Indice Jornal de Debates A imprensa em questao Caderno da Cidadania O circo da noticia Entre aspas

Edição de Marinilda Carvalho

 

Amigos, o destaque desta edição é o leitor do Observatório. Edição 88, 4 anos na rede. Dois anos na TV. Um feito, acreditem.

Isso não quer dizer porém que tivemos 88 edições do Caderno do Leitor. Não. Houve as extraordinárias, e mais recentemente as atualizações. Então, são mais de 88? Também não. No início, nem existia o Caderno do Leitor. O Observatório era um tanto errático, aliás como a própria internet, então bebê com menos de 1 ano. Mas logo se firmou: as primeiras cartas de leitores apareceram em agosto de 96. Também erráticas. Mas a participação do leitor se firmou, e virou uma das atrações de cada edição. A ponto de muitas cartas se transformarem em artigos.

É mais que certo dizer portanto que o destaque desta edição é o leitor do Observatório, sustentáculo destes quatro anos.

Obrigados!

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Clique sobre o texto sublinhado para ver a íntegra da mensagem

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No castelo de ACM

O jornal A Tarde [de Salvador, BA], que ainda abriga alguns puxa-sacos, está sendo esmagado pelo senador. Há perseguições diretas, proibição para que se anuncie no jornal, enfim, uma evidente tentativa de inviabilizar economicamente o jornal até conseguir fechá-lo. Recentemente, um repórter de A Tarde fez interessante matéria investigativa, provando que o SAC (Serviço de Atendimento ao Cidadão) era um meio fácil para obter documentos falsos. Politizando o assunto, em vez de aceitar como contribuição, o governo baiano se rebelou contra o jornal e contra o jornalista, que foi perseguido e processado. O governador Cesar Borges proibiu que se tocasse no assunto. A não ser Bóris Casoy, no programa Passando a Limpo da TV Record, ninguém, tampouco o Observatório da Imprensa, tomou a defesa de A Tarde e de seus jornalistas. Seria muito interessante que o Observatório fizesse uma profunda matéria sobre o assunto. Este cerceamento não ocorre apenas na Bahia, mas em todo o Nordeste, com a conivência e a omissão da grande imprensa nacional.

Jamil Ardel

Nota do O.I.: Caro amigo, o Observatório sempre denunciou estes casos. Mas, como não temos correspondentes, é impossível adivinhar o que acontece. Contamos com sua ajuda para relatar abusos futuros ao O. I.. Um abraço, M. C.

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Será que este bate-boca entre os senadores Jáder e ACM não foi para encobrir as denúncias de Nicéia Camargo? A imprensa fez o correto em não perder tanto tempo com investigações que não dariam em nada, não deixando cair no vazio os desmandos administrativos do Sr. Celso Pitta.

José Walber, Salvador

Neomarxismo verde-amarelo

Um espectro ronda o leitor nas últimas semanas: o neomarxismo verde-amarelo. Em dois artigos contundentes publicados nas páginas da Folha, o ex-ministro Bresser Pereira (Sarney e FHC) ataca governantes, políticos e empresários que nos últimos anos teriam aderido incondicionalmente à sanha neoliberal e globalizada, entregando o ouro nacional ao capital estrangeiro (sic). Responsabilizando-os diretamente pela atual condição de dependência e submissão do país, o sôfrego intelectual força o tema socorrendo-se nos argumentos da professora Chauí, uma inequívoca opositora das idéias e das práticas do ex-ministro. Ao leitor de memória não tão curta, resta a ilusão de poder contestá-lo pelo Painel do Leitor. Somente ilusão, pois a velha senhora da imprensa paulistana parece não estar muito interessada numa opinião contrária.

Diante disso, pergunto-me se não haveria um órgão de defesa do cidadão que visasse poupar o leitor do cinismo e dos sofismas semânticos de ex-ministros.

Ronaldo Rosas Reis

Recados ao O. I.

Após ler os artigos Cada um vê a bolha de acordo com os seus interesses e Censura ou incompetência, acredito que vocês terão que mudar de endereço na web. Pode ser que eu esteja enganado, mas como vi o que aconteceu com Alberto Dines na Folha por causa de uma crítica, acho que...

Bom, caso haja alguma mudança, por favor me informem, porque não existem mais locais de idéias, sem medo de falar a verdade.

Afonso Celso

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Li hoje a página e achei muito importante. Alerta e conscientiza as pessoas a serem mais atentas ao que lêem nos jornais. Dá uma nova visão, prudentemente distanciada, para que sejamos mais críticos e possamos entender melhor as mensagens maliciosas e subliminares, pouco claras, com o objetivo de "fazer a cabeça do povo".

Edilene Silva de Barros

Witte Fibe e a democracia

"Lillian Witte Fibe, no Jornal da Globo de 12/4, não poupou elogios à ingerência dos EUA na eleição peruana. O pior, contudo, ficou por conta de um seu comentário infelicíssimo! Falando sobre a pressão que os americanos estão fazendo sobre o governo Fujimori, para que haja segundo turno no Peru (pelo que todos torcemos), a apresentadora soltou esta: "Graças a Deus que o capital internacional é democrático." E falou sério!" Paulo Henrique Fernandes

Um caso de prepotência

"Enquanto participava de um seminário estadual sobre mortalidade materna, com outros convidados de renome, o Diário de Natal do dia 31 de março, em matéria de cobertura do evento, publicou suposta entrevista dada pelo Dr. Ricardo Fescina, da Organização Panamericana de Saúde, e a ele eram atribuídas declarações de cunho político que jamais fez. Não houve pedido de desculpas. Jaime Rojas-Hinojosa

Igreja rebate Veja

Enviei a carta abaixo à revista Veja.

Marcelo Campos

"Srta. Tatiana Chiari, gostaria de tecer alguns comentários sobre a reportagem Aprendendo a casar, ensinando o que todo mundo já sabe. Deve ficar claro que não é minha pretensão desenvolver qualquer defesa ou contra-argumentação sobre sua matéria, ou melhor, sobre seu ponto-de-vista. Embora não seja do ramo jornalístico, é minha intenção levantar algumas questões que denotam abordagem insuficientemente profunda sobre o tema. Marcelo Campos Carvalho, coordenador da Pastoral Familiar da Igreja de Santa Ângela e São Serapião"

Nova diretoria no sindicato paulista

Executiva – Fred Ghedini, presidente, da Plano Editorial; Amilton Vieira, secretário-geral, da Editora Globo; Benê Corrêa, Ação e Formação Sindical, da CBN; Durval Martins, Sindicalização, aposentado; Marcos Palácio, Cultura e Comunicação, CUT/SP; Guto Camargo, Finanças, do Diário do Comércio; José Carlos Ruy, Relações Sindicais e Sociais, da Editora Abril; Kepler Polamarçuk, Interior, da Editora Globo; Vidal Cavalcanti, Jurídico e Assistencial, do Estado/JT, presidente da Arfoc. Diretores – Agileu Gonçalves, aposentado; Ailton Nasser (Mineiro), TV Record; Benê dos Santos, Imesp; Alberto (Albertinho) Fonseca, Editora Três; Eurenides Pereira, Rede TV!; Everaldo Gouveia, Diário Popular, Luigi Bongiovanni, A Tribuna (Santos); Mara Ribeiro, assessoria de imprensa; Mário Iório Lopes, Agência Estado; Paulo Torraca, frila (Vale do Paraíba); Pedrinho de Oliveira, revista Princípios; Sandra Motta, Diário Popular. Diretores regionais – Antônio Balzacchi, TV Thathi (Ribeirão Preto); Januário Silva, ABC; José Rodrigues, Santos; Márcia Quintanilha, Campinas; Rita Cornélio, Bauru; Vanderlei Zampaulo, Piracicaba. Delegados à Fenaj – Alcimir do Carmo; Reiko Miura. Conselho fiscal – Fernando Bonetti, Jaime Aparecido da Silva; Rudinaldo Gonçalves. Comissão de Registro e Fiscalização – Alex Criado, Antônio Carlos (Bituca), Clélia Cardim (Telé), Guiomar Prates Pereira, Luís Alberto França, Cristina Campos, Raul Antônio Varassin. Diretores de Base – Bauru: Arnaldo Ferraz; Luís Victorelli, Mônica Delicato, Ulisses de Souza (Presidente Prudente); Ulisses Serotini, Walter Gonçalves (Presidente Prudente). Campinas: Gisele Pereira, Hugo Mantelato, Rosilei Vieira, Vera Longuini. Piracicaba: Carlos Alberto Maria, Noedi Monteiro, Ubirajara de Toledo, Vítor Ribeiro. Ribeirão Preto: Eloi Barboza, Antônio de Figueiredo, Geraldo Santiago, Luís Michelazzo, Ronaldo Maguetas, Rubens Volpe. Santos: Alfredo de Souza, Clóvis (Duduka) Monteiro, Francisco do Nascimento (Seo Chiquinho), Mário Jorge, Sérgio Moita, Yolanda Vianna.

Estamos iniciando pesquisa sobre as condições de trabalho, conquistas e dificuldades da realidade profissional das jornalistas que atuam no estado de São Paulo. Gostaríamos de contar com a colaboração do Observatório e de estreitarmos a troca de informação sobre o tema.

Estamos à disposição, para trabalharmos juntos em prol da categoria dos jornalistas, pela melhoria da qualidade da informação, pelo direito à boa formação profissional e à formação continuada, pelo estágio monitorado, pelo debate de novas propostas/alternativas e pela capacidade de transformar as boas idéias em ações a curto e médio prazos.

Maria Cristina Campos, jornalista, diretora eleita do Sindicato dos Jornalistas

 




Continuação do Caderno do Leitor

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