terça, 18 de fevereiro de 2020 ISSN 1519-7670 - Ano 20 - nº 1074

Morte que fez chorar

Miriam Leitão chorou. Não foi voz embargada, foi choro mesmo. Por acaso havia outros jornalistas na sala: choraram ao ouvir a veterana repórter deixar de lado sua cruzada ambientalista e suas análises sobre a economia, para falar sobre Zilda Arns. Foi nesta quinta-feira, às 12h30 no Repórter CBN.
Tirar lágrimas da audiência nem sempre é um recurso jornalisticamente correto. Sobretudo em trabalhos editados, parece truque. Mas comover-se ao vivo, diante do público, torna a profissão do jornalista menos burocrática, menos fleumática. Acaba com o mito da objetividade. Neutraliza os ressentimentos que a própria imprensa é capaz de produzir. Irradia humanidade. Miriam Leitão chorou quando falou em solidariedade –  Zilda Arns trouxe a noção de solidariedade para a vida pública brasileira.