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NETBANCA (edições 161 a 170)
Pesquisa: Beatriz Rinaldi
Z Magazine
na rede
Znet, versão
online da revista política independente Z, é
uma página cheia de recursos de pesquisa e informação
sobre diversos temas atuais, oferecendo uma visão alternativa
à veiculada na grande imprensa. A rede, que pretende reunir
"uma comunidade de pessoas comprometidas com mudança
social", apresenta uma enorme quantidade de textos em seções
de entrevistas, sítios comentados, matérias sobre
o conflito no Oriente Médio, a guerra americana contra o
terrorismo, a situação da Venezuela, Argentina e Colômbia
e a economia global (que abre com a seguinte citação
de Clarence Darrow: "Criminoso: pessoa com instintos predatórios
que não tem capital suficiente para abrir uma corporação").
Entre os colaboradores regulares da revista está o lingüista
Noam Chomsky, que tem um arquivo próprio de textos na página.
Em Resources,
há ensaios, estudos acadêmicos e cobertura jornalística
de temas como biotecnologia, a gigante energética falida
Enron, feminismo, Kosovo, África e relações
internacionais. Já as Watch Areas destacam observatórios
de direitos humanos, da América Latina e de ativismo, entre
outros: Alternative Media Watch coleta artigos da imprensa
alternativa, enquanto Watching Mainstream Media reúne
críticas à grande imprensa, produzidas por organizações
como a FAIR.
Todo o material disponível
na rede pode ser acessado em inglês, espanhol, italiano, japonês,
alemão, francês e em outros sete idiomas. Apesar da
navegação simples, novos usuários podem se
perder com tantos arquivos – vale começar a visita pelo sumário.
Znet
Pesquisa de mídia
Media Studies é
um sítio canadense de recursos de pesquisa de meios de comunicação
e pensamento crítico. A página reúne sítios
noticiosos, educativos e observatórios de mídia, úteis
tanto para acadêmicos e estudantes quanto cidadãos.
Páginas de destaque são brevemente comentadas, como
Action Coalition for Media Education; há também links
para conferências, projetos, listas de discussão sobre
Comunicação de Massa e Jornalismo e sítios
de organizações do Canadá, EUA, Reino Unido,
Japão, Rússia, China e diversos países do continente
africano. Em inglês.
Media
Studies
Dia da liberdade
de imprensa
Em comemoração
ao 3 de maio – Dia Internacional da Liberdade de Imprensa – a Associação
Mundial de Jornais (WAN) criou um sítio especial na internet.
A introdução explica que a data "existe para
reconhecer os sacrifícios feitos na luta por liberdade de
imprensa e para pressionar os governos que continuam a negar aos
cidadãos um direito humano básico. A mensagem do 3
de maio é que jornalistas em todo o mundo devem ter garantido
o direito de reportar livremente e sem medo".
A página tem
uma seção de cartuns e artigos, assinados por Ioana
Avadani, diretora-executiva do Centro de Jornalismo Independente
de Bucareste ("Não há liberdade sem independência
comercial"), Geoffrey Nyarota, editor-chefe do Daily News
e vencedor do Golden Pen of Freedom 2002 ("Amordaçando
a imprensa no Zimbábue") e a jornalista Elena Rykovtseva
("Imprensa russa: em busca de liberdade"), entre outros.
Há também
dados sobre os profissionais de imprensa mortos por sua atuação
(58 no ano passado) e os presos. Os países com maior número
de detenções são China (35), Nepal (17) e Turquia
(14). Destaque para as entrevistas com os presidentes Vaclav Havel
(República Tcheca) e Chen Shui-bian (Taiwan). Em quatro idiomas:
inglês, francês, espanhol e alemão.
