
TV GLOBO / O GLOBO
Guga para poucos
Resolvi enviar-lhes este protesto. Não dá mais para assistir à TV aberta! Por um lado, ela nos bombardeia com um festival de mediocridade, inaceitável. Se o Ibope cai, a solução são as mulheres peladas e o culto à estética. O clientelismo é um perigo.
Por outro lado, a Rede Globo monopoliza as transmissões esportivas. Enquanto o nosso Guga disputa uma final internacional, esta emissora transmite uma corrida de motovelocidade, irrelevante para nós. Somente quem pode pagar um pacote mínimo de R$ 70 tem o direito de assistir. Como popularizar o tênis? Todos nós sabemos que a Rede Globo, dona da Sportv e outras mais, domina a programação e a distribuição na América Latina. Isto está certo? A Rede Bandeirantes transformou-se na rede dos videotapes. Nós não temos mais escolha. Tudo bem que 4% dos brasileiros vivam num Brasil dito de primeiro mundo, e o que resta à esmagadora maioria que não tem direito a este acesso?
O que resta à juventude desportista, principalmente a de menor poder aquisitivo, assistir nos fins de semana? Na minha opinião, o futebol regional também está comprometido, pois a emissora do monopólio acabou com o charme das transmissões nas tardes de domingo. Ao abrir as partidas das tardes de sábado para a cidade do jogo, ela consegue acabar com o público de um clássico. Vice o jogo Cruzeiro x América Mineiro do dia 21/4. Tudo bem que ela paga aos clubes o direito de transmissão, mas o torcedor é fundamental para a motivação do espetáculo. Dê aos pobres o futebol, o resto não interessa.
Está na hora de o lado isento da imprensa investigar e analisar esta situação, o que estaria em harmonia com o desgosto popular.
Guilherme de Souza Papini, Belo Horizonte
Interesses selvagens
Que ética, que (des)preparo, que intenção ou que imenso interesse econômico selvagem é capaz de levar O Globo a produzir um caderno especial sobre a criminalidade no Rio de Janeiro usando dados colhidos há mais de 5 anos? Algum anjo ou demônio atribuirá a cochilo editorial. As pessoas que pensam já conhecem a resposta. Até quando o Sr. Roberto Marinho e seus filhos acreditam que poderão continuar a enganar, ludibriar, manobrar, dissimular e mentir raivosamente? Até quando acreditam que pagando altos salários a "capachos" despersonalizados e amorfos vão continuar a competir nos mercados da comunicação?
Apenas uma parcela da classe média ignorante e alienada crê, sem dúvidas, no que é veiculado pelos folhetins marrons e nas imagens e sons de conteúdo deplorável distribuídos pelos "montinhos" globais. Basta freqüentar as ruas para ter a certeza de que a empulhação dos "espertos" já beira a irritação e a indignação.
Sergio S. Lopes, Rio de Janeiro
PRODASEN
ACM esquecido
O Jornal Nacional de 19/4 começou desta forma: "Fraude no Senado: a ex-diretora do setor de informática do Senado (Prodasen) depôs no Conselho de Ética e confirmou o envolvimento de dois senadores no episódio da violação do painel de votações. Um deles, o senador José Roberto Arruda, deixou o cargo de líder do Governo".
Onde está o senador ACM? O papel dele no caso foi claramente minimizado pelo Jornal Nacional. Vejam a reportagem inteira em <http://redeglobo.globo.com/jornalnacional/>
Luiz Gustavo Cherman
FHC protegido
Não é possível! Foi a primeira coisa que me passou pela cabeça ao ler a coluna da Eliane Cantanhêde, da Falha de S.Paulo, 20/4/01. Tenho acompanhado este Observatório desde os tempos do UOL com extremo interesse, pois a grande imprensa deixou de ser palco privilegiado para se obter informações verídicas. E me considero "bem" informado, graças ao Observatório, à revista Imprensa e a outros tantos veículos de informação.
Voltando à crônica, cito a seguinte passagem até para que desfaçam meu "desassossego":
"Ele [José Roberto Arruda, líder do Governo no Senado envolvido na violação, juntamente com ACM, do Painel do Senado], porém, provavelmente não agia em nome de FHC nem cumpria orientação do governo. Se participou da violação, como tudo indica, foi por seus próprios interesses."
Essa brilhante conclusão, somadas a outras tantas do mesmo jaez, disseminadas diariamente pela indigitada colunista na página dois do Folhão, me deixou estarrecido. Não é possível! E me vem à lembrança novamente a "suma" de Mario Sergio Conti sobre o papel de jornalistas ligados ao Planalto, mais do que seus patrões. É claro que não precisa ficar com o dedo sempre apontado em direção ao Planalto, com o fazem Cony e Verissimo. A sistemática defesa que Eliane faz dos envolvidos em escândalos com plumas tucanas só, e exclusivamente, remete a outro colunista, só que da RBS.
Na pagina 10 do jornal gaúcho Zero Hora encontramos o outro lado da moeda. O ex-assessor do PMDB na Assembléia Legislativa, José Barrionuevo, elabora uma página batizada pelo cineasta Jorge Furtado de "central de recados" do PMDB. Funciona como os olhos e os ouvidos do PMDB, só que em nível estadual e sob as bênçãos da RBS. Estes "produtos" jornalísticos podem ser objeto de reclamação com base no Código de Defesa do Consumidor!
Mesmo que não sejam, o simples fato de existir este espaço para desabafo deste leitor já ajuda!
Gilmar Antonio Crestani
Eliane Cantanhêde responde: O Estevão é o inimigo número um do Arruda na política de Brasília. Logo, o Arruda tinha interesse direto, político, paroquial naquela votação e no placar. O Sr. Gilmar sabe me dizer por que cargas d’água o FHC teria mais interesse na votação do que o Arruda? E por que ele estaria por trás da violação? Se o leitor tiver essa informação dará um "furo" fantástico para toda a imprensa nacional, para o PT, o PDT, o PPS, o PSB e até para o ACM – que é quem tem o mais profundo interesse em envolver o FHC nessa história, para livrar a própria cara! Aliás, uma dúvida: será que o Sr. Gilmar tem rabo preso com o ACM? E. C.
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