NETBANCA (edi็๕es 151 a 160)

Pesquisa: Beatriz Rinaldi

 

Comunicação em revista

Pensamento Comunicacional Latino-Americano (PCLA) é uma revista científica digital publicada pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) em parceria com Asociación Latinoamericana de Investigadores de la Comunicación. Tendo como proposta difundir o trabalho de autores desta parte do continente – e um público-alvo formado por estudantes, profissionais e pesquisadores da área –, a PCLA publica artigos, entrevistas, perfis, lista de eventos e resenhas de livros e revistas de Comunicação.

No último número – de janeiro deste ano – a seção "Projetos" apresenta os programas desenvolvidos na América Latina em 2001, como o COMSALUD, tocado pela UMESP, que tem como objetivo "integrar a informação como um insumo no sistema de saúde", ou seja, utilizar a mídia para informar o público sobre questões básicas de saúde, em especial sobre prevenção de doenças. No "Fórum Livre", estudantes e pesquisadores discutem televisão aberta, concentração dos meios de informação e jornalismo científico.

A PCLA publica quatro edições por ano. Os números anteriores, desde o primeiro – de outubro de 1999 –, estão disponíveis para consulta no sítio de internet. Alguns textos estão em português, outros em espanhol.

PCLA

Portal de mídia

Infoprensa é um portal de internet que reúne links para mais de 6 mil publicações – jornais, revistas, sítios de agências de notícias – separadas por assunto (cultura, esportes, informática) ou região (mais de 120 países listados). A página oferece gratuitamente o iMagazine, um "boletín mass media" quinzenal (o único em língua hispânica, garante o sítio) que envia artigos sobre mídia por e-mail aos inscritos.

Vale a pena conferir a seção "Periodismo de Investigación", que apresenta tópicos bem interessantes: define o que é jornalismo investigativo, sua origem e legislação em vários países europeus e nos EUA, comenta métodos de pesquisa, classifica tipos de fontes de informação e não esquece de descrever os perigos da profissão. Em espanhol.

Infoprensa

 

Janela para a mídia

"Una ventana al mundo de los medios." Este é o slogan da revista online Etcétera, publicação mensal que apresenta ensaios, entrevistas e resenhas de lançamentos literários, tudo a respeito de mídia.

No último número, a seção especial "Estereótipos" reúne análise de quatro colunistas sobre a construção midiática de "estrelas efêmeras" do pop adolescente e "paradigmas estéticos" da atualidade. Em outras seções, um jornalista comenta a cobertura confusa da reforma fiscal no México pela imprensa local e um professor de Comunicação aborda o uso político do humor, em especial na televisão. Raúl Trejo Delarbre, editor de Etcétera, assina "Fast food cultural", belo artigo sobre o sociólogo Pierre Bourdieu, morto recentemente. Vale a pena pesquisar o arquivo da revista, que guarda edições desde novembro de 2000. Os últimos números trataram do fenômeno Harry Potter e da atuação dos correspondentes de guerra. Em espanhol.

Etcétera

 

Internet e tecnologia

Tudo sobre novas mídias, internet e telecomunicações no continente europeu, promete a página. Fundada em 1998 pela Van Dusseldorp & Partners, uma companhia de pesquisa de internet, Europemedia cobre "do Atlântico aos Montes Urais, do círculo Ártico ao mar Cáspio".

O sítio reúne notícias por país ou por tema – desde e-commerce e publicidade online a tecnologia da informação. Uma parte interessante é a que trata da regulamentação do setor, que divulga as políticas dos governos europeus a respeito de assuntos como votação eletrônica e expansão de serviços de banda larga. Além de uma vasta coleção de links, Europemedia oferece gratuitamente uma newsletter semanal que pode ser personalizada pelo internauta. Em inglês.

Europemedia

 

Monitor russo

What the Papers Say (WPS) – "O que os jornais dizem", em português – é uma agência independente de monitoramento da mídia russa que funciona desde 1987 oferecendo serviços pagos para empresas (clipping de jornais e transcrições de programas de TV). Entre seus clientes estão agências governamentais, instituições financeiras e organizações noticiosas como Chicago Tribune, La Reppublica, Newsweek e Tokyo Shimbun. No sítio, no entanto, o acesso às seções é livre e o internauta ainda pode assinar a Politruk, uma newsletter semanal de política.

