segunda, 17 de fevereiro de 2020 ISSN 1519-7670 - Ano 20 - nº 1074

Abrindo as cortinas da História

Hoje (26/10) ouvi na Rádio Nacional, no programa Observatório da Imprensa, uma reportagem que poucos jornais escritos e redes de televisão têm a coragem e/ou liberdade para divulgar para a sociedade (ver “Abrindo as cortinas da História – Convite à investigação”. Estão de parabéns. Gostaria que os entrassem na campanha contra a flexibilização do programa A Voz do Brasil, ou seja, a extinção de um programa que é uma das únicas coisas que o Brasil ainda cultiva na sua essência totalmente brasileira, sem a interferências das elites corruptas e do capitalismo selvagem. Muitas das informações transmitidas pela Voz do Brasil, os cidadãos brasileiros jamais escutariam em qualquer outro veículo de comunicação. O projeto de lei Nº. 595/03, que flexibiliza o horário de exibição nas rádios do programa a Voz do Brasil, prevê sua veiculação entre 19h e 22h. Entidades como a Fenaj são contra a proposta. Apesar desse projeto já haver sido aprovado na Câmara dos Deputados, em primeiro turno, e no Senado, vamos fazer uma campanha para que não seja aprovado no segundo turno na Câmara dos Deputados, pois o próximo passo é apresentar um projeto para a extinção em definitivo desse programa jornalistico, de tamanha relevância patriota e informativo para a sociedade brasileira. (Luís Barbosa de Moura, funcionário público, Taguatinga, DF)

 

USP/Filosofia

Acabo de voltar da USP/Filosofia e verifiquei que os estudantes estão bem, apesar de muitos deles estarem machucados pelas agressões da polícia. Há estudantes com marcas de cassetete e alguns tiveram até cortes por conta do tamanho da força utilizada. Os estudantes estão com medo de serem marcados e perseguidos pela polícia. Andam de rosto coberto pelas camisas e estão arredios a tomar qualquer atitude junto à corregedoria e ouvidoria das polícias, pois não confiam num estado que se comporta dessa forma. A imprensa tem feito uma cobertura extremamente reacionária e moralista, tratando os estudantes como delinquentes e bandidos, chegando a citar que “vários estudantes foram vistos 'portando' latas de cerveja”, como se isso fosse proibido ou mesmo condenável, o que só pode ocorrer dentro de um conceito moral e, portanto, parcial e destoado das aspirações de liberdade e do Estado laico e democrático de direito. A pauta deles vai desde o questionamento do convênio que internalizou a polícia militar dentro da USP, o que não ocorria desde a ditadura, ao combate à desativação do memorial da raça negra da USP. Fui lá na condição de coordenador de Direitos da Cidadania, direitos humanos e políticos do Setorial Jurídico Estadual do PT, para oferecer ajuda e solidariedade, mas o que verifiquei é que o medo da perseguição ilegal por parte da polícia está muito forte e como se trata de jovens estudantes que têm a sensação à flor da pele, eles não devem estar errados. O Observatório seu trabalho é muito importante neste caso, pela referência e para coibir, ao menos um pouco, o massacre que a mídia reacionária está fazendo com nossos estudantes (Rodrigo Frateschi, advogado, São Paulo, SP)

 

Represálias

Em Passo Fundo, um jornalista sofreu represálias por parte do secretário de Administração da prefeitura. Ocorre que acontecimentos envolvendo o serviço público tiveram por parte do jornalista a devida atenção. Após ouvir e checar informações referentes a procedimento envolvendo o funcionalismo, cada qual em sua área específica, o jornalista produziu e postou inúmeros artigos com manifestações que são a expressão da verdade. Foram inúmeros os relatos de servidores lamentando as condições de trabalho e a falta de manutenção em equipamentos e veículos. Da população, manifestações quanto ao mau atendimento em hospital da prefeitura, bem como divergências de opinião relativas à direção tomada por gestores da atual administração. Fato que, posteriormente, reverte contra o jornalista, que aguarda sua “relotação”. No entanto, o memorando interno solicitando a mudança de secretaria permanece parado em poder do secretário de Administração Paulo Magro (PDT-RS), que por sua vez vai protelando a liberação do funcionário. Diante da possibilidade de melhorar a condição de vida do funcionário, proporcionando-lhe mais qualidade, Paulo Magro prefere aumentar seu ibope como gestor tacanho e retrógrado! E a responsabilidade civil como fica? (José Carlos Berton, jornalista, Passo Fundo, RS)

 

Parabenizar, elogiar e perguntar

Parabéns pelo programa, que acho o melhor na atualidade no segmento de jornalismo e imprensa. A pergunta: o fotógrafo, no caso do Valdivia, não estaria incorrendo em crime de violação de privacidade? Assisto sempre esse ótimo programa e desejo que continue sempre debatendo os assuntos abordados nos moldes atuais, ou seja, que o público entende facilmente. Um grande abraço e que Deus abençoe a todos. (Cicero Lobo Tavares, comerciário, Crato, CE)

 

Liberdade de Imprensa?

Não comecei ainda minha faculdade de Jornalismo, mas tenho dúvidas em relação à liberdade de imprensa. No meu site tem um mural de recados onde os internautas sempre postam recados criticando o prefeito. O prefeito me ligou, ameaçando-me de processo. Devo parar ou não? (Cleiton Oliveira Donato, estudante de Jornalismo, BA)