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ANTRAZ
Alerta no Washington Post
É interessante o enfoque dado pelo Observatório à "guerra", ou melhor, à disputa entre o fundamentalismo do capital e o fundamentalismo da ignorância. Estava preocupado, pois não encontrava em nenhum veículo uma análise sobre os casos de antraz e uma possível relação com grupos internos americanos (milícias, extrema-direita...). Vendo hoje (29/10) o jornal da Lilian, de passagem, foi comentado que o Washington Post de ontem trouxe um editorial no qual esta possibilidade é tratada como a mais provável.
Não surpreende a ninguém, mas por que não discutir essa perspectiva? Parece que estamos sendo colhidos por uma vaga de intolerância e reflexão 0%, sendo que, como sempre, o que se preserva são os megainteresses econômicos.
Vai mal essa cruzada anti-recessão, digo antiterror...
Sebastião
Antonio de Morais
Fato novo, novo nome
Toda essa discussão sobre a terminologia mais adequada para se descrever a doença causada pelo bacillus anthracis me parece fora de propósito. Estamos diante de um fato novo, alguns dos bacilos que estão sendo distribuídos em cartas são amostras que sofreram modificações genéticas.A enfermidade é internacionalmente conhecida, em inglês, como "anthrax", logo, afim de facilitar a comunicação das informações e alertar a população para os seus riscos, nada mais adequado do que empregar o termo antraz, muito mais próximo do modo como a doença é internacionalmente conhecida. A língua é uma realidade viva: diante de um fato novo, como o bioterrorismo e o salto da moléstia para o nível humano, nada mais correto do que a palavra antraz venha a receber um novo significado que eventualmente não tenha. Ficando o tradicional carbúnculo como termo referente principalmente aos casos de contaminação animal. A palavra antraz passa a designar não apenas o furúnculo, mas também o carbúnculo. Assim como nem todo carbúnculo é causado pelo bacillus anthracis, apenas o carbúnculo hemático.
Everton
N. Jobim, cientista político,
professor de Antropologia e doutor em Filosofia
RPG & MÍDIA
Oportunismo e preconceito
A mídia insiste em crucificar os RPGistas, alegando que são satanistas e coisas do gênero. Ledo engano. Os jogos de RPG foram criados em 1974, como forma de enriquecer culturalmente seus jogadores, aumentando sua criatividade, raciocínio, espírito de equipe, e sobretudo amizade. Os jogadores se reúnem em diversos encontros ao decorrer do ano, para jogar, fazer amigos, conhecer novos sistemas, se atualizar, e não para cometer crimes.
Nesses encontros costumam reunir-se de 1 mil a 5 mil pessoas, com idades que variam de 5 a 80 anos, de todas as partes do mundo. Acho inadmissível que a imprensa, baseada em conceitos individualistas e infundados, baseados em sua mais total falta de cultura, promova tal repúdio aos jogadores de RPG, que têm como principais regras a amizade, a integração, a cultura e a diversão.
A imprensa brasileira é comprovadamente oportunista e preconceituosa. Acusa sem ter provas, e sequer vem a público redimir-se pelos erros cometidos.
Carlos
Cavalcante, Rafael Kupper
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Julgue
com conhecimento –
Marcello Allen
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