A página tem visual atraente e moderno, com muitos desenhos, animações e navegação fácil. No índice, em Russian Printed Media Guide, estão dados sobre os 500 veículos de comunicação que a agência monitora – circulação, freqüência e contato editorial. Clicando em Newsroom, temos links para as principais manchetes do dia, a coluna de análise semanal Defesa e Segurança, a seção Business Lunch – "almoço de negócios" – uma reunião de notícias sobre os diferentes setores da indústria local, e arquivos de matérias sobre o acidente do submarino Kursk e as eleições de 1999-2000.

Vale destacar o extenso dossiê Rússia contra o Terror, uma seleção constantemente atualizada de reportagens e artigos publicados pela WPS desde 11 de setembro, que cobre tanto a posição oficial quanto a reação do público, retratada pela mídia local.

Por apresentar o que é discutido na mídia russa, What the Papers Say é uma fonte de informação valiosa sobre o país. Versões em inglês e russo.

What the Papers Say

 

Portal para jornalistas

Pressnet é um portal especializado em Comunicação Social que reúne uma extensa coleção de recursos de internet para jornalistas. São links para publicações em todos os continentes, organizações de jornalistas, artigos, dicionários, conversores de moeda e ferramentas de busca (os buscadores temáticos são particularmente interessantes: procuram desde biografias e manuais a frases célebres).

A seção "Alerta: กPeriodista en Peligro!" publica denúncias de ameaças e ataques a jornalistas e à liberdade de imprensa em todo o mundo, feitas por entidades como Repórteres sem Fronteiras e Comitê de Proteção a Jornalistas. Na página pode-se também assinar o boletim Pressnet, que envia por e-mail notícias profissionais e ofertas de emprego. Seu criador, o jornalista espanhol Rafael Angel Fernandez Gutierrez – membro da Asociacion de la Prensa de Sevilla, da Federacion Internacional de Periodistas e da Asociacion de Periodistas de Internet - organiza o sítio desde agosto de 1998. Em espanhol.

Pressnet

 

Mídia canadense em revista

Thunderbird é uma revista trimestral online produzida por alunos de Jornalismo da University of British Columbia, em Vancouver (Canadá). Com o propósito de comentar a cobertura da imprensa, a edição atual – de dezembro de 2001 – tem a seguinte pergunta como manchete: "Convergência: o que isto significa para a mídia canadense?". Além de traçar o cenário de media ownership no país de forma bem explicativa – indicando num mapa interativo os proprietários de meios de comunicação em gráficos de cada província –, vários artigos comentam o impacto de fusões de companhias sobre o conteúdo noticioso.

Na seção dot.Comment, jornalistas são convidados a escrever para o sítio. Ian Hanomansing, repórter da CBC Canadá, assina a matéria "Onde está a cobertura da convergência?", em que lamenta que o debate a respeito da concentração de mídia, motivo de preocupação nas décadas de 70 e 80, tenha perdido força e espaço desde então. Em Talk, reportagens contam como foram os encontros com palestrantes convidados da faculdade; e o Writer’s Quill desta edição apresenta relatos pessoais da experiência de alunos estrangeiros no país: o jornalista chinês Frank Qi reflete sobre a cobertura de notícias internacionais por jornais do Ocidente.

No arquivo, estão disponíveis edições desde 1999. A página também oferece endereço de e-mail para assinar a newsletter gratuita. Em inglês.

Thunderbird

 

Jornalistas e ativistas

Media Alliance é uma organização sem fins lucrativos que há 25 anos promove treinamento de jornalistas, ativistas políticos e comunitários na área de São Francisco, EUA.O centro publica MediaFile, uma revista online bimestral que analisa o desempenho da mídia local. Os artigos são escritos por repórteres e ativistas, e o último número – de maio/junho de 2001 – comenta a cobertura da crise energética pela imprensa americana e traz uma matéria interessante sobre jornalistas como agentes de mudança social.

Além de muitos links para organizações de mídia, a página mantém um arquivo de edições antigas (desde 1997) com índice de assuntos como imprensa alternativa, análise de mídia e censura. Na seção de livros e filmes, vale a pena conferir a lista (comentada) de livros de crítica de mídia, recomendados por professores de jornalismo. Em inglês.

MediaFile

 

Internet, uma ferramenta jornalística

O premiado sítio USUS, The Usually Useful Internet Guide for Journalists (Guia Geralmente Útil de Internet para Jornalistas), foi criado em 1998 por sete colegas de um curso de jornalismo eletrônico na Universidade de Estocolmo, Suécia. Feita para iniciantes, a página contém um pequeno dicionário – bem explicativo – de elementos da web, história da internet e introdução a técnicas de pesquisa.

