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ENTREVISTA / NILSON LAGE
Comunicação sem comunicação
Sou estudante de jornalismo, em Tubarão/SC pela Unisul, 2 fase, e li a entrevista
do professor Nilson Lage. Acredito que o principal problema das escolas de comunicação, por incrível que pareça é a falta de comunicação que há entre as escolas e a divulgação dos eventos na área acadêmica, em geral os alunos são informados de um evento de outra faculdade só quando este evento já começou, além das poucas atividades que as escolas proporcionam para a prática, já que não se pode fazer estágio na área, eu penso que as publicações e os programas de rádio e TV deveriam ser incentivadas, o aluno precisa
trabalhar o que aprende em sala de aula, precisa ter contanto com as situações do dia-a-dia e saber se o que ele está tendo em aula é válido ou não.
É fato que a faculdade só dá 10% do conhecimento necessário para atuar bem no mercado de trabalho, mas, convenhamos, nem os 10% as escolas de comunicação tem atingido.
Amanda Menger
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UNIVERSIDADE PÚBLICA
Mesmas pautas, mesmos problemas
É com estranhamento que vejo um texto que trata a greve com tanto descaso, como algo quase enfadonho, indigno da "atenção exagerada" (!) com que os meios de comunicação vêm tratando a greve. As universidades públicas são instituições fundamentais para a vida nacional, sendo responsáveis por 90% da pesquisa científica produzida no país. Não se trata então de uma discussão de efeitos imediatos, mas certamente de uma questão de sobrevivência intelectual. O mercado não virá a produzir pesquisa do interesse da maioria da população, embora alguns creiam nisso. As pautas são as de sempre, porque os problemas da Universidade Pública são os de sempre. Segundo o GT verbas da Andes, os investimentos pro Ensino Superior Público foram de 9% da receita corrente líquida (1995), a 4% (2000). Outro ponto que deve ser corrigido no texto, é que a universidade luta é por autonomia política e administrativa e não de financiamento que nós, das comunidades universitárias, em nossa imensa maioria, achamos que deve ser feito pelo estado, e não pela iniciativa privada, que é parcial na hora de escolher o que financiar.
Helder Melo, estudante de Comunicação Social da UFC
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