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MEIO AMBIENTE
Rara comparação de programas

Foi com alegria que li o artigo de Isabel Roque. Infelizmente, talvez a única análise – pelo menos divulgada na mídia – sobre os programas de governo dos candidatos em relação ao meio ambiente. Então, ficam aqui meus efusivos elogios, porque além de ser uma análise isenta, imparcial e de visível competência, aprofunda a discussão sobre o mais importante tema – que deveria ser central – do programa de governo para a Presidência. Infelizmente, nestas eleições mais uma vez a questão ambiental foi tratada de forma periférica, por ambos os candidatos. Lula fez seu programa com equipe, da qual fez parte o Gabeira, lá pelos idos de maio/junho, portanto, já no calor da campanha eleitoral e sem grande aprofundamento em discussões temáticas.

E nenhum dos dois candidatos dedicou um único programa de TV especialmente sobre meio ambiente e ecologia, o que é lamentável, porque na nossa visão a questão ambiental está no centro de todas as outras e é a raiz da grande maioria de todos os outros problemas. Nos oitos anos de governo FHC pudemos acompanhar com detalhes o trabalho realizado e reconhecemos que houve avanços muito significativos e importantes, embora sem grandes revoluções, porém é digno de mostrar que inegavelmente pudemos evoluir para uma maior discussão da temática ambiental e encaminhamento de soluções de muitos dos problemas cruciais, inclusive destacando-se o trabalho de Sarney Filho, que na opinião da cúpula ambientalista do país foi surpreendentemente muito bom.

Destaco esse aspecto para mostrar que se houve avanços no governo FHC é preciso agora avançar mais ainda, porque o meio ambiente não pode esperar e o tempo da natureza é diferente do tempo do lucro e da riqueza, devorador dos recursos naturais e que rapidamente conduz o planeta à destruição. Ressalto ainda que o artigo está circulando na corrente ambientalista de ONGs e do PV, com amplo destaque, conforme e-mail que ontem recebi. Saudações verdes,

Edward Wilson Martins

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Os candidatos e o meio ambiente – Isabel Rebelo Roque

 

QUEM É QUEM
Isenção e donos da mídia

Sou iniciante na profissão e – levando em conta o próprio discurso do Observatório – gostaria de saber se existe uma lista com nomes de financiadores e amigos dos principais meios de comunicação do país. Andei me informando e soube que a Editora 3, por exemplo, pertence a Orestes Quércia. Isso ajuda a ler tudo de outra forma. Eu, por exemplo, sou assinante da revista Istoé, e já percebi que os ataques a Lula estão mais tênues e a abordagem das notícias parece favorecer o PT. Talvez isso seja explicado pelo "apoio" de Quércia ao petista... Ou estou errado?

De qualquer forma, acho que sabendo quem são os grupos donos de meios de comunicação fica mais fácil entendermos essas posições. Uma lista dessas auxilia qualquer leitor desinformado ou aqueles que, como eu, viveram pouco e têm de ler a história da imprensa para ligar o passado ao futuro.

Luiz Christiano, aluno de Jornalismo da Unisul-SC

Nota do OI: O Observatório publicou matéria sobre o assunto e entrevista com o jornalista Daniel Herz, que estudou o tema, na edição 169 [ver remissão abaixo].

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Quem são os donos da mídia no Brasil – Luiz Egypto

"A sociedade deve ensinar a Globo a civilizar-se" – Entrevista / Daniel Herz

 

DEZ ANOS DE COLLOR
Tema incômodo para o jornalismo

Debatendo o tema tão incômodo para o jornalismo nacional, o autor põe realmente um dedo na ferida da classe. Denuncia uma moda criada pelos nossos exemplos do Norte, que parecem ter como meta principal o "show" de informação, e a notícia em si, importante, necessária, soberana, é negligentemente abandonada. Não que eu queira discordar do que, na verdade, considero vergonhoso. Mas olhando pelo ângulo do profissional formado, que (precariamente) trabalha num jornalzinho de quinta, que está com seu salário atrasado há meses, que tem uma filha de um divórcio para criar, que é humilhado todos os dias por seu editor, que condena à galhofa tudo o que escreve por ter mais qualidade do que o editorial...

Pensemos nele, o profissional que daria tudo por uma chance no Jornal Nacional, tudo mesmo, se bobear até a vida. Se um cara desses recebe nas mãos uma gravação explosiva e se vê com chances de ser destacado no seu ramo profissional, o que primeiro lhe virá à mente? O instinto de produzir uma notícia de boa qualidade apurativa, sem nenhum ponto obscuro ou sem sombra de dúvidas? Ou a primeira chance na sua vida de ser louvado por uma das grandes revelações da mídia? É muito fácil saber, é só se por no lugar dele. Ele provavelmente irá pensar como o povo brasileiro se esquece facilmente das coisas, e, além do mais, que todo político é corrupto no Brasil, só se mudam para Brasília.

Quero deixar muito claro que em nada concordo com esse pobre indivíduo que certamente perdeu ou deixou de lado todos os seus bons valores aprendidos com os pais, depois de ter enfrentado editores vendidos ou submetidos que o censuravam e que o diminuíam no seu potencial. Quero deixar mais claro ainda que o meu ideal é acima de tudo a verdade dos fatos, e que é para isso que vou me formar em Jornalismo. Só quero deixar registrado o outro lado da mídia. O lado pobre, censurado para focas sem bons anos de "experiência" profissional. Quero acima de tudo a justiça.

Um abraço desta estudante universitária idealista e, por que não, sonhadora, que pretende um dia orgulhar a família com uma matéria denunciativa de qualidade e que tenha alguma importância para a evolução da espécie jornalística.

Angeli Braga

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Denuncismo e escandalismo não "colam" mais – Alberto Dines

 

LEITOR-TESTEMUNHA

Em que jornal acreditar?

Realmente! Em que jornal acreditar? Qual o papel de um jornal? Excelente texto. Ver a notícia de dentro é uma experiência única. Como é ressaltado no artigo, a verdade deve prevalecer sempre.

Cássio Maffazzioli

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Eu estive lá, vi e ouvi tudo – Walter Karwatzki Chagas

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