘universais’?", pergunta ele. Como a mídia não está aqui para esclarecer, é bom pesquisar.

Mas viva o otimismo. Bom iG para todos nós!

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Clique sobre o texto sublinhado para ler a íntegra da mensagem

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NORDESTE
Os desdentados da Globo

Uma vergonha o festival de imagens de desdentados que a Rede Globo mostrou durante a transmissão da final da Copa dos Campeões, entre Palmeiras e Sport. Nós nordestinos sabemos de nossa condição social, mas também sabemos como certos sulistas nos vêem. Pena que o editor de imagens global não tenha olhos para ver a grande festa feita pelos nordestinos para que fosse dada grandiosidade ao torneio, grandiosidade que valeu a transmissão dos jogos por aquela emissora. É pena que algumas pessoas não consigam repassar o mesmo calor humano que passamos a todos que nos visitam. A crítica que faço não é pela derrota da equipe pernambucana, pois sou torcedor do Náutico (rival do Sport) e palmeirense de coração, mas pela falta de respeito com que a Globo trata o Nordeste.

Waldemir Silva




DISTRITO FEDERAL

Cultura FM sob censura

É um absurdo a censura imposta ao Correio Braziliense no Música & Informação, um dos programas mais tradicionais da Cultura FM de Brasília. Málcia Afonso




JB e BARBOSA LIMA

Dicotomia de pensamento

Há poucos dias enderecei à redação do JB dois e-mails enaltecendo a figura do grande patriota Barbosa Lima Sobrinho. Procurei mostrar como um simples leitor, e não é de hoje que o faço, a dicotomia existente entre o pensamento de Barbosa e a linha editorial assumida pelo JB, antes e durante o governo de FHC: de um lado, os editoriais do JB massacrando as estatais, entre elas a Vale do Rio Doce e em especial o Banco do Brasil, e do outro, a voz firme e esclarecedora de Barbosa defendendo seu país, com um nacionalismo esclarecedor e antixenófobo. Almir da Silva Ramos




SIGILO BANCÁRIO

Abusou, abriu

Toda democracia tem censura, controle, regulamentação (desde os atenienses!). O que me preocupa é quem tem direito de fazer isso.

O uso da liberdade pressupõe lidar com pessoas autônomas. O que acho é que deveria haver meios de se punir o usuário/provedor que comete crimes (pedofilia, racismo etc. são terríveis). Algo como romper o sigilo bancário de um cidadão corrupto deveria com certeza ser usado na internet: quebrar o sigilo daquele que abusa do meio.

Maria da Conceição Carneiro Oliveira, São Paulo




POSIÇÕES CONTESTADAS

Defesa da CPI

Não cheguemos ao exagero de Millôr, ao dizer que "imprensa é oposição, o resto é secos e molhados", mas fica muito chato alguém se dispor de crítico da mídia, assumindo posição governista declarada. Eurico Schwinden


Defesa do governo

Sou fã incondicional de todo o trabalho de Alberto Dines. Porém, não posso deixar de exprimir minha opinião sobre o tratamento dado às matérias que envolvem o governo em seu programa. É claríssima a defesa desse governo. Wellington Lima


Alberto Dines responde:
Vamos separar os artigos do JB da minha atuação no Observatório. No JB eu sou pago para dar a minha opinião – tal como Clovis Rossi, Cony, Janio de Freitas, Verissimo etc. Por que podem eles manifestar sua opinião e eu não posso? Só porque você não concorda comigo? A. D.




ISTO É

Grampos, fitas e fontes

Favor comentar se é ético, justo ou legal o que a revista IstoÉ faz ao publicar reportagem levantando tantas acusações e, ao entregar a fita ao Ministério Público, avisa que apagará a voz do interlocutor sob a desculpa de proteger a fonte.

Paulo César Santiago Meneses


Tudo a investigar

Penso que o Ministério Público deve investigar tanto o conteúdo da fita, depois de verificada a autenticidade da gravação, como os meios pelos quais foi ela obtida e com que objetivos. Há que verificar se houve crime nas duas hipóteses.

