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Edição de Marinilda Carvalho
Às vésperas do início da Copa do Mundo 2002 – Rivaldo ou Denílson? – e em plena temporada de Fórmula 1 – Rubinho ou Schumi? –, a maioria das mensagens fala de esportes (ou negócio, como vêem alguns). Também é destaque a incúria do tripé satânico da internet brasileira – operadora, provedor, Anatel –, que transforma a vida do internauta brasileiro num inferno. Quem é o culpado? E a vítima?
Também mereceu ampla atenção do leitor o artigo "Por que Caetano Veloso é tão citado"?, do escritor Deonísio da Silva. Vale a pena conferir as opiniões publicadas aqui no Caderno. Na seção Armazém Literário há até um articulista que considera a pergunta fruto da inveja de Caetano que Deonísio carrega no peito.
No Observatório a tribuna é livre, escolha a sua interpretação favorita.
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Nota da Redação: O Observatório da Imprensa não publica mensagens assinadas com pseudônimo ou iniciais. Cartas só serão acolhidas quando claramente identificada sua autoria.
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COPA DE VACAS MAGRAS
Só pelo velho radinho
Não precisa ir aos grotões do Brasil profundo [referência a artigo de Alberto Dines, ver remissão abaixo]: aqui em Recife, no bairro de Boa Viagem, especificamente no meu prédio, na Rua dos Navegantes, é impossível receber um sinal de boa qualidade da Globo local; assim, temos uma parabólica aberta e, com a decisão da Globo de cortar o sinal, ficaremos sem assistir aos jogos... Pelo jeito, vamos apelar para o velho e bom rádio de pilha "ouvindo" a transmissão dos jogos em pleno século 21.
Eloisa Moraes
Tanto satélite para quê?
Fora a confusão, a falta ou o excesso de "esperneio" por parte da TV Globo, seria cômico, se trágico não fosse, o fato de que antigamente não se assistia aos jogos porque não havia tecnologia para tanto, e hoje, século 21, estamos quase na mesma penúria. Em 1970, a primeira Copa ao vivo pela TV foi um grande sucesso! Eu, que não sou jornalista nem nada, lembro-me nitidamente de todos os jogos do Brasil, com seus respectivos resultados.
Hoje, paradoxalmente, temos tecnologia, satélites para todo os cantos, mas tem gente que não vai assistir pela TV porque "o objetivo dos donos dos direitos é impedir a exploração das imagens dos jogos por quem não pagou por eles". Novos tempos! Vivas ao deus lucro e ao mercado (quem é ele mesmo?). Danem-se os telespectadores e apaixonados torcedores! Em tempo: não tenho parabólica, e vou assistir à Copa pela TV comum mesmo (mas não às 3 da manhã, que o sono não deixa!).
Roberto de Barros Emery Trindade
Desculpas pífias
O que não entendo dessa situação toda é que a Globo age diferentemente interna e externamente. Internamente, obriga os clubes a aceitarem cotas mais baixas (mesmo tendo acertado outras antes), pune os clubes que não se submetem, transforma o futebol em mero "show anti-Gugu", obriga os torcedores a voltar para casa quase à meia-noite (pois O clone não pode acabar cedo) e outras coisinhas mais.
Externamente, paga US$ 200 milhões pelos direitos de transmissão, e com a crise não consegue reduzir as cotas e não consegue vender a retransmissão, transmite os jogos no horário em que a Fifa determina e ainda se rebaixa e aceita que 22 milhões de pessoas fiquem sem a Copa por "força" de contrato.
Será que a Fifa é forte (tem um presidente agonizando) ou o Brasil é fraco? (Quem aceita tudo que o Big Brother determina?) Esse papo de que a Globo obedece às regras é tão pífio e alienado [ver remissão abaixo para carta da Globo] e como dizer que a Globo não ajudou Collor em 89. Pois bem, a Globo aceita as regras, mas as regras são feitas por aqueles "ajudados" pela Vênus Platinada. Talvez o BNDES esteja obedecendo às regras ao ajudar uma empresa dita falida também.
Leandro de Andrade Cardoso
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Protesto da Globo – Luiz Erlanger, Caderno do Leitor
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