NETBANCA (edições 191 a 200)

Pesquisa: Beatriz Rinaldi

Para (verdadeiros) profissionais

Dedicada aos profissionais de imprensa, Em Off é uma publicação online que discute Jornalismo e Ética. A última edição na rede apresenta uma entrevista com a professora e jornalista Adísia Sá, além de notas sobre a Imprensa Brasileira e a Imprensa Cearense (essas seções são atualizadas a cada 15 dias, outras, semanalmente). Comentando o brutal assassinato, em Porto Seguro (BA), de um garçom por estudantes universitários de Brasília, a página critica a atitude da Rede Globo que, num primeiro momento, "apagou" o rosto dos jovens detidos no noticiário, impedindo a identificação.

Em Off mantém uma (extensa) lista dos falsos jornalistas que trabalham na imprensa cearense, incluindo os que estão sendo processados por exercício ilegal da profissão e os que solicitaram o registro precário de jornalista. O sítio também disponibiliza o Código de Ética da profissão e a Lei do Conselho de Comunicação. Em português, inglês e espanhol.

Em Off

 

Blog sobre Jornalismo Online

O blog Jornalismo Online é organizado por duas professoras de JOL que pretendem reunir material de apoio para quem lida com o ensino de jornalismo. Inaugurada recentemente e ainda em fase de montagem, a página já conta com sugestões bibliográficas e links para artigos de interesse, brevemente comentados. Em português.

Jornalismo Online

 

Jornalismo em questão

Canal da Imprensa é uma revista eletrônica produzida pela Abrajor (Agência Brasileira de Jornalismo) e pelo curso de Comunicação Social do Unasp (Centro Universitário Adventista). Na sua quinta edição, o veículo – atualizado quinzenalmente, às quartas-feiras – apresenta artigos que discutem a obrigatoriedade do diploma e o ensino do Jornalismo, abordando a velha disputa entre teoria e prática.

A revista é dividida nas seções Debate, Imprensa em Foco, Mídia Eletrônica, Cultura (com resenhas de livros sobre Jornalismo e Comunicação), Perfil (a edição atual retrata Aloysio Biondi), Opinião e Olho Vivo. As edições anteriores se dedicam aos temas censura, as relações entre mídia e política, o sensacionalismo na imprensa e a "era pós-lead". Em português.

Canal da Imprensa

 

Em defesa da emissora pública

Citizens for Independent Public Broadcasting é uma organização americana que pretende envolver as pessoas na discussão sobre o papel das emissoras públicas de rádio e TV. A página da CIPB traz notícias sobre as deliberações da Comissão Federal de Comunicações – que recentemente aprovou a venda da licença de uma estação pública à companhia comercial ShootingStar, uma decisão inédita segundo a entidade – além de artigos sobre a PBS, o canal de TV público dos EUA. Em inglês.

Citizens for Independent Public Broadcasting

 

Mídia em foco

Professor e pesquisador de Comunicação da Universidade de Illinois, crítico de mídia, autor de livros sobre mídia e política e apresentador de um programa de rádio (Media Matters), o americano Robert McChesney mantém uma interessante página pessoal na internet que reúne