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DEMISSÃO DE JORNALISTAS
Abuso d’O Fluminense

O Fluminense, de Niterói, empresa sólida e de grande patrimônio, apesar da atual crise na imprensa, adotou, há cerca de cinco anos, a tática sinistra de demitir sem pagar aos jornalistas demitidos os direitos trabalhistas. Não existe nenhuma justificativa, "apenas" adia os pagamentos previstos na Constituição e na CLT para ganhar tempo, tendo em vista a lentidão da Justiça do Trabalho.

Já são dezenas os profissionais nessa situação, inclusive o remetente deste e-mail. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio dá a devida assistência aos dispensados, o que não impede a continuação da "estratégia" da empresa. Como um processo na Justiça do Trabalho leva em média oito anos até a execução da sentença, fica para repórteres, redatores, fotógrafos e diagramadores demitidos um longo período de dificuldades. É preciso divulgar a séria situação.

Ernesto Vianna

 

Na Paraíba, greve de fome

Matéria publicada no Correio da Paraíba sobre a situação dos 180 demitidos do jornal A União.

Dalmo Oliveira

Demitidos podem fazer greve de fome

Edson Verber

A possibilidade de greve de fome, como forma de abrir o diálogo com o governo do estado e garantir os empregos dos mais de 180 demitidos do jornal A União, foi levantada pelo presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Paraíba, Land Seixas de Carvalho, e pela comissão dos demitidos, durante ato público realizado na frente do Lyceu Paraibano, na Avenida Getúlio Vargas, Centro de João Pessoa.

Os jornalistas usaram faixas ("180 famílias sem empregos û nós somos os demitidos de A União") para protestar. As faixas foram postadas em frente aos carros que paravam nos sinais e os motoristas eram abordados pelos jornalistas e demais trabalhadores, que solicitavam ajuda para as famílias, já sem comida casa, conforme foi denunciado.

O presidente Land Seixas disse que o movimento em defesa do emprego dos demitidos de A União vai continuar até que o governo do estado abra o diálogo e receba integrantes da diretoria do Sindicato e da comissão dos desempregados. "Vamos realizar outros atos e pedágios para arrecadar recursos e comprar alimentos para as famílias que já estão sem comida em casa. Depois, se necessário, vamos acampar na Praça João Pessoa e, por fim, faremos greve de fome, ocupando espaço da Assembléia Legislativa".

 

Retrocesso na Univali

Como jornalista formada pela Univali há três anos e ex-aluna das professoras Elaine Tavares e Raquel Moysés, sinto muito pelo acontecido. Enviei e-mail ao reitor e a vários setores da Univali, falando sobre minha indignação. Posso afirmar que se havia alguém que dava uma luz, uma emoção e excelentes aulas na Univali eram elas. Se havia professores que nos davam coragem para terminar o curso e que o faziam valer a pena eram elas. É uma pena. Perdem todos os atuais alunos, que não poderão ter a honra de assistir às aulas de Elaine e Raquel. Isso apenas demonstra o retrocesso das universidades brasileiras.

Cristiane Mohr

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A universidade do atraso – Elaine Tavares, Gilberto Motta e Raquel Moysés

 

JORNALISMO NO PARANÁ
No Mato Grosso também

Lendo esta reportagem, eu dei minhas risadas. Em Mato Grosso, como sempre parece ser, secretário de Comunicação que se preze, liga(va) direto ao diretor de redação e pede(iria) a cabeça do jornalista numa bela bandeja de prata. Uma, duas, três, tantas vezes fossem necessárias para o bem-comum do governador. E os diretores obedecem direitinho, viu?! Ai de nós!

Viviane Amorim, ex-jornalista em Cuiabá, estudante em Paris

 

Poder atropela a ética

Mais uma vez o poder econômico e político atropela a ética e determina o que pode ou não ser noticiado. Apesar da distância, sou solidário ao jornalista Pedro Ribeiro, porque se nós jornalistas não estivermos juntos na defesa do direito de informar com isenção, onde é que vamos parar?

João Carlos de Faria jornalista, Taubaté, SP

 

Um dia, a liberdade

Lamentavelmente ainda existem "requiões" e "pimentéis" no nosso caminho. Dia virá em que a mídia terá total liberdade.

Fernando Dias

 

Alvo da critiquice

Um governador de Estado tem obrigação de governar devotado ao interesse do povo, e não ao capricho de alguns jornalistas, que não sabem a quem servem ou a quem servir. O governador Roberto Requião no passado desafiou o Poder Judiciário e enfrentou atritos com jornalistas. Ele hoje é alvo da critiquice de elementos vendidos ou levianos desse segmento – os quais se tornaram a regra e não a exceção.

Roberto Requião é um político respeitado de norte a sul do Brasil. Certamente o eleitor paranaense o elegeu por suas fascinantes qualidades. Aliás, o Paraná tem uma das populações mais politizadas do país, e não elegeria jamais um pusilânime corrupto, um enganador, um medroso, um incompetente.

O jornalista que exproba à procura de espaço e de prestígio, ou tenta intimidar para tirar proveito da situação, é o que há de mais nefasto na espécie humana.

Francisco Assis de Freitas, escritor

 

Memórias das trevas

Não podemos e não devemos deixar de repudiar que senhores representantes das memórias das trevas, com suas praticas covardes e fascistas, proliferem por esta nação, que como uma fênix está ressurgindo das cinzas.

Roberto Henrique de Oliveira Dantas

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Demitido a pedido do governador – Pedro Ribeiro

 

JORNALISMO NO PARÁ
Solidariedade ao autor

Peço que seja transmitida ao jornalista Lúcio Flávio Pinto irrestrita solidariedade, minha e da minha família, a quem admiramos pelos serviços prestados ao público. Lúcio Flávio Pinto é um dos mais dignos exemplos do jornalismo brasileiro. Das polícias, fala-se em banda podre. Que nome recebe o despreparo da Justiça brasileira? Quando retornará à pauta o (des)controle social da Justiça?

Rogelio Casado 

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Empecilhos ao direito de cobrar – Lúcio Flávio Pinto

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