World
Press Freedom Day
Comunicação
Cidadã
A Rede Brasil de
Comunicação Cidadã mantém um sítio
de internet com muitos recursos de pesquisa e informação
sobre meios de comunicação. Formada por ONGs, faculdades,
sindicatos e pessoas "que compartilham do ideal ‘comunicação
+ cidadania’", a rede tem agenda de eventos, cursos e seminários,
sistema de busca, sala de bate-papo, fórum de discussão
e lista de links para outras organizações. Há
também seção de sugestões de como contribuir
para a democratização dos meios de comunicação,
dicas de sítios com arquivos de áudio para download
e muitos artigos, história, links e leituras recomendadas
sobre rádio e TV comunitária, educação
e legislação do setor. A página lista rádios
virtuais online e publicações disponíveis no
sítio, como a cartilha do radialista ("Educação
para todos – um desafio para a comunicação")
e boletins da Rede de Comunicadores pela Educação.
Em português.
Rede
Brasil de Comunicação Cidadã
Avalie a notícia
"Noticiários
e imprensa da Baía de São Francisco", está
escrito na lousa desenhada. Abaixo, uma pergunta: "Você
pode confiar no seu noticiário ou jornal favoritos?"
Flechinhas levam a outras questões: como saber, com certeza,
se você não esteve lá? E como saber se o que
foi reportado foi a coisa mais importante? É difícil
avaliar a qualidade da notícia, conclui. "Mas chegou
a hora de o consumidor avaliar a mercadoria mais essencial da democracia!"
Clicando numa maçã, entra-se no sítio Grade
the News (Avalie a notícia), projeto da TV pública
do Vale do Silício e da Universidade de Stanford, cuja missão
é ajudar cidadãos a avaliar a qualidade das notícias
a que tem acesso. No grupo que forma a equipe está Ben Bagdikian,
ex-diretor da faculdade de Jornalismo da Universidade da Califórnia
e autor de Media Monopoly.
Uma seção
julga as escolhas editoriais de jornais e TV locais, premiando as
boas com estrelas e as péssimas com chapéus de burro;
já Recursos oferece links para sítios recomendados
e sugestões de revistas e livros. Em Sua Vez, o internauta
pode enviar comentários para um fórum de discussão
mantido pelo sítio.
Na primeira página,
o diretor John McManus comenta notícias atuais, como o resultado
do censo anual da Sociedade Americana de Editores de Jornais, enfocando
a presença de minorias na imprensa. Para enfatizar a importância
do assunto, McManus conta o famoso teste psicológico em que
uma foto de jovens negros se debruçando sobre o motor de
um carro numa rua escura é mostrada a grupos de estudantes
que, divididos por cor, deveriam dizer o que achavam da situação.
A maioria dos brancos achou que os jovens estavam roubando ou destruindo
o carro, enquanto os negros pensaram que eles tentavam consertá-lo.
"É por isso que diversidade é tão importante
numa redação. Jornalistas nos dizem o que está
acontecendo nos retratos que tiram da vida cotidiana dos eventos
e assuntos mais importantes", conclui. Vale a visita. Em inglês.
Grade
the News
Jornalismo
pontocom
DotJournalism é
um sítio de notícias de jornalismo online para profissionais,
com muitos links para recursos de pesquisa, organizações,
sindicatos e publicações na web, além de seções
especiais para redatores, cartunistas, editores e freelancers. As
Últimas Notícias são destaque da capa;
a página britânica oferece também uma newsletter
mensal organizada pelo editor Colin Meek, principal autor das matérias
extensas discutindo questões como a cobrança de acesso
a conteúdo, leis de difamação e copyright.
O sítio mantém um arquivo das edições
anteriores. Em inglês.
DotJournalism
Contra a violência
Segundo a Sociedade
Interamericana de Imprensa (SIP), 242 profissionais da imprensa
foram assassinados entre outubro de 1988 e julho de 2001 na América
Latina. Como combater essa impunidade? A pergunta está na
página inicial do sítio Impunidade Nunca Mais, "um
testemunho do compromisso de todos os jornalistas com a preservação
do direito da liberdade de informação" e relato
da violência por eles sofridos. "Muitos foram assassinados
no esforço de defender esse direito. Esta página foi
criada para que suas mortes não tenham sido em vão,
para honrar sua memória e sua luta, e para evitar outros
crimes."
