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FÓRMULA 1
Vitória moral vale 6 pontos
Indignação. E só. A Fórmula 1, de esporte, transformou-se em farsa. Não sejamos ingênuos: há tempos isso ocorre, mas esse medíocre joguinho de equipe nunca, até onde me lembro, foi tão explícito e vergonhoso. E quem mais perde com isso somos nós, telespectadores e (ex)fãs do esporte. Sim, porque o Rubinho continua engordando sua conta bancária, enquanto o alemão, hipócrita como sempre, ao ceder "seu" lugar no pódio foi visto como o "bom samaritano" – como se, em tais circunstâncias, fosse possível outra atitude; me sinto uma verdadeira idiota por ter acordado cedo em pleno domingo e, principalmente, por ter acreditado que a vitória seria de Barrichello. E tenho certeza de que milhares de brasileiros compartilharam esse sentimento.
A Ferrari também saiu prejudicada. Foi a primeira vez que vi a escuderia sendo vaiada por seus tifosi. Aliás, a imagem captada pelas câmeras de TV foi assunto para toda a mídia durante toda a semana. Mas é lógico que nada mudará, nenhuma punição, nenhum pedido de desculpas, porque o que move a Fórmula 1 está longe de ser a paixão de seus torcedores...
Thatiana
Melozo
Queriam o quê?
É engraçado o desconhecimento das coisas do mundo mostrado por jornalistas brasileiros. Os coleguinhas ficaram chocados com o baixo nível da cerimônia do Oscar, a que assistiram para torcer pela premiação de filmes brasileiros. O que esperavam da indústria do cinema? Que não fosse indústria? Agora, nova leva de coleguinhas fica chateada com a ordem da Ferrari e a obediência de Rubinho. O que eles esperavam desta vez? Que negócios não fossem tratados como negócios? Que fossem tratados como esporte?
Carlos Balista
A caneta e a tampa
Com respeito do artigo "Mídia fez da F-1 circo e logro", gostaria de chamar a atenção para o parágrafo a seguir que, acredito, ficou um tanto mal formulado: "Nada mudará no mundo se a F-1 acabar. Experimente-se suprimir o basquete, o futebol (...)" Ora, a F-1 (uma subcategoria do automobilismo) não pode ser comparada a esportes num sentido mais amplo. É evidente que a F-1 é menos importante do que qualquer esporte, quando tal esporte é considerado como um todo.
Desta forma, creio que a comparação é descabida, e pode induzir o leitor contrariamente à F-1. É como afirmar que a caneta é mais importante do que a tampa. Isso é óbvio, pois a tampa é parte da caneta.
Rogério Camboim
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Mídia fez da F-1 circo e logro – A.D.
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