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MÍDIA E TERROR
Farsa, sim. Contra a CNN
Nota de esclarecimento do autor da denúncia de que a CNN tinha veiculado imagens antigas, de 1991, alegando serem de palestinos celebrando os atentados do dia 11 de setembro.
No dia 13 de setembro eu enviei um e-mail para uma lista de Teoria Social, na qual eu fornecia algumas informações sobre a falsidade das imagens da comemoração palestina por causa do atentado terrorista nos Estados Unidos, informação dada a mim por uma professora. Eu passei o dia de ontem procurando por minha professora e, infelizmente, quando eu a encontrei, ela negou ter tido acesso a tais imagens.
Ela disse que estava certa de ter visto aquelas imagens em 1991, mas ela não pode provar. Ela não tem intenção de dar outras informações, negando o que ela tinha dito antes para uma sala cheia de alunos.
Eu sinceramente peço desculpas por ter passado essa informação incerta; infelizmente eu não posso provar as informações contidas em meu e-mail; foi somente uma conjectura que aquelas imagens dos palestinos comemorando seriam falsas. Eu comprei a idéia e reproduzi para vocês por causa da importância dela no caso de poder ser confirmada.
Qualquer nova notícia, eu passo a vocês. Atenciosamente,
Márcio A. V. Carvalho
A comprovação da tolice
Ao contrário do que afirma um e-mail que está correndo o mundo, a CNN não forjou as imagens de um vídeo que mostrava um pequeno grupo de palestinos comemorando a destruição do World Trade Center. Veja as provas.
Nos últimos dias milhares – talvez milhões – de mensagens de e-mail estão sendo enviadas, em português, inglês e espanhol, informando que as imagens de um grupo de palestinos comemorando o ataque terrorista ao World Trade Center teriam sido forjadas pela CNN.
Quem conhece como funciona a CNN dificilmente acreditaria nisso, já que a emissora é uma pedra no sapato de Washington desde que Ted Turner a fundou. Aparentemente, a primeira informação sobre isso foi divulgada por um suposto aluno da Universidade de Campinas, chamado "Marcio A. V. Carvalho", cujo e-mail não é divulgado. Ele diz que tem "um professor", cujo nome também não é divulgado, que teria uma reportagem gravada de 1991, mostrando as mesmas cenas, quando da invasão do Kuwait.
Apesar de não aparecer nenhuma informação séria no e-mail, ele virou uma febre. Somente no dia 16 a redação do Relatório Alfa recebeu mais de 180 versões dele, em três idiomas, enviados por leitores que se sentiram enganados pela CNN.
Assim que o Relatório Alfa teve acesso às imagens (enviadas em um dos emails), separamos a foto de uma criança usando uma camiseta da Seleção Brasileira. Parece que quem forjou a mensagem esqueceu disso. Ampliamos a foto (que você pode ver em detalhes em <www.relatorioalfa.com.Br> e imediatamente contatamos Ela Camarena, estilista de moda esportiva e professora da Faculdade de Moda Santa Marcelina, em São Paulo. Ela já trabalhou para as mais importantes marcas esportivas e nos deu o contato para que o Relatório Alfa pudesse verificar a data em que o Brasil passou a ter aquele modelo de camiseta.
O e-mail que está varrendo a rede afirma textualmente o seguinte: "As imagens vendidas e veiculadas pela CNN como sendo de palestinos comemorando o ataque terrorista ao WTC são na verdade imagens de uma comemoração de palestinos pela invasão do Kuwait pelo Iraque em 1991!!! Sim, a CNN cometeu o crime de veicular uma imagem de 10 anos atrás para provocar um estado de espírito pró-guerra em sua audiência! O meu professor, aqui no Brasil, tem fitas de vídeo com gravações de 1991, com as mesmas imagens; ele esta mandando e-mails para CNN, Globo (a maior rede de TV do Brasil) e jornais, denunciando o que eu mesmo classifico como um crime contra a opinião pública."
O Relatório Alfa separou a foto do menino usando a camiseta do Brasil e comparou com todas as imagens dos uniformes da Seleção Brasileira até o ano de 1994. Conclusão: nenhuma camiseta do Brasil tinha aquele modelo. Na verdade, segundo apuramos, a lista lateral colocada no ombro da camiseta foi inventada pela Nike, que passou a produzir a camiseta a partir de 94/95. Portanto, o vídeo não pode ser de 1991.
Mais uma vez, o Relatório Alfa ajuda você a descobrir o que não querem que você saiba.
Aldo Novak, editor do Relatório Alfa
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