Luiz Paulo Santana, Belo Horizonte




OUTDOOR

Outra campanha. E pior

A exemplo do comentado por Carlos Knapp, e também em Brasília, vi campanha de uma outra universidade que me chamou a atenção. Pena que pela falta de qualquer senso, fosse estético ou, o que é pior, intelectual ou mercadológico. Sammia Maciel




PROPAGANDA

Restrições para a cerveja

Foi muito ilustrativo o debate promovido pelo Observatório da Imprensa no programa de 11/7/2000, sobre a propaganda do cigarro. Uma conclusão a que pode chegar o telespectador é que as restrições a esta publicidade poderão evoluir para estágio mais severo. De pronto, pode-se argüir a excessiva liberdade das indústrias cervejeiras para fazer publicidade de um produto que, rigorosamente, se enquadra como bebida alcoólica. Didymo Borges


O mal dos publicitários

Vim do Rio Grande do Norte, estado de espírito encravado na esquina do Brasil, onde, conhecendo o mercado da publicidade local, não nutria esse ufanismo comum aos publicitários de achar que seus anúncios são os melhores do mundo. Ciro Pedroza




ARTIGO 222

Jantar para acelerar

Nota publicada na coluna do Ancelmo Gois sobre a abertura das empresas de comunicação ao capital estrangeiro.

"Imprensa
Abertura ao capital estrangeiro [28.Jul]

Um jantar na quarta-feira, dia 2, reúne os líderes dos partidos na Câmara com donos de jornais, rádios, revistas e TV. Vão tentar agilizar a votação da emenda que permite a abertura do setor ao capital estrangeiro até um limite de 30%. Será no restaurante Capim Santo – que serve um elogiado camarão rosa ao molho de manga."

Guto Pires




ÉTICA
É importante falar

Tenho acompanhado o trabalho de vocês e procuro conscientizar meus alunos sobre a necessidade de uma visão crítica sobre o mercado. É importante termos alguém falando em ética neste país. Parabéns.

Pedro Celso Campos, professor de Jornalismo Especializado na Unesp-Bauru




AFEGANISTÃO NA MÍDIA

Voltaram as cruzadas

Nos últimos dias, tenho observado na imprensa (desculpem o infame trocadilho) um insistente interesse pelo Afeganistão. Recebi, pasmo, um e-mail com um abaixo-assinado em repúdio ao tratamento dado naquele país às mulheres. No mesmo dia, de noite, qual não foi minha surpresa ao ver o Jornal Nacional mostrar uma reportagem em estilo editorial, com direito a comentários posteriores em tom farsesco como só William Bonner pode fazer, antes do intervalo, para mim com o intuito de deixar o telespectador remoendo as informações terríveis daquela barbárie muçulmana. Pergunto: as cruzadas foram reativadas e eu não fui informado? O Afeganistão certamente está arrumando problemas. Resta saber quais. Augusto Stiel Neto


A ética da Globo

Como estudante de Jornalismo, gostaria de retomar no Observatório o debate sobre ética no jornalismo no que diz respeito à busca de furos de reportagem. Vendo o Fantástico e o Jornal Nacional, acompanhei a reportagem intitulada O país proibido, sobre o Afeganistão. De boa qualidade, na minha opinião. Mas notei alguns pontos: era proibido filmar qualquer ser vivo do país, principalmente se fossem jornalistas mulheres. E a repórter Ana Paula Padrão todo o tempo filmou com uma câmera escondida no botão da camisa. Marcos Lessa




JÔ SOARES

Para que tanta tecnologia?

Enviei a mensagem abaixo a Jô Soares. Walland Silva

"Nobre Jô, a cada noite que passa fico me perguntando de que vale tanta tecnologia empregada no suporte ao seu programa, se o principal, e que foi responsável pelo sucesso da fórmula do Jô onze e meia, está aos poucos sendo deixado de lado, ou seja, o conteúdo, a inteligência.




OBRIGADO, OBRIGADO

Na TV

Gostaria de saber como eu faço para ler no site do Observatório a entrevista feita pelo jornalista Alberto Dines com Roberto D`ávila que foi apresentada no programa da TV Cultura no último dia 1/2/2000.

Cleber Guilherme

Resposta do OI: caro Cleber, repare que na página principal do Observatório, logo abaixo dos títulos da edição, há um conjunto de 6 "banners"; e um deles, grande, é avisa "Observatório na TV – veja os compactos". Clique ali.


