Indice Jornal de Debates A imprensa em questao Caderno da Cidadania O circo da noticia Entre aspas

Edição de Marinilda Carvalho

Difícil escolher o destaque desta edição.

Seria a chuva de cartas sobre a mais longa cobertura de um parto jamais registrada na história do telejornalismo - no caso, o de Xuxa Meneghel pelo Jornal Nacional? Ou a defesa com fecho mordaz que Elisa Sayeg faz da manchete da Folha sobre o tamanho do clitóris? Ou talvez o e-mail de Eduardo Goldenberg protestando contra a deselegância do Estadão, que defenestrou o colunista Aldir Blanc de suas páginas sem aviso prévio ao leitor?

Temos até a defesa do "mordomo". Acusada de divulgar dossiês diferentes para veículos diferentes sobre o caso Osasco Plaza, dona Ilka Zanotto, mãe de um dos envolvidos na explosão do shopping, dá sua versão sobre o que aconteceu em longo arrazoado que começa nesta página e prossegue no Mosaico.

Mas é provável que o acontecimento verdadeiramente quente da mídia esta quinzena tenha sido a "confissão informal" de Francisco de Assis Pereira, o motoboy, na presença de uma repórter da Veja. A leitora Clarice Esperança nos retransmite desmentido da revista à mensagem de protesto que enviou à redação assim que leu nos jornais a informação de que a repórter fingira ser estagiária de advocacia para presenciar a confissão. No Entre Aspas, reproduzimos os trechos relevantes da matéria da Veja.

Desejo a todos uma leitura no mínimo instigante.

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Clique sobre o texto sublinhado para ler a íntegra

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O "maníaco do Parque"

Afinal, qual é a verdade?

Clarice Esperança

Mensagem de Clarice à Veja

Data: 15/8/98 09:14

"Sou jornalista e leitora de Veja. Fiquei surpresa e estarrecida ao ler na edição de sexta-feira, 14, na primeira página de O Estado de S. Paulo, o relato de como uma repórter da revista obteve a confissão do chamado "maníaco do parque".

Segundo o jornal, a repórter teria se passado por estagiária de advocacia e assistido ao encontro do acusado com a sua advogada, sem que este soubesse da real identidade dela.

À parte a monstruosidade dos crimes, tal comportamento, se verdadeiro, não se justifica. E mais: demonstra, mais do que falta de ética, má índole. Acho que a revista deve explicações à sociedade brasileira. Se persistir a informação de que tal estratagema foi usado com fins de obter um furo, é de se perguntar quem é mais mau caráter: a repórter, a direção da revista (que publicou tal depoimento obtido desta forma) ou a advogada do réu.

Atenciosamente,

Clarice Gontarski Esperança."

Resposta de Veja a Clarice

Data: 17/8/98 21:00

"Prezada Clarice

Não é verdade que a repórter de Veja se fez passar por advogada ou estagiária (como alguns meios estão divulgando), isso não seria honesto. Não utilizamos meios ilícitos para conseguir com exclusividade as informações divulgadas na edição da semana passada.

Vera Farkas"

(Ver abaixo remissão para o texto do Estadão.)

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Foi com horror que assisti ao espetáculo "prisão do maníaco do parque", ops, desculpe o erro, "prisão do suspeito de ser o maníaco do parque". Fui contagiada pela nossa querida imprensa. Não é possível que a cada caso assombroso a imprensa pressione a polícia, que adora as luzes, para entregar um culpado aos cidadãos. Patrícia Cerqueira

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O jornal Lance estampou em primeira página, no dia 9 de agosto último, a manchete "O maníaco do parque", ao fundo mostrando o atleta Marcelinho comemorando mais um gol na histórica goleada do Corinthians sobre o Atlético-MG, por 5 x 1, em pleno Mineirão, justamente quando na véspera, salvo engano, o motoboy, preso havia alguns dias, supostamente por ter cometido nove assassinatos em São Paulo, já fora "batizado" por vários órgãos de imprensa como "o maníaco do Parque". Paulo Afonso de Barros

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Vamos gritar! Não dá mais para agüentar... Hoje, 14/8, 13h, todas emissoras nacionais (não chequei as internacionais) transmitiram a saída daquele infeliz monstro da delegacia de São Paulo para Taubaté. Ao vivo! Até a TV Cultura??? E à noite ainda teremos o Globo Repórter, adivinhem falando do quê??

E ontem assisti ao OBSERVATÓRIO na TV Cultura comentando o assunto...

Conceição Amaro Garcia

O tamanho do clitóris

Talvez a reportagem da Folha tivesse tido uma chamada exagerada, mas o tipo de assunto pode ser de interesse para quem trabalha na área de sexologia. Conclusão: a imprensa só serve para encher lingüiça, mesmo. Então para que criticar a Folha, que de vez em quando publica reportagens sobre mutilações genitais - ao menos alertando um pouco as consciências (se é que se pode chamar de consciências) hipócritas. Elisa Sayeg

Jornal Nacional e a emoção do circo

Não seria ingenuidade demais esperar que o Jornal Nacional desse mais atenção à privatização da Telebrás do que ao nascimento da Sasha? Afinal, a mercadoria mais valiosa da indústria TV Globo não é mesmo o conto-de-fadas, alternado com tragédias (morte do cantor Leandro) e cenas de violência (a do tiroteio na Praça Nossa Senhora da Paz, no Rio de Janeiro). O leilão da Telebrás, de interessante mesmo para essa indústria, só teve o confronto de rua, versão de filmes policiais.

Ao povo, pelo menos a emoção do circo.

Guilherme Rezende

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Certa vez, numa cidade do interior de Minas Gerais, onde residiam umas mil e quinhentas almas, não encontrei queijo nem cachaça. No entanto, após o jantar, a cidade estava toda ligada no Jornal Nacional. Daí os 10 minutos de Xuxa. Ninguém duvida de que se a Globo desejar, por exemplo, que Lula ganhe a eleição isso se torne realidade.

José Rosa Filho

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Não sei o porquê de tanta indignação da Leila Reis com o Faustão, só porque antes de ele ir para a Globo comentou no ar, em seu programa Perdidos na noite, que após a contratação da apresentadora pela Globo ela deixaria de bater nos baixinhos da Manchete para bater nos filhos do Boni.

Isto é televisão.

Daniel Farias

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Não acredito que a "imprensa informativa" tenha se posto a serviço de "novos produtos" como a "pobre Sasha". O trabalho da imprensa seria divulgar todos os grandes momentos e eventos, mas não compactuar com um programa de marketing como foi essa gravidez... E, diga-se de passagem, uma gravidez que mais parece uma brincadeira... O sentimento de mãe é privativo da família. No Brasil e no mundo, grandes estrelas interromperam seu trabalho para dedicar-se a uma gestação tranqüila e reservada.

Pobre da imprensa que se presta a este serviço...

Najla e Nayme

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A corrida desmesurada pela notícia vulgar, como no caso de Sasha, mostra que a formação do profissional jornalista está defasada, apesar da montanha de informação a que tem acesso. Estamos parecendo um bando de abutres atrás da carniça. Quem chegar primeiro come o melhor pedaço. Mas carniça faz bem? Alexandre Barbosa Alves

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Estou assistindo ao programa via TV Cultura de São Paulo. É lamentável que o escritor Paulo Coelho tenha entendido que a cobertura do nascimento da referida criança seja melhor que o caso Clinton/estagiária. O caso americano é digno de nota porque implica saber se os americanos aceitam que seu presidente tente burlar a Justiça por estar fazendo um bom governo. Ana Lúcia Amaral

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Infelizmente, estamos em um processo de idiotização do brasileiro. Com exceção da TV Cultura - que gostaria de aproveitar para parabenizar pela nova programação. Daniela Tincani

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Lamentável a falta de respeito ao público que assistia à GloboNews na noite de 5/8/98. A matéria sobre a ação de um PM contra dois bandidos no Rio foi extremamente chocante e nada acrescentou à bagagem de informações do público. Com esta postura agressiva para vender seu produto notícia, a emissora apenas conseguirá perder um crescente número de telespectadores. Esperança e aprendizado: que isto não se repita!

Leandro Rodrigues

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Lamentável sob todos os aspectos a veiculação no Jornal Nacional das cenas da execução sumária de dois suspeitos de assalto a uma agência bancária carioca por um policial militar. Edelberto Oliveira

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A Rede Globo, no sábado 16/8, divulgou no JN coisas muito interessantes a respeito de sua atuação nas eleições deste ano. Respondeu a uma crítica do PT e disse que divulga suas matérias segundo "interesses jornalísticos". Que interesses jornalísticos serão esses? Serão os mesmos que a levaram a "editar" o JN às vésperas da eleição de 1989? Gleydson Pinheiro Albano

 

Telhado de vidro (ou o caso Osasco Plaza)

Creio que o fórum adequado para dirimir controvérsias entre profissionais da imprensa seja o deste OBSERVATÓRIO, que em boa hora dá continuidade ao trabalho ímpar de Alberto Dines à testa do saudoso "Jornal dos Jornais", ombudsman avant la lettre do jornalismo nacional. Causa involuntária da atual discussão sobre o caso "Osasco Plaza", peço espaço semelhante para responder às imputações de "atitude estranha" e do envio de "documentos dúbios com objetivos pouco claros", para não ser rotulada como o "mordomo" da questão.

Domingos sem Aldir

Um domingo. Dois domingos. Estranho. Aldir Blanc não está mais lavando a alma da gente no Estadão. Foi cortado. A razão do seu corte para o leitor comum, como eu, vai permanecer tão obscura quanto a razão da convulsão do Ronaldinho no dia da final da Copa. Mas nada como um dia após o outro. Não tem mais Aldir aos domingos. Mas tem às segundas-feiras, em O Dia. Eduardo Goldenberg

O.I. escorrega na casca de banana

O texto "Mass media e Internet escorregam na casca de banana", de Umberto Eco, foi traduzido de tal maneira (acho que pela pressa em mostrá-lo rapidamente ao público brasileiro) que em alguns momentos parece uma versão do original, e não uma tradução fiel. André Luís

O.I. não escorrega na casca de banana

Acabo de acessar a página. Gostei muito. É um alívio. Só mesmo uma ação desse tipo pode minimizar a força do poder econômico que comanda a nossa imprensa. Continuem, por favor.

José Rodrigues, Santos, SP

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Em primeiro lugar, meus parabéns pela iniciativa de implementar o OBSERVATÓRIO, uma verdadeira luz no meio das trevas da desinformação. Está a mídia, via técnicas inclusive subliminares, influenciando a população a um consenso pró-FHC similar ao que ocorreu na Alemanha nas primeiras décadas desse século? Washington Braga

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Assisti pela primeira vez ao OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA, e sinceramente fiquei mais tranqüilo. Já estava perdendo as esperanças de ver ou ler artigos de pessoas sensatas e de acordo com essa dura realidade de nosso final de século. Tenho 25 anos e estou completamente desapontado com a mediocridade da minha própria geração. Marcus Cesar Ferreira

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Quero parabenizar todos vocês, principalmente Alberto Dines, pelo precioso programa que fazem. Adorei que agora esteja sendo transmitido pela TV Cultura e suas afiliadas. Tive oportunidade de ver antes porque felizmente acesso pela antena parabólica, e recomendo a todas as pessoas que gostam de algo sério. Infelizmente, a TV Globo é sempre palco das discussões. É inacreditável que o nível baixo do jornalismo renda bons índices de audiência à rede de maior credibilidade (?) deste país.

Arlinda Lopes

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Gostaria de parabenizar a equipe do OBSERVATÓRIO NA TV, que agora proporciona a todo Brasil um programa de altíssimo nível. Aproveito a oportunidade para dar minha opinião a respeito da programação da TV convencional: será que a degradação de seus programas não está relacionada ao aparecimento da TV por assinatura, com a migração dos espectadores para este sistema?

Cassiano Figueiredo Ribeiro

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Foi com alegria que conheci pela Internet o OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA, um jornal diferente que mostra o outro lado da notícia veiculada na imprensa, e que considero indispensável para pessoas que como eu estudam jornalismo.

Sou gerente de informática de uma construtora aqui em Uberlândia, mas sempre tive o sonho de atuar na área de jornalismo. Neste último vestibular passei para o curso de Jornalismo do Centro Universitário do Triângulo e, além do curso de locução que acabei de concluir, estou começando a dar os primeiros passos rumo à realização do meu sonho. Parabenizo toda a equipe do OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA pelo belo trabalho que realiza.

Sérgio Henrique de Gouvêa

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Gostaria de obter o e-mail correto para participar dos debates do Observatório na TV todas as tercas-feiras.

Lúcia

Nota do O.I.: O e-mail é <obstv@tvebrasil.com.br>

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Vi dia desses na TV Cultura (aliás, a única que ainda pode ser vista sem ataque espasmódico de vômito, incluindo aí quase todas as cabo) o excelente OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA. Aviso que virei sócio de carteirinha. Finalmente o jornalismo volta a brilhar no meio de tanta lama. Meu desejo de sucesso.

Em tempo: escrevo semanalmente num jornal do estado de Santa Catarina, e por aqui temos sofrido todo tipo de censura, com artigos vetados por chefes de redação medíocres. Por várias vezes tentaram nos calar. Jornalecos que dependem da verba do governo e aceitam qualquer tipo de pressão de políticos que não têm o mínimo escrúpulo.

Sorte e vida longa.

Vinícius Alves, Florianópolis

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Assisti ao programa do dia 4 pela Rede Minas. De altíssima qualidade. Infelizmente, atinge um público muito selecionado. Mas é imprescindível que a lama continue espirrando em todos para que o sistema continue a se mexer.

Sugiro uma olhada no site http://www.digitalreport.com.br, onde as circunstâncias do advento de Sasha estão sendo discutidas em fórum. As opiniões mostram o nível de idiotização do país e como o público qualificado enfrenta dificuldades para estabelecer uma discussão mais séria sobre o social.

Dayse Lacerda

Mídia e drogas

"Existem muitas intenções nada conhecidas por trás da "guerra ao narcotráfico" decretada pelo governo americano e à qual o Brasil acaba de se alistar, criando a Secretaria Nacional Antidrogas. Intenções muito louváveis, como se verá aqui." Por José Arbex Jr.

Essa matéria saiu na revista Caros Amigos em julho de 1998, número 16. Peço que o O.I. não deixe esse jornalista fora desse debate.

Olho vivo! A ONU já foi pautada pela Casa Branca, que impôs sua agenda de combate às drogas. Agora é a nossa vez.

Vitor A. Portezani

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Gostaria de sugerir também o nome de José Arbex para contribuir com este tema, já que ele fez uma entrevista bastante interessante na revista Caros Amigos.

Pedro Antônio Cândido, São José dos Campos, SP

Nota do O.I.: Infelizmente, o site da revista Caros Amigos está em manutenção. Assim que voltar ao ar, o link para a matéria de José Arbex Jr será publicado aqui.

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Gostaria de conseguir mais informações sobre o seminário Mídia e Drogas, pois é um tema que nos interessa bastante.

Faço parte de ONG que desenvolve projetos na área de Comunicação e Educação em Pernambuco e está envolvida com a questão do protagonismo juvenil e o exercício de leitura crítica da mídia como ponto forte do trabalho, daí o interesse no tema do seminário.

Ricardo de Paiva

Nota do O.I.: O seminário Mídia e Drogas foi adiado devido a problemas operacionais. Nova data será marcada em breve.

Divulgação científica

Acabei de ler o comentário "Mídia, ciência e sociedade, ou jornalistas e cientistas: uma relação de parceria", por Graça Caldas. Achei curioso que a autora, falando de ciência e sociedade e de divulgação científica, não tenha mencionado a SBPC.

Sérgio Henrique Ferreira, presidente da SBPC

Graça Caldas responde

Na verdade, não cito o trabalho da SBPC, sem dúvida fundamental e que antecede, em muito, o próprio mandato do atual presidente da entidade, como não o faço em relação à Fapesp, ao CNPq, à Finep e tantas outras instituições de pesquisa ou universitárias. Não era este o meu objetivo. Graça Caldas

"Jogo duplo"

Perceptivo, como de habito, o artigo de Alberto Dines sobre o conflito informação x entretenimento na mídia. São citados vários filmes americanos que tratam do assunto sob forma de ficção. Pois acabo de ler um excelente trabalho brasileiro na mesma linha: o livro Jogo Duplo, do jornalista Silio Boccanera, mostra o tal conflito no mundo do telejornalismo. É ficção também, mas tem tudo lá e com sabor brasileiro. Merece conferir.

Luiz Carlos Abreu

Universidades

Já pensou se em 1994 você tivesse votado em FHC (gosto não se discute) e quem tivesse assumido a presidência fosse o terceiro colocado, Enéas? Como você se sentiria? É, tem muito meio de comunicação com saudade do AI-5. Gleydson Pinheiro Albano

Amigos em ação

Temos acompanhado com muito interesse a abordagem do OBSERVATÓRIO ao tratar recentemente de temas relativos à saúde reprodutiva. Sou secretária-executiva da Comissão de Cidadania e Reprodução (CCR), uma entidade da sociedade civil, criada em 1991. A CCR reúne profissionais de notório saber das áreas de ciências sociais, médicas, humanas e jurídicas, empenhados em defender o direito, a liberdade e a dignidade de cidadãs e cidadãos no campo dos direitos sexuais e reprodutivos.

Desde 1996, publicamos o boletim trimestral Olhar sobre a mídia, que monitora e analisa as notícias sobre saúde reprodutiva e sexualidade veiculadas nos quatro principais jornais do país.

Estou tomando a liberdade de enviar ao OBSERVATÓRIO os números anteriores do nosso boletim, acreditando na possibilidade de estabelecermos algum tipo de intercâmbio.

Maria Teresa Citeli

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Meu nome é Leonardo Fontes de Sales e faço parte de um grupo de jornalistas cearenses que iniciou, na Internet, um site chamado Ipsis Litteris, que tem por ponto de partida a crítica do jornalismo feito pelos meios de comunicação de nossa cidade, Fortaleza, e brasileiros.

Estão presentes Neno Cavalcante (colunista do Diário do Nordeste), Gervásio de Paula, Ricardo Jorge (professor da Universidade Federal do Ceará), Henrique Silvestre e eu. Estamos tentando (ainda, já que o que está atualmente na Internet é apenas a primeira edição de IL), a colaboração de professores da UFC e alunos. Temos a perspectiva de participação de Ronaldo Salgado, Agostinho Gosson e Liana Amaral, professores das áreas teóricas e práticas do curso de Comunicação da UFC.

Pedimos comentários sobre nosso trabalho, mesmo que ainda em seu início, já que a crítica ou o elogio são fatores fundamentais para o aperfeiçoamento.

Leonardo Fontes de Sales, Fortaleza

Nota do O.I.: Sejam todos bem-vindos!

Ética questionada

A última edição do jornal do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Extra Pauta n.º 37 junho-julho de 1998) noticia a nomeação do jornalista Luiz Cláudio Oliveira (editor de cultura do jornal Folha do Paraná) para compor o Fórum da Comissão Municipal de Incentivo à Cultura. Segundo a notícia, o jornalista "analisará os projetos enviados ao município para a aplicação da Lei Municipal de Incentivo à Cultura". É curiosa porque não toca em nenhum momento na necessidade ética de o jornalista se afastar de seu cargo no jornal em que trabalha. Alessandro Tarso

Ronaldinho x Ísis de Oliveira

O trabalho do jornalista José Henrique Mariante, da Folha de S. Paulo [ver remissão abaixo], foi, para mim, a reportagem que mais trouxe detalhes dos acontecimentos que envolveram os problemas de saúde do jogador Ronaldinho. Acho que a imprensa conseguiu recuperar-se do revés da Copa, pelo menos na minha modestíssima opinião.

Mas esse caso é café pequeno se comparado à divulgação do falso relacionamento amoroso entre a atriz Ísis de Oliveira e o ator George Clooney.

A imprensa pisou feio na bola. E pouca gente quis assumir que errou.

Rodney Brocanelli

Mercosul em xeque

Por que será que as desvantagens do Mercosul nunca são lembradas? Querem saber por quê? Porque aqui no Sul do Brasil quem manda nos meios de comunicação é a RBS, que tem três jornais importantes, uma das maiores retransmissoras da Rede Globo e ainda uma das melhores cadeia de rádio do Sul.

Não seria hora de se discutir qual a verdadeira importância do Mercosul, já que o Brasil não vai conquistar um mercado maior do que já tem aqui, e que só não consome porque é formado por pobres? O Brasil devia primeiro pensar em cuidar de seus problemas internos, e deixar o Mercosul para depois - não se esquecendo de impedir que a Alca venha a interferir na América do Sul.

Rômulo Mafra, estudante do 2º período de Jornalismo da Univali - Itajaí, SC

TV comunitária?

Em 1995, a lei da TV a cabo no Brasil criou os canais de acesso público gratuito. Acompanhei o processo de implantação do canal comunitário de São Paulo. O resultado: a programação que está no ar é vergonhosa: Athayde Patrese, deputados, utilização comercial descarada. Márcia Meireles

Censura ao Terravista

Foi suspenso por quase duas semanas o site do Terravista, um serviço português de informação e alocação gratuita de páginas lusófonas (cerca de 26 mil, incluídas aí alguns milhares de páginas brasileiras). João José A. Curvello

 

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O Estado de S. Paulo, Entre aspas




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