Os artigos de USUS ensinam a não se perder no meio de tanta informação disponível, apresentando links úteis para a profissão - bibliotecas, softwares, ferramentas de busca - e até dicas de serviços e bancos de dados pagos que valem a pena. Entre as muitas técnicas de pesquisa mencionadas, o guia mostra como conduzir entrevistas virtuais (além de analisar seus prós e contras), como checar fontes de notícias online (dica muito interessante) e trata de direitos autorais na web (sim, eles existem) - tudo para que jornalistas aprendam a usar melhor e de forma profissional um instrumento tão útil como a internet.

USUS

 

Mídia africana

ParMA (Partners for Media in Africa) é uma rede criada em 1996 para incentivar e facilitar a troca de informações entre patrocinadores da mídia africana. A associação elabora relatos detalhados sobre a situação da imprensa em cinco países - Benin, Etiópia, República dos Camarões, Burundi, Nigéria, Togo e Chade -, disponíveis para download no sítio. Estes media status reports são arquivos pdf que, em aproximadamente quinze páginas, traçam o contexto político e econômico do país, a legislação e a atuação de instituições ligadas à mídia, a situação financeira de empresas jornalísticas e o treinamento profissional de repórteres, além de listar os veículos existentes e algumas medições (de público, circulação, linha editorial...). O objetivo é atrair e orientar futuros doadores, mas esta página de diagramação simples e bonita e navegação fácil também se presta a informar leitores comuns, interessados em conhecer a realidade da imprensa africana. Em inglês e francês.

Partners for Media in Africa

 

Contra a imprensa marrom

O slogan é: "Encontrando a verdade atrás da notícia". A missão, oferecer uma alternativa ao excesso de banalidades que dominam o noticiário – "É ridículo que os principais jornais freqüentemente publiquem shows de TV, como Survivor, na primeira página", desabafam os editores. É preciso combater a dominação da yellow press (jornalismo marrom, no Brasil), os grandes veículos de comunicação que "exploram, distorcem e exageram" os fatos para atrair leitores.

Criada em outubro de 2000, Yellow Times é uma organização sem fins lucrativos que começou a aceitar doações em dezembro do ano seguinte, sendo esta sua fonte de rendimento, já que não divulga anúncios para não ter que "ceder às vontades dos investidores". A atitude é tão radical quanto a proposta editorial: "Já que os políticos são covardes demais para se opor abertamente às injustiças", o sítio decidiu "expor estes políticos ao público e informar o mundo das injustiças contra a humanidade".

Em tom não tão grandiloqüente, os colunistas – dos EUA, Canadá, Inglaterra, Rússia, Austrália e Nigéria – discutem temas atuais sob perspectivas diferentes da grande mídia. Como não poderia deixar de ser, a guerra contra o terrorismo é o principal assunto dos últimos meses. Alguns títulos são sugestivos: "Para que a paz prevaleça, o Ocidente primeiro deve ser justo"; "Os perigos de se negligenciar a África" e "Como a guerra americana contra as drogas ajudou Osama bin Laden." Os leitores cadastrados enviam comentários – geralmente extensos – que são publicados logo abaixo do texto, promovendo debates interessantes (só o artigo sobre a África recebeu 21 mensagens). Atualizado a cada dois dias, os artigos podem ser recebidos por e-mail – basta registrar-se no sítio.

Yellow Times

 

Para aprimorar o texto jornalístico

A provocação está feita: "Por que nos encontramos neste sítio de internet? Porque você sentiu o temor mais importante desta profissão: você não é tão bom quanto quer ser. Irmãos e irmãs, eu conheço o sentimento". De forma bem-humorada, Bob Baker, vice-editor metropolitano do Los Angeles Times e newspaperman há 31 anos nos apresenta o sítio Newsthinking. Atualizada às segundas-feiras, a página reproduz trechos da sua newsletter, Nuts & Bolts, sobre a difícil arte de escrever jornalisticamente. Bob promete – e cumpre – comentar em cada coluna a construção de uma boa reportagem: como foi investigada e estruturada, quais foram as escolhas gramaticais e estilísticas, como fez o lead. Em alguns casos, o autor é entrevistado ou relata sua própria experiência (na série intitulada "How I wrote the story").

Em textos engraçados, Bob lista os 17 piores clichês jornalísticos e oferece um "guia para redatores e editores", ótimas dicas para melhorar seu texto porque, afinal, "há apenas dois tipos de jornalistas: os ruins e aqueles que estão se aperfeiçoando". Em inglês – e útil mesmo para quem escreve em português.

