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REVISTA ZERO
Análise legal, mas...

Achei legal a análise da revista Zero por Fábio Leon Moreira no Observatório. Acho que só desliza em dois momentos, como falar que somos pouco conhecidos da mídia impressa. Mas aí é uma questão subjetiva, já que trabalhei anos como repórter da Folha, passei pela Carta Capital, escrevi para Caros Amigos, trabalhei na Abril etc.. Onde faltou eu passar para deixar de ser total desconhecido? E também quando você colocou: "Corre o risco de se transformar, na melhor das hipóteses, em um pequeno furacão editorial enquanto durar o fôlego de suas futuras edições." Nesse ponto a gente não sabe. Pode até ser que você tenha razão, afinal moramos no Brasil, mas estamos lutando para que não, e uma análise como essa fica um pouco preconceituosa, sei lá... Mas foi legal ler sua avaliação. Legal mesmo.

Luiz César

 

TEORIA DOS JOGOS
Confusão comum

Infelizmente, também o artigo comete o erro mais comum em textos jornalísticos de pretensão epistemológica (José Whitaker Penteado, por exemplo, acabou de cometê-lo no Jornal do Brasio): a confusão entre relações (físicas) de causa-e-efeito e relações (lógicas) de princípio-conseqüência. Nas primeiras, dada a causa, segue-se indefectivelmente o efeito; nas segundas, dado o princípio, segue-se apenas normalmente a conseqüência. As más relações entre Lula e os bancos são, evidentemente, de princípio-conseqüência, nas quais, felizmente, o determinismo não impera.

Clauze Ronalde de Abreu

 

ESTADÃO
Faltou o Mandela

Abaixo, carta que enviei ao Estado de S. Paulo a respeito de matéria sobre festival de cinema em Nova York publicada no domingo 19/5.

José Luís Solazzi

"Gostaria de expressar minha indignação, enquanto leitor deste jornal, acerca da fotografia inserida na página C4 do Caderno Cidades. Na fotografia em que o prefeito "Bloomberg discursa na abertura do Tribeca Film Festival, ladeado por De Niro, Hugh Grant e Whoopi Goldberg", há um lapso jornalístico e uma desinformação política radicais e assustadoras. Esqueceram de enunciar que ao lado do prefeito estava Nelson Mandela!! Depois de anos de clausura pela defesa dos direitos, lutando contra o racismo instalado em África, Mandela tornou-se um exilado!! Se antes era ator político na clausura, agora, é alvo da desatenção e da pressa numa sociedade do instantâneo, na qual o olhar jornalístico destaca celebridades, algumas famosas por atividades públicas questionáveis pela moral vigente. Educação política é imprescindível a um jornal tão respeitado. José Luís Solazzi, leitor indignado d’O Estado"

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