Originalmente publicado
em livro, Impunidade divulga as conclusões da Unidade de
Resposta Rápida (URR), projeto da SIP que tem como objetivo
investigar novos casos de homicídio para determinar se foram
cometidos por motivos profissionais. A partir dos resultados, a
entidade pressiona para que os crimes seja esclarecidos. Entre os
membros da URR - que iniciou seu trabalho em janeiro de 2000 - está
Clarinha Glock, jornalista do Zero Hora.
A impressionante
seção Casos apresenta uma breve biografia e
os possíveis motivos do assassinato de 35 jornalistas do
Brasil, Argentina, Uruguai, México, Bolívia, Colômbia,
Guatemala, Haiti e Paraguai, enquanto Notícias acompanha
o desenvolvimento legal destes casos (prisão e julgamento
de suspeitos). A Tribuna está aberta à participação
dos internautas, que podem enviar mensagens. Em português,
espanhol e inglês.
Impunidade
Nunca Mais
Revista de comunicação
Razón
y Palabra, a "primeira
revista eletrônica da América Latina especializada
em tópicos da Comunicação", é uma
publicação bimestral do Departamento de Comunicação
do Instituto Tecnológico de Monterrey (México). Já
em sua 26º. edição, a revista apresenta artigos sobre
cultura, jornalismo, análise do discurso e atuação
política da imprensa; no arquivo, é possível
consultar todos os números anteriores.
Vale destacar as
edições especiais, que reúnem ensaios interessantes
sobre o reality-show Big Brother e a "geração
McLuhan", além de reproduzir trechos de livros (um deles
trata de meios de informação e Comunicação
Política no México). Em espanhol.
Razón
y Palabra
Comunicação
no México
A Revista Mexicana
de Comunicación foi criada em setembro de 1988 com o
objetivo de abrir espaço para debate e reflexão dos
meios e do jornalismo. De periodicidade bimestral, a publicação
já conta com 73 números, embora apenas as duas últimas
edições estejam disponíveis no sítio
de internet.
A publicação
é mantida pela Fundação Manuel Buendía,
associação civil que divulga a obra e o pensamento
do jornalista que lhe dá o nome – um colunista mexicano de
destaque, morto em 1984 por exercer sua profissão. Além
da RMS, a fundação desenvolve outros sete programas,
incluindo o anual Mexican Journal of Communication (em inglês)
e a Revista Iberoamericana de Derecho de la Información.
A edição
de janeiro-fevereiro de 2002 apresenta uma seção especial
dedicada ao 11 de setembro: estudantes de Comunicação,
professores e ensaístas assinam artigos que analisam a criação
midiática do "inimigo oficial" – Osama bin Laden
– por New York Times e El País, comentam a
polarização do discurso da imprensa americana e debatem
as origens da imagem do Islã e dos árabes nos Estados
Unidos. Em outra seção, há textos acadêmicos
sobre a imagem televisiva dos políticos, o discurso do presidente
mexicano Vicente Fox e a situação da Comunicação
no país. Alguns artigos não estão completos:
a página avisa que o texto integral só pode ser lido
na versão impressa. Ainda assim, vale conferir o material.
Em espanhol.
Revista
Mexicana de Comunicación
Observatório
italiano
Associação
italiana de defesa da liberdade de imprensa, Informazione Senza
Frontiere edita um sítio de internet com notícias
atualizadas de agressões contra jornalistas e da censura
e intimidação sofridas por meios de comunicação
em todo o mundo.
A página divulga
campanhas e apelos pela proteção de repórteres
que sofrem ameaças de violência e prisão, além
de artigos e entrevistas sobre a situação da imprensa
no Irã, dossiês especiais sobre a África, a
operação militar americana no Afeganistão e
a reunião do G-8 em Gênova. Afora uma seção
sobre internet e censura na China – produzida em inglês pela
Digital Freedom Network –, os textos estão em italiano.