Newsthinking

 

Brasil independente

O sítio Mídia Independente é um centro autônomo que oferece informações alternativas e críticas que visam a contribuir para a construção de uma sociedade livre, igualitária e harmônica com o ambiente. Trata-se de um veículo alternativo para dar voz aos afônicos, atuando à margem da mídia corporativa, conhecida por distorcer fatos e interpretar casos de acordo com interesses de poucos e poderosos.

O Mídia Independente é uma rede internacional de profissionais de mídia engajados em causas sociais. O centro foi criado originalmente em Seattle, nos EUA, como forma alternativa de cobrir os eventos que levaram ao malogro do "Encontro do Milênio", da OMC (Organização Mundial do Comércio), em novembro de 1999. A idéia era construir um sítio para recepção e armazenamento de vídeos, imagens, sons e textos que poderiam ser publicados e reproduzidos sem copyright por qualquer pessoa ou qualquer órgão de mídia independente sem fins comerciais.

Segundo os organizadores, o que era um sítio de jornalistas independentes tornou-se também um espaço para os próprios manifestantes se fazerem ouvir. Começaram a publicar histórias, imagens de vídeo, sons e entrevistas que eles mesmos tinham produzido. À medida que os protestos antiglobalização foram se espalhando, outros centros de Mídia Independente foram sendo criados em toda parte onde os "novos movimentos" eclodiam.

Hoje, de acordo com o sítio, existem mais de 50 centros de Mídia Independente em mais de 20 países. O Mídia Independente do Brasil nasceu como desdobramento da organização do movimento antiglobalização em São Paulo que havia promovido um protesto no dia 26 de Setembro de 2000 (S26) quando FMI e Banco Mundial se reuniram em Praga. Em janeiro de 2001, o sítio brasileiro foi ao ar e, desde então, tenta marcar presença na cobertura de eventos ligados à luta social. O Mídia Independente é um projeto sem fins lucrativos, feito exclusivamente por voluntários.

Os movimentos sociais são destaque no sítio, particularmente movimentos de ação direta, os chamados de "novos movimentos", e as políticas às quais estes se opõem. Os idealizadores do Mídia Independente explicam que o sítio pretende ser apenas parte de uma ação maior. Não se trata, portanto, de um projeto ligado apenas à internet, "mas uma ponte entre a alta tecnologia (internet) e as tecnologias tradicionais de mídia (principalmente rádio e jornal)". A idéia, afirmam, é aliar as possibilidades técnicas da internet à difusão de informações por meios tradicionais.

Além de conferir reportagens com profundidade, pode-se assinar a newsletter do centro para receber as atualizações por e-mail. Diversos vídeos e a rádio do Mídia Independente também já estão no ar e podem ser acessados se o internauta possuir o Real Player ou programa equivalente no seu computador. Há outras seções que valem a pena visitar. Em português, inglês, espanhol e esperanto.

Mídia Independente

Sítio do barulho

A Big Noise Films é um grupo sem fins lucrativos que acredita que a mídia corporativa trabalha de forma a enfraquecer os indivíduos, entupir-nos de lixos consumistas e, mais que tudo, distorcer e cooptar vozes culturais alternativas. O objetivo da Big Noise é, como o próprio nome diz, fazer barulho para combater o monopólio da mídia corporativa, desenvolver canais alternativos de comunicação e lutar contra a apatia e o medo que cresceram do isolamento cultural.

No sítio da Big Noise, existem [dezembro 2001] seis filmes disponíveis e dezenas de videoclipes. A novidade fica por conta de um vídeo sobre os ataques de 11 de setembro ao World Trade Center. "Observamos os movimentos que a mídia ignorou ou estigmatizou. Movimentos cujas imagens mediáticas são calculadas para inspirar medo", dizem os organizadores. É difícil duvidar. Em inglês.

Big Noise

Ensaios latino-americanos

Chasqui é uma revista latino-americana de comunicação sediada em Quito, capital do Equador. De periodicidade trimestral, é publicada pelo Centro Internacional de Estudios Superiores de Comunicación para América Latina (Ciespal) há mais de 25 anos, sendo difundida principalmente na América Latina – mas também na América do Norte, Europa e países como Austrália, Coréia e Japão.

Trata-se de leitura indispensável para a formação de profissionais da comunicação social, promovendo uma análise dos veículos e dos processos de comunicação. A reportagem em destaque na atual edição é sobre o fascínio que os talk shows exercem sobre o público. São artigos extensos que tratam da mídia em toda a América Latina, principalmente a de língua espanhola.

Sendo a primeira revista de comunicação na região, é reconhecida pela qualidade do conteúdo. Nesta edição, além de artigo de Antonio Pasquali, venezuelano ex-subdiretor geral da Unesco e atualmente pesquisador da mídia, intitulado "Liberdade de imprensa ou liberdade de empresa?", Chasqui traz ensaios e uma seção de notas sobre a indústria, denominada "Periscópio Tecnológico", e bibliografia com resenhas curtas de obras sobre comunicação.

A publicação dirige-se a estudantes, docentes, pesquisadores, jornalistas e profissionais da comunicação como um todo. Interessados podem ser notificados por e-mail quando nova edição for ao ar. Em espanhol.

Chasqui

 

Mil jornais em branco

Exatos mil jornais totalmente em branco, eis um dos projetos lançados virtualmente mais interativos sobre mídia. Viajando de "mão em mão" por todo o mundo, 700 jornais já estão completos desde 8 de janeiro de 2000, data em que "foi dada a largada". Aqueles que encontram o "1000 Journals Project" poderão adicionar reportagens e desenhos, passando-os adiante em seguida. "Este é um experimento", diz a abertura do sítio, "e quem clicar no link abaixo, fará parte dele."

Mais de 25 países participam da brincadeira, que acaba por se revelar uma montagem de histórias e imagens parecidas com técnicas surrealistas de arte. O projeto é um experimento social independente e financiado por iniciativa privada. Pretende analisar a viagem que os mil jornais estão fazendo e o que é feito deles. O sítio é interessante e participar dele é divertido para qualquer tipo de público. Em inglês.

The 1000 Journals

 


A verdade de Israel

HonestReporting é um sítio atualizado constantemente para garantir que Israel receba cobertura justa da mídia. Ao analisar e determinar tendências anti-Israel, o sítio mobiliza seus assinantes para reclamarem diretamente ao agente noticioso responsável. A organização já conta com mais de 20 mil inscritos no mundo todo. O recebimento das newsletters incitando os usuários a tomarem uma atitude é gratuito e pode ser solicitado no sítio. Além disso, o internauta também pode enviar artigos próprios que denunciem uma imprensa depreciativa de Israel ou do povo judeu.

HonestReporting é patrocinado pela Media Watch International (MWI), uma organização apartidária, independente e sem fins lucrativos cuja proposta é estimular a mídia global a falar dos eventos em Israel e no Oriente Médio de maneira precisa e imparcial.

As áreas de informações errôneas e distorcidas mais reportadas pelo HonestReporting são de definições e terminologias mal-empregadas, cobertura desequilibrada, opiniões apresentadas como notícias, falta de contextualização, omissão seletiva e indução a falsas conclusões a partir de fatos verdadeiros.

O sítio foi fundado em outubro de 2000 por um grupo de londrinos preocupados com a imprecisão da mídia a partir da nova intifada palestina, iniciada em setembro de 2000.

Notícias, editoriais, quadrinhos e fotos toda semana são postos na berlinda por desfavorecerem Israel. Nada escapa ao olhar crítico e analítico de HonestReporting. Dividido em três seções, a primeira denuncia casos de reportagens parciais e ofensivas a Israel. A segunda oferece um troféu virtual simbólico aos bons exemplos tratamento correto a Israel. A última apresenta os resultados obtidos pelo HonestReporting e seus mais de 20 mil assinantes. Em inglês, espanhol, italiano e russo.

HonestReporting

 

Observador argentino

O irmão argentino do Observatório da Imprensa chama-se Un Ojo Avizor e, infelizmente, já faleceu. Mas seu sítio guarda a última edição, de abril de 1999, e o debate central é incrivelmente atual no Brasil: a questão do diploma de jornalismo. "Estudar jornalismo e comunicação na Argentina... Paixão, dilema, moda ou problema?" é o título do longo artigo assinado por Daniela Blanco, editora responsável de Un Ojo Avizor.

Quem quiser os artigos completos, antes publicados na revista de mesmo nome, deve contatar a equipe. Um retrocesso em tempos de conteúdo gratuito em sítios do mundo inteiro. Quem sabe no futuro o projeto seja retomado e modernizado, para deleite dos observadores da mídia. Por enquanto, vale a visita para ler resumos dos artigos e conhecer o trabalho. Em espanhol.

Un Ojo Ovizor



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