Edição de Marinilda Carvalho
Amigos, carta para indignar, a do leitor Paulo Borba, sobre os métodos invasivos e anti-éticos de veículos da mídia na (re)conquista de leitores. Alguém poderá alegar que aqui fazemos crítica do desempenho jornalístico dos veículos, e não comercial, que os departamentos de marketing normalmente nem ficam no mesmo andar das redações, e portanto a postura incorreta dos vendedores não interessa ao Observatório. Mas um veículo de mídia é um todo, como lembra Paulo, e perder um leitor por má conduta do comercial afeta sim a redação, e por isso importa sim ao Observatório.
Infelizmente, a Editora Três ignorou nosso e-mail oferecendo defesa. De modo que ficamos apenas no ataque.
Um abraço a todos, boa leitura.
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Clique sobre o trecho sublinhado para ler a íntegra da notícia
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EDITORA TRÊS
Método constrangedor
A Editora Três agora adotou um método constrangedor para antecipar faturamento. Como sou assinante de IstoÉ, cuja assinatura ainda expirará em novembro/2000, recebi, no início de julho/2000, um folder dizendo que tinha em poder dela o número do meu cartão de crédito Visa e que, para me "facilitar" (vejam a desfaçatez!), estaria fazendo, antecipadamente, com um desconto que não solicitei, a renovação automática de minha assinatura por mais um ano (com quase 6 meses de precedência), mediante débito no meu citado cartão de crédito. Paulo Borba
MINISTÉRIO PÚBLICO
O povo agradece
Somos um povo que hoje começa a caminhar em direção do conhecimento de seus direitos e deveres, e é claro que quem começa erra um pouco, mas é muito válido. Triste é ver pessoas cultas que ainda desejam o contrário e tentam manipular, para emperrar este crescimento. Obrigada aos profissionais do Ministério Público [ver remissão abaixo]. Todos estamos dentro da área de abrangência da lei, inclusive o presidente e seus companheiros políticos.
Laís MS
Poder solitário
Ministério Público: o único "poder" a defender o interesse público.
Jorge Panazio
Todo o apoio
Foi extremamente gratificante ver a participação dos procuradores Maria Teresa e Guilherme no Observatório na TV de 15/8. Há muito que estamos precisando de pessoas deste nível para que nosso país seja mais bem conduzido e que a enxurrada de corrupção seja freada. Todo apoio ao Ministério Público.
Paulo Cezar Campioni Campinas, SP
Exemplo nos estados
A maior prova de que a defesa do interesse público prescinde de atuações artísticas e de autopromoção é a atuação silente e eficiente dos procuradores dos estados, a quem são atribuídas funções constitucionais de equivalente importância.
Reinaldo F A Silveira
MANIQUEÍSMO
Jabor rima com dor?
Envio, com esta mensagem, cópia da coluna do Jabor no O Globo, em 1/8/2000. Desculpem a ignorância, mas de quem este ex-diretor de cinema está falando? O cara comenta as mazelas do país como se fossem produto da mente psicótica de jornalistas inconformados com o tucanato. José Afonso R. Queiroz
"Síndrome de São Paulo não vê luz no fim do túnel", Arnaldo Jabor", copyright O Globo, 1/8/00
Caetano foi o primeiro a falar de globalização, em pleno beco-sem-saída de 67. Foi patrulhado, claro, até que os milicos o encanaram em 68, pois compreenderam-no muito melhor do que a turma ‘nacional-popular’. Hoje, os que acham que lutam ‘pela linha justa’ estão em pânico, não por causa de uma ditadura, mas pela democracia; estão em pânico, não diante do fechamento do país, mas de sua abertura. É uma tendência política que quer combater o bode com mais bode, pelo esfregamento das tragédias sociais em nossa cara, para nos ‘conscientizar’ (com que direito?) dos horrores da miséria, para combatê-la, numa homeopatia da merda – mais merda contra merda. É a bandeira do: ‘Ahh... não vem com frescuras... A crítica tem de ser grossa!’ E a Academia dos burros-cultos exalta esse irracionalismo primário como novidade."
TV CIDADÃ
Melhor só passar comercial
Numa breve análise da programação de emissoras (exceto TVE) há um jogo de interesses perverso. Uma exploração do analfabetismo do povo. Por que no Brasil não se faz uma TV cidadã? Nos empurram este lixo que aí está, e quem não tem senso de realidade compra as ilusões tipo Laços de Família [ver remissão abaixo], onde se diz: "Esta história poderia ser a sua"... me poupem. Edson Queiroz
COBERTURA POLÍTICA
Candidatos e preconceitos
Não é à toa que milhares (ou milhões?) de paulistanos querem o fim da Câmara, pregam o voto nulo e chegam a defender a volta da ditadura, entre outros absurdos que afrontam o nosso bom senso, os princípios constitucionais e a nossa saudável democracia. O único destaque dado aos políticos pela mídia é o negativo, é o gosto pelo escândalo. Maurício Huertas
ALOYSIO BIONDI
O significado das palavras
Parabéns pela reunião dos artigos sobre o jornalista Aloysio Biondi [ver remissão abaixo], pois, por ter tido a oportunidade de tê-lo como professor na Faculdade Cásper Líbero durante o primeiro semestre deste ano, mais do que saber pude sentir o significado das palavras de seus amigos.
Neusa Ferraz
OBRIGADO, OBRIGADO
Demissão previsível
Previsível a "demissão" do O.I. pelo Grupo Folha. Uma entidade independente como o O.I. é "independência demais" para os servos do dinheiro. Acompanhei o trabalho do Caio Túlio Costa como ombudsman da Folha, e ao que parece ele é parceiro do FHC na célebre frase: "Esqueçam o que escrevi."
Parabéns ao iG por acolher o Observatório. Ao pessoal do Observatório, espero que tenham uma boa acolhida no novo provedor e que não esmoreçam em sua luta.
Paulo Cezar Campioni
Prazer em conhecer
Tive o prazer de assistir ao Observatório na TV, em decorrência de ter iniciado o curso de Jornalismo (UPF-RS). Com a falta de credibilidade dos jornais escritos e televisivos, é gratificante saber que se tem a oportunidade de ouvir análises críticas sobre notícias e assuntos importantes do nosso país. Parabéns por levar a sério um trabalho tão importante e necessário para a sociedade que é a pratica do verdadeiro jornalismo, sem vínculos empresariais ou políticos. Espero poder um dia estar ao lado de vocês exercendo essa que eu escolhi para ser minha profissão.
Karine Ruy
BANALIZAÇÃO
Leitor quer mais espaço
Abaixo, mensagem enviada ao jornalista Gilberto Dimenstein, da FSP, que em sua coluna de 6/8/2000 aborda o banal e o ridículo enaltecidos pela mídia. Cesar Boschetti
"Pouco antes de ler sua matéria na FSP de hoje (06/08/2000) enviei-lhe um texto (Condenados pela emoção), por coincidência, em perfeita sintonia com o seu. Gostaria apenas de ressaltar um aspecto que talvez tenha lhe escapado. Quando você fala do desinteresse da população pelas questões políticas do país, em detrimento do banal e do ridículo, não cabe ai um reposicionamento da mídia impressa?"
Leia também
O que todo jornalista deveria ser – Marcos Dantas
Aloysio Biondi – José Roberto Alencar
Aspas 1
Aspas 2
Laços de família – Fabio Prikladnicki
Ministério Público – Alberto Dines
Continuação do Caderno do Leitor
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