Informazione
senza frontiere
Pela diversidade
no noticiário
News Watch, "a
história por trás da notícia", é
um projeto do Centro de Integração e Aperfeiçoamento
do Jornalismo da Universidade do Estado de São Francisco,
EUA. Financiado pela Fundação Ford, o sítio
de internet é feito em colaboração com organizações
de jornalistas hispânicos, negros, asiáticos e homossexuais,
e tem como missão promover uma cobertura mais justa de minorias.
Um exemplo deste esforço está no Style Guide,
que oferece links para ajudar jornalistas a cobrir de forma digna
comunidades do Oriente Médio.
Na primeira página
de News Watch estão artigos sobre a compra da Telemundo pela
NBC, no qual se discute a diminuição de latino-americanos
nas redações e na cobertura noticiosa; uma chamada
para a seção Milestones, produzida por alunos
de História do Jornalismo americano; e uma entrevista com
Steve Montiel, diretor do Instituto para Justiça e Jornalismo
da Annenberg School for Communication.
O projeto edita também
um jornal online: a reportagem de capa da última edição
(de 2001) comenta estudo que mostra que o número de matérias
sobre homossexuais aumentou nos últimos 10 anos nos noticiários
nacionais, embora o mesmo não tenha ocorrido nos locais.
Há também uma entrevista com o autor da série
de editoriais de um pequeno jornal de Vermont que ganhou o Pulitzer
de 2000 por apoiar a união civil entre casais do mesmo sexo.
A seção
From the Academy apresenta resenhas de estudos acadêmicos
que tratam de diversidade. Na edição atual, estão
artigos sobre um livro e uma pesquisa que examinam como a mídia
noticiosa americana cobre questões raciais. Em inglês.
News
Watch
Guia para
latinos
O sítio da
Latinos and Media Project (LaMP) tem uma belíssima introdução
em flash que brinca com a proposta de ser um "farol de informação
e recursos" para os interessados em estudar a presença
(ou ausência) de latino-americanos na mídia. Inaugurado
em 1997 pelo professor Federico Subervi, da Universidade do Texas,
a página pretende ajudar a orientar pesquisas sobre a questão
e destacar pessoas e organizações que ilustram o aumento
da participação deste grupo na área de comunicação
nos EUA, América Latina e em outras partes do mundo.
LaMP apresenta quatro
seções: Resources and Research, que conta com
uma base de dados (disponível para consulta online) que abrange
revistas, matérias de jornais, artigos acadêmicos,
bibliografia e resenhas de livros relacionadas ao assunto, além
de sinopses de projetos em andamento na universidade; a seção
de vencedores de prêmios de Jornalismo mostra biografias de
latinos que ganharam o Pulitzer e outras premiações
importantes do setor; Organizations traça uma mapa
de associações profissionais e observatórios
de mídia sensíveis ao assunto; e Media, um
diretório dos principais veículos noticiosos direcionados
para a comunidade latina dos EUA e links de interesse. Apesar de
não ser atualizado desde dezembro do ano passado, é
interessante conhecer o trabalho de grupos preocupados com a inserção
de minorias na mídia. Em inglês.
LaMP
Jornalismo multimídia
NewsPort é
um veículo produzido exclusivamente para internet, ou seja,
tem a proposta de ser multimídia. As histórias são
contadas a partir de fotos, animações, gráficos,
texto e áudio. A página explica: "NewsPort é
construído numa atmosfera universitária, livre de
coerção comercial, mas sensível às forças
de mercado que norteiam a mídia noticiosa. É um laboratório
onde a imaginação livre encontra as disciplinas do
jornalismo".
Lançado em
1996, NewsPort publica duas edições por ano. Em Coursework,
há dicas sobre webdesign e como escrever para a web, além
de links úteis para montar um sítio; uma informação
interessante é que 20% dos visitantes deixam a página
a cada 10 segundos que tiverem que esperar para baixá-la.
