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DEMISSÃO NO JB
Ética e corporativismo
Acabei de ser demitida, hoje [quinta-feira, 8 de março de 2001], sem justa causa, por um senhor chamado F. Dupin (jornalista?), no meio do fechamento de um dos dois suplementos atualmente rentáveis do Jornal do Brasil o caderno Viagem, do qual fui editora durante um ano , exatamente num instante em que novos e vários anúncios entravam no espelho da minha editoria.
Fui demitida, assim como a minha equipe (nela, uma jovem repórter, excelente, treinada desde estagiária pelo JB, mas que por trabalhar comigo também foi dispensada), com a alegação de que o JB não publicará mais o caderno Viagem. Verdade? Mentira? Pelo menos, suspeito: até então o Viagem dava lucro à empresa mas não é (ou era? atenção, mercado) uma editoria manipulável pelo Sr. Dupin (jornalista?), como outras editorias, de boas amigas suas, que há um ano vêm trabalhando no vermelho.
Por não confiar nesta justificativa, e porque não desejo ser acusada, pela falta de caráter deste senhor, de ter deixado um fechamento em aberto, denuncio a situação de descalabro que, com tristeza, venho acompanhando, desde o ano passado, na redação dos suplementos do JB um jornal que me é caro.
Durante um ano trabalhei boicotada. No começo, sem linha telefônica nem mesa, com uma estagiária sendo transferida para editorias de amizade do atual editor-adjunto, supervisor de suplementos (jornalista?).
Sistematicamente, o caderno Viagem não obtinha autorização do editor para que se realizassem as viagens de trabalho para as quais o JB era convidado sem quaisquer ônus , o que projetava uma imagem de empresa ridícula e irresponsável no mercado. Trabalhei sempre pressionada, discriminada e sofrendo uma idiossincrasia notória que desde a primeira hora esse editor nutriu em relação a mim e ao meu trabalho.
É certo que as empresas têm o direito de demitir quem quiser, na hora em que desejar. Exige-se, no entanto, ainda, um mínimo de respeito profissional ao jornalista. Agir contra os interesses da empresa é o esporte do mencionado acima. Pressionar o Departamento Comercial para não publicar, no fim de semana do Carnaval, um caderno lucrativo, insistir em publicar suplementos que sistematicamente dão prejuízo, cancelar, no dia, viagem internacional de repórter com bilhete aéreo na mão, para tentar estrangular a produção de um suplemento de sucesso porque o caderno não goza de sua simpatia, e por outro lado manipular pessoas frágeis... tudo isto pode? Ou é levar o corporativismo dentro das redações longe demais?
Sem revanchismo. Mas indignada. Lamento não ter sido demitida por um profissional de respeito. Por Mario Sergio Conti, por exemplo, a quem aliás estou também me dirigindo, por carta, e que com certeza desejará estar ao corrente da atmosfera malsã que impera na redação dos suplementos do JB.
Penso que é imperioso que o mercado saiba, em toda a sua extensão e gravidade, a situação atual na redação dos suplementos do JB. Incompetente, irresponsável, intolerante, sem resquício de dignidade, e portanto sem qualquer noção de ética.
Léa Maria Aarão Reis
PROPAGANDA
Droga de campanha
É de extrema falta de senso de humor a análise deste analista de sistemas. Tudo bem que é uma campanha publicitária para se vender cerveja mas tivemos propagandas muito piores na televisão brasileira! Os seres humanos não sentem prazer em se embriagar, se embriagam por um motivo que é próprio. Se o camarada quer se embriagar não tem problema, não agredindo ninguém e nem estragando nada, está ótimo. A Brahma só está vendendo o seu peixe como qualquer outra propaganda, ou você acha que devem acabar com a cervejinha que você costuma a beber para se refrescar?
Quero parabenizar a empresa que faz estes anúncios a cervejaria, pois a criatividade está acima de tudo. Sejam criativos, ou poderão se tornar mais um analista de sistemas indignado!
Ricardo Fernando Bernz, estudante de Jornalismo da Univali Itajaí, SC
Objetivo alcançado
Sou estudante de propaganda e sou obrigado a discordar do comentário a respeito da campanha da Brahma. Propaganda é feita para chamar a atenção dos consumidores e vender produtos. Acredito que a propaganda em questão tenha alcançado este objetivo e, portanto, não concordo com a opinião do Eduardo Zanete.
Lauro de Paula
Puro simbolismo
A campanha da Brahma, executada com sucesso há algum tempo, intitulada "Refresca até pensamento" é uma bem-sucedida idéia de retomar o prestígio da cerveja, que vinha tendo comunicação inexpressiva e ineficiente nos últimos anos. A campanha usa o humor como ponto forte, seguindo tendência das propagandas deste tipo de produto. A utilização de animais e elementos da natureza não é de maneira nenhuma desrespeitosa ou ofensiva, pois é de conhecimento público que peixes não bebem cerveja, e muito menos siris andam pelas praias abrindo latinhas e abaixando as calças para qualquer um. Portanto, não passa de uma bem-executada mensagem subjetiva de que "todos preferem Brahma", puro simbolismo! Se nos preocupássemos realmente com as coisas que ofendem e depredam a natureza esta não estaria no estágio de depredação em que se encontra.
Felipe Muller, estudante de Publicidade da UFRJ
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Droga de campanha Eduardo Zanete
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