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REVISTA VIP
O público-alvo gosta

Antes de mais nada, gostaria de parabenizá-los pelo site, referência absoluta para mim no segmento jornalístico. A pauta "virtual" discute de forma magistral os temas do nosso mundo real. Por acompanhar tanto os programas na TV quanto o site, entendo que essa lamentável matéria sobre a revista VIP é um daqueles raros incidentes a que todos os grandes veículos estão sujeitos.

Todos nós nos posicionamos a partir de um determinado ponto de vista para emitir algum comentário. O jornalista que o fez nesta matéria foi muito infeliz na escolha do seu. Analisar a linguagem da VIP sob o ponto de vista frio de um jornalista é ignorar a estrutura que sustenta a revista. Discordar ou concordar com a forma com que ela é escrita é uma opção. Mas julgar que o leitor de VIP não gosta da forma como ela é escrita denota uma falta grave de marketing.

A revista é um sucesso absoluto graças justamente a esse aspecto. Se fossem as belas mulheres retratadas somente, o público optaria pela Playboy. A forma solta e levemente preconceituosa (por que não?) com que é escrita é o que faz com que ela seja irresistível. O importante é chegar do trabalho ao fim do dia e encontrar uma leitura leve e engraçada, com matérias inteligentes (sem dúvida), embora não escritas com a profundidade freudiana na análise comportamental. Ninguém analisa a revista do seu ponto de vista, e, se o faz, com meu perdão, não é o público a que a revista se destina.

Mais um aspecto: não estou me propondo a discutir esses detalhes. Sou uma mera profissional de marketing, leitora assídua da revista, que sonha em um formato como esse para uma revista feminina. Não sou o público-alvo, mas na ausência de uma revista à altura para o público feminino, tornei-me fiel leitora e muitos amigos da área de comunicação também. Antes de expressar o juízo de valor de vocês, sugiro primeiro analisar as características do produto cultural oferecido e a quem ele se destina. Lembrem-se da importância de relativizar.

Sandra Melo

Deonísio da Silva responde

Não existe preconceito leve, assim como é equivocado classificar como hediondos certos crimes. Todos o são, assim como todos os preconceitos são intoleráveis e merecem ser criticados. O marketing não pode servir de desculpa. São departamentos diferentes. A leitora continue a admirar VIP, uma revista de boa qualidade. Comentei apenas uma das matérias que destoava de sua linha geral, habitualmente situada em patamares mais elevados. (D.S.)

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GEOGRAFIA GLOBAL
MS espera a mudança

Não foi a primeira nem será a última vez que as pessoas trocam os nomes, as capitais. Trabalho com turistas e freqüentemente tenho corrigido as pessoas. Acho que essa confusão traz até prejuízo ao meu estado (Mato Grosso do Sul). O atual governador – Zeca do PT – já fez uma proposta de mudança do nome para Estado do Pantanal, mas não pegou bem. A maioria da população percebe os equívocos, mas parece que espera uma oportunidade melhor para um movimento de mudança, ou um líder melhor para encabeçar esse movimento.

João Ormay

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RORIZ E RACISMO
Mídia ignora o DF

A grande imprensa, em geral, ignora o Distrito Federal. Fala sobre Brasília apenas como a capital do Brasil; geograficamente estabelece seus limites em torno da Esplanada dos Ministérios e da Praça dos Três Poderes, quando muito olha a Península dos Ministros através da janela do avião. Por isso, não vê o que acontece aqui.

O governador Roriz foi eleito com ajuda do PSDB que, para reeleger FHC, 1) fechou os olhos à ocupação desordenada do solo, 2) ao aumento populacional exagerado, 3) às táticas "coronelistas" do PMDB e seus aliados, PSDB inclusive, 4) ao desequilíbrio do exercício da justiça, 5) ao desaparecimento do legislativo local etc. No afã de mais poder, FHC vai, novamente, subir no palanque de Roriz, colocando Maria de Lourdes Abadia, do PSDB, na chapa como vice-governadora. A dobradinha PMDB-PSDB tem maioria absoluta e controle político total: Legislativo, associação comercial, associações de bairro, grandes empreiteiras e povão (agradecido pelos lotes, as cestas básicas, o pão-e- leite e outras esmolas). Ganha no primeiro turno.

Já está na hora de a grande imprensa olhar o que acontece no DF, cujo governo boicota o jornal Correio Braziliense, distribui, no governo itinerante, camisetas com a inscrição "Tudo aZul" (o z maiúsculo pintado nas cores de campanha do Roriz); faltam equipamentos para tratamento de câncer, obrigando os habitantes do DF a se tratarem em Goiás; faltam salas de aula; os professores freqüentemente têm descontos errados nos contracheques; os seqüestros-relâmpago viraram epidemia; há epidemia de dengue; faltam médicos nos hospitais da rede pública; faltam medicamentos; e desde o dia do episódio do "crioulo petista", o cidadão em questão, "funcionário do GDF", todos os dias é levado em carro do governo pela manhã e só volta à noite para casa.

Só mesmo o Tribunal Penal Internacional para processar o Brasil por causa do Roriz, porque os tribunais daqui com certeza não vão fazê-lo. Enquanto Roriz ficar por aqui no DF e não se envolver em nenhum escândalo federal, como um certo senador baiano, estará a salvo de qualquer investigação.

Vera Silva

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