Em casa

Amigos do Observatório da Imprensa. Gostaria de saber como faço para assinar a revista e recebê-la em casa?. Abraços a todos.

Eduardo Lins

Resposta do OI: caro Eduardo, o OI é uma revista eletrônica. Para recebê-la em casa será preciso ter um computador, modem e linha telefônica. Atente para os nossos endereços no portal iG: <www.observatoriodaimprensa.com.br> e <www.ig.com.br/observatorio> (L.E.)


Veja vs. MST

Este Observatório publicou em abril deste ano vários artigos que dissecavam sobre a edição com a chamada "A tática da baderna", do magazine Veja. Estou concluindo o curso de Comunicação Social - Jornalismo e a minha monografia é justamente sobre a Veja. Portanto, venho solicitar-lhes uma cópia da referida edição. Espero que não seja um pedido difícil de ser atendido. Parabéns pelo exemplar trabalho e muito obrigada.

Márcia Santana

Nota do OI: Márcia, matérias sobre o assunto Veja vs. MST podem ser encontradas clicando no botão Edições Anteriores, na página principal do OI. Na tela que se abre, procure "Abril 2000" e lá estarão as duas edições do mês e sus respectivas atualizações. Você encontrará muitos artigos e cartas a respeito do que procura. Boa leitura. (L.E.)


Encontro feliz

Estou muito contente por ter encontrado este site. Sou internauta novata e tudo para mim está sendo novidade. Esta foi uma boa novidade. Sou apaixonada por jornalismo e gosto de ler tudo o que posso a respeito do assunto. Espero encontrar aqui respostas a tantas perguntas que me faço sobre a nossa imprensa, que considero muito parcial e desinformativa. Lamento ver tantos jornalistas "amestrados" fazendo da imprensa apenas um caminho para o estrelato, sem compromisso com a verdade dos fatos.

Laís André




SUGESTÕES
Urn@ eletrônic@

Poderia haver um link na página central para a urn@ eletrônic@, referente à votação do momento. Atualmente é muito complicado registrar o voto. A pergunta deveria ficar na própria homepage de entrada do O. I.

Gilvan de Oliveira Damasceno

Luiz Egypto responde: Gilvan, obrigado pela sugestão. Repare que em todas as capas do Observatório há uma chamada para a urn@ eletrônic@, que é renovada semanalmente. A idéia de colocar a pergunta na homepage é boa, mas só poderemos fazer isso depois de uma reforma gráfica no site, o que também está em nosso planos. 1 abraço, L. E.


Sou fã, mas tem que melhorar

Sou assíduo telespectador do Observatório e sugiro que o programa reduza o número de participantes presentes e a quantidade numerosa de intervenções por parte da mediadora, muitas vezes pedindo pressa ao entrevistado, muitas outras vezes interrompendo o entrevistado ou apresentando repetidamente pesquisa com resultados não significativos, ou melhor, que não expressam muita coisa ou quase nada.

Observei que várias perguntas são feitas simultaneamente ao mesmo entrevistado e várias respostas não são dadas por falta de tempo. Sugiro mais uma vez que seja reduzido o número de participantes, pois assim não se consegue formar uma opinião completa sobre os assuntos abordados. Os entrevistados não têm tempo de expor claramente seus pontos de vista. Apesar dessas falhas, o Observatório é para mim um dos melhores programas da televisão brasileira.

Zanoni Dueire Lins




PASSIVIDADE

A moeda da Operação Condor

Quando um empregado, por exemplo um segurança, volta-se contra o patrão e toma sua casa, tiranizando a família do patrão, provavelmente vai se revoltar e tentar retomar o poder, ou não? Quando militares, teoricamente servidores do povo, se rebelam contra um governo democraticamente eleito não estariam cometendo alta traição e merecendo uma revolta por parte do povo? Pena que a pobreza gere tanta ignorância e falta de espírito-cidadão na América Latina. Os fulanos e sicranos, Maiers em geral, se fossem mais bem informados entenderiam melhor a história e talvez se revoltassem mais contra coisas como miséria, ignorância, corrupção, traições...

José Afonso R. Queiroz jarq@uai.com.br

 




Continuação do Caderno do Leitor

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