Recomenda-se, portanto, moderação no uso de gráficos,
que demoram para ser carregados.
A última edição,
de 2001, traz matérias sobre bombeiros voluntários
– uma bela narração montada com slides de foto e texto
– teatro hip hop, com muita música, e o diálogo entre
judeus e palestinos. Vale a visita, para conhecer uma experiência
bem-sucedida e ler boas matérias. Em inglês.
NewsPort
Biblioteca
de Jornalismo
Editado por Karla
Tonella, da Universidade de Iowa (EUA), o sítio Journalism
Resources conta com mais de 40 páginas de recursos compilados
para ajudar profissionais e departamentos acadêmicos de jornalismo.
Dividida em 13 seções, a página reúne
links – a maioria acompanhada por um breve comentário – sobre
ciberjornalismo, recursos de pesquisa, organizações
noticiosas, faculdades, grupos de discussão online e gênero
e raça na comunicação.
Bem completa, a seção
de legislação reúne links para temas como copyright,
Primeira Emenda da Constituição americana (que garante
liberdade de expressão), lei de telecomunicações,
censura e privacidade. Em inglês.
Journalism
Resources
Por um conteúdo
de qualidade
Os meios de comunicação
não apenas divulgam o que acontece, mas, como fonte de entretenimento,
geram suas próprias interpretações da realidade.
E conteúdos de "menosprezo aos valores familiares, desordem
sexual e violência" apresentam uma visão desequilibrada
que influi no comportamento individual e social. É inegável
a natureza pública desses veículos por sua capacidade
de formar opinião, pelo caráter de agente central
da comunicação da cultura e pelo valor da informação
para a vida democrática. Eles têm e devem ter liberdade
de expressão, mas também devem arcar com a responsabilidade
social.
A apresentação
é da ONG mexicana Asociación a Favor de lo Mejor (Associação
a Favor do Melhor), originada de uma campanha em 1997, que pretende
debater a qualidade do conteúdo dos meios de comunicação.
Apesar de dedicar bastante espaço às suas propostas,
a página oferece apenas dois artigos, em inglês, sobre
a violência na TV e o uso de V-chip, e uma seção
especial sobre o Big Brother, com análises do reality-show.
"Custou muito à humanidade sair da barbárie.
Por que nos empenharmos em regressar a ela?", pergunta o texto,
convocando internautas a protestar. Em espanhol.
Asociación a Favor de lo Mejor
Recursos
de pesquisa
The Journalist’s
Toolbox (A Caixa de Ferramentas do Jornalista) é um sítio
muito premiado, lançado em 1996, que lista mais de 7.500
links para páginas que ajudam editores e repórteres
a pesquisar na internet. Há seções especiais
sobre a cobertura da guerra contra o terrorismo, caso Enron, fotojornalismo
e história das mulheres (já que estamos no mês
de março).
Além de indicar
ferramentas de pesquisa úteis, o sítio já aceita
inscrições para a newsletter gratuita que vai inaugurar
em abril, com dicas para as comunidades jornalística e acadêmica.
Em inglês.
Journalist’s Toolbox
Relatos de guerra
"A mídia
local em sociedades em transição é um importante
agente de mudança, um princípio essencial em democracias
emergentes. Mas jornalistas freqüentemente se deparam com graves
obstáculos que os impedem de cumprir sua função
no processo de democratização e solução
de conflitos. Eles podem sofrer repressão direta ou sérios
riscos pessoais, ou podem não ter habilidades básicas,
experiência e estrutura para poder trabalhar de forma efetiva."
O diagnóstico
é do Institute for War & Peace Reporting (IWPR), uma
fundação independente sediada em Londres dirigida
por jornalistas e pesquisadores. Sua proposta é providenciar
treino profissional, assistência financeira e suporte para
veículos alternativos, ativistas de direitos humanos "e
outras vozes democráticas" em regiões de conflito.
Fundado em 1991,
o IWPR desenvolve atividades principalmente nos Bálcãs,
Ásia Central e Cáucaso e mantém um ótimo
sítio de internet. As principais seções são
semanais: Tribunal Update apresenta resumos dos eventos e
da situação de julgamentos de crimes de guerra no
Tribunal de Haia; Caucasus Reporting Service cobre
Chechênia, Georgia, Armênia e Azerbaijão; o boletim
Reporting Central Asia traz análises e relatórios
especialmente sobre Casaquistão e Quirguistão; na
seção dedicada aos Bálcãs, há
reportagens investigativas mensais feitas por colaboradores de mídia
local – a matéria de fevereiro, escrita por uma free-lance
de Sarajevo, conta a dificuldade de montar e manter uma emissora
pública de TV na Bósnia.
O sítio também
reúne links para outras organizações e oferece
uma newsletter. Em inglês e russo.
IWPR
Crítica
de mídia na internet
"Views on the
news" (opiniões sobre as notícias) é o
slogan de Newswatch. Muito completo, o sítio reúne
dezenas de links sobre um único assunto: crítica de
mídia. No topo da página estão listados os
principais sítios do ramo – como o Media Channel – atualizados
diariamente ou semanalmente.
Para os interessados
em se aprofundar no assunto, Newswatch providencia um pequeno guia
de alguns dos mais conhecidos sítios acadêmicos, institucionais
e de crítica. Um breve comentário apresenta o conteúdo,
a periodicidade e o objetivo das páginas recomendadas. Vale
a visita. Em inglês.
Newswatch
Concentração
em debate
Em tempos de desregulamentação
da propriedade de veículos de comunicação,
em especial nos Estados Unidos, o Media Channel apresenta ao leitor
um ótimo guia sobre concentração de mídia.
"Diversidade,
democracia e acesso: a concentração de mídia
é uma crise?", é o nome do especial, uma extensa
compilação de links de diferentes sítios e
fóruns de discussão. "Por que regras de propriedade
importam e o que você pode fazer" reúne artigos
sobre o debate dos limites de propriedade (incluindo visões
pró e contra) e seu efeito sobre o jornalismo, a pluralidade
de opiniões e a democracia. Em outra seção,
relatos descrevem a legislação do setor em diversos
países – EUA, Canadá, Reino Unido, Coréia,
Hungria e Malásia – ao lado de gráficos explicativos.
O principal objetivo
deste especial é incentivar e orientar o público a
(re)agir. Trata-se de material indispensável para acompanhar
a disputa legal entre conglomerados de mídia e grupos em
defesa do interesse público. Uma declaração
da Federação Internacional de Jornalistas, de maio
de 2001, é reproduzida na página para lembrar os riscos
de se guiar pela lei do mercado: "Exigimos tolerância
zero com a violência contra jornalistas e a liberdade de imprensa.
Mas hoje surgem de dentro da mídia ameaças mais sutis
à liberdade de expressão, como resultado da concentração
dos meios de comunicação, da globalização
e da cultura de ambição dentro da indústria."
Em inglês.
Media
Ownership Rules
Comentários
atuais
O casal de jornalistas
está de volta, agora na internet. Leila Cordeiro e Eliakim
Araújo lançaram em agosto de 2001 o Direto da Redação,
um sítio de periodicidade semanal. Treze colaboradores de
diversos lugares do mundo compõem a redação
virtual, que promete comentar os acontecimentos da semana. Na seção
Espaço Livre, os leitores são convidados a
exercitar sua "veia jornalística" e enviar texto
para ser analisado, que poderá ser publicado na página.
O internauta pode
assinar a newsletter Direto-Headlinenews, que envia duas
vezes por semana informações sobre as novas matérias
publicadas no sítio. Segundo os editores, ao se cadastrar
o leitor também recebe gratuitamente o primeiro número
do encarte Impacto Internet. Em português.
Direto
da Redação
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