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QUALIDADE DO ENSINO
Culpa do educador. Como sempre
Prezado Sr. Sérgio Luiz do Prado, concordo plenamente com a sua indignação em relação à LDB e todas as interpretações oportunistas que foram feitas sobre seus artigos. O resultado já chegou às faculdades que avaliam o candidato com provas de múltipla escolha, nem mesmo exigindo que este redija um texto abordando qualquer assunto, ou seja, pondo em prática seu senso crítico, seu papel de cidadão, que é aquilo em que mais se fundamenta a LDB.
Só quero acrescentar um detalhe: a senhora secretária de Educação do estado de São Paulo é apenas mais um elemento da montagem dessa "farsa pedagógica" que simplesmente visa a "melhoria" do quadro estatístico de repetência e reprovação. O verdadeiro responsável foi eleito pelos brasileiros, está no Palácio do Planalto e nomeou um senhor chamado Paulo Renato, que tem pretensões políticas ambiciosas para 2002. Este senhor, quando foi questionado sobre o fraco desempenho dos alunos brasileiros e sobre a aprovação de um analfabeto em um exame de vestibular no Rio, desconversou e pôs a responsabilidade apenas nas mãos dos educadores, como sempre...
Na rede pública do municipal do Rio de Janeiro a situação é a mesma, e em outras cidades fluminenses, idem. A rede estadual, que até agora se resguardara, começa também a fazer parte dessa "farsa", dando o nome de Projeto Nova Escola. Aliás, na cidade do Rio, o nome da "farsa" é Multieducação e seus derivados: ciclos, aceleração, dependência, aprovação "satisfatória" do aluno com a aquisição de apenas 40% do conteúdo da série etc..
Será que o nebuloso repasse de verbas do Fundef tem algo a ver com isso?
Eliane de Castro, professora
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Redação e subjetividade
Concordo em que a redação impediria que analfabetos passassem no vestibular, mas há outra questão a ser discutida: considero a redação uma forma de avaliação muito subjetiva numa prova de múltipla escolha. Quais são os critérios usados para avaliar uma boa redação, além dos aspectos gramaticais? No ano passado, meu irmão passou para o curso de Medicina da UFSM, mas tirou nota baixa na redação sob a justificativa de que fugiu do tema. Ele ficou indignado, pois teimou que não havia fugido, e sim, contextualizado o tema. Antes de obrigar as universidades a fazerem a redação, acho que deveria haver critérios claros para avaliá-la, pois a redação é um teste subjetivo no meio de questões objetivas.
Silvana, estudante de Jornalismo da UFSM
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Internet, fonte insegura
Presenciei minha filha de 12 anos fazer um trabalho para a escola compilando dois textos da internet dos quais não se podia saber o autor, nem tampouco qualquer referência a quem o tinha editado. Isto é muito grave, pois consultar a internet é diferente de consultar um livro em uma biblioteca que sabemos quem escreveu, quem publicou. Até suponho que tenha ocorrido alguma discussão entre os responsáveis pela biblioteca sobre a importância daquele livro no acervo.
Acho pertinente esta discussão, pois acredito que, como minha filha, muitos jornalistas estão pesquisando pela internet. Será que não é chegado o momento de a mídia alertar o público para tomar mais cuidado com a fonte de informação a que está recorrendo?
Fernando Gomes da Silva Filho, Oficina da Obra
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