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Edição de Marinilda Carvalho

Não há, nesta edição, cartas sobre os ataques dos Estados Unidos a quatro cidades do Afeganistão. Claro, não houve tempo. Mas é impossível não comentar: inacreditável a medonha tela verde que todas as emissoras, abertas e a cabo, tiveram coragem de exibir.

Aquilo era o quê?

Na falta de imagens da guerra o jeito foi convidar mais e piores especialistas para falar sobre o desconhecido. Um show de banalidades, preconceito e desinformação.

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Nota da Redação: O Observatório da Imprensa não publica mensagens assinadas com pseudônimo ou iniciais. Cartas só serão acolhidas quando claramente identificada sua autoria.

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GREVE NAS UNIVERSIDADES
Só elogiam o ministro

Perfeito. É como podemos denominar o artigo do ilustre professor [veja remissão abaixo]. Sou estudante de Direito da Universidade Federal Fluminense e concordo integralmente com o exposto. A imprensa parece ignorar a greve e suas conseqüências mais graves e, pior ainda, ignora a sua causa. Apenas elogia o ministro presidenciável por realizar uma de suas obrigações, reduzir o analfabetismo.Mas como bem lembrou o ilustre mestre, a lei do ex-ministro Ricupero fala mais alto, e desta vez, infelizmente, as antenas da TV não "escutam" "o que é bom a gente mostra e o que não é a gente esconde". Triste realidade!

Guilherme Rocha

 

Descaso

Magnífico artigo. Felizmente pude ler uma crítica não só ao descaso do governo federal mas também ao da própria imprensa. Que isso abra os olhos dos nossos atuais e futuros repórteres.

Jean Portela, Teresina

 

Outro mundo

Perfeito o comentário. Já estudei em universidade federal – Viçosa –, passei por várias greves, e a mídia simplesmente ignora, acha que é outro mundo, não deve dar audiência.

Cavallaro Jr.

 

Indignação

Não sei se o que escreverei nestas poucas linhas poderá refletir a indignação que sente um estudante de uma universidade pública. Faço, por opção, toda a minha formação em instituições federais, e sinto com tristeza perceber que o descaso com estas não é em momento algum ocasional, e sim parte de um processo de desmerecimento de nosso país. É ultrajante ver o abandono das universidades pelos professores, assim como o desestímulo dos novos alunos em nelas permanecer, uma vez que isto poderia até mesmo ser definido como um ato de patriotismo. Enfim, só nos resta protestar com a maior arma de que dispomos, o conhecimento! E, quem sabe, produzindo ciência da maneira que nos é capaz talvez possamos diminuir o sucateamento das nossas universidades públicas.

Renata Muniz Jorge, médica-residente do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, UFRJ

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