Em lugar de oferecer à opinião pública padrões edificantes e qualificados, a mídia nivela-se aos padrões mais desqualificados e aviltantes: vai na onda. E fica impossível distinguir jornalões de jornalecos, classe A da classe C, o camarote da galera.
Funcionam no México oito cartéis da droga. Os jornalistas que se atrevem a rastrear os movimentos desses grupos, e depois denunciá-los em suas matérias, são perseguidos, torturados, mutilados e quase sempre assassinados. Em geral à luz do dia.
Na rotina das redações, a preparação para as empreitadas jornalísticas existe desde que o jornalismo começou a tomar forma de empreendimento. No Brasil, os grandes jornais passaram a dispor de arquivos e, os jornalistas, a mudar a prática de cada um se virar por si.
Pela primeira vez desde que foi criada, 400 anos atrás, a imprensa, que se tornou a acompanhante do processo de construção da democracia e sua consciência crítica, está diante de uma coleção de desafios que podem colocar em risco sua sobrevivência.
Como
se tem dito nos últimos tempos, no Brasil até o passado é incerto. Mas não é só
no Brasil. História é a releitura que fazemos hoje de fatos dos quais quase
nunca fomos testemunhas ou sequer contemporâneos.
E se o Brasil conseguir lugar de membro permanente no Conselho de Segurança da ONU? E daí? Em que isso muda a vida do país? Em que muda a vida de cada um? A imprensa explica?
Enquanto detentores do poder político se queixam das iniciativas do Ministério Público, isto é, reclamam da aplicação da lei, do outro lado da vida real a coisa se dá de forma diversa.
A natureza física do livro impresso pouco mudou nos cinco séculos e meio de aventura histórica a ponto de definições tão assépticas e precisas poderem aplicar-se indistintamente a livros do passado, do presente e talvez do futuro.
No fim de 1996 decidiu-se levar adiante uma idéia inovadora: instalar uma TV
a cabo na Rocinha, a maior e mais populosa favela do Rio. A emissora ia de
encontro ao pensamento vigente de que favela é lugar de pobre e pobre não pode
se dar ao luxo de ter TV a cabo.
Após 67 anos e 13 dias, a BBC deixou de irradiar, em ondas curtas, os programas produzidos por profissionais brasileiros, diretamente da Bush House, no centro de Londres, para a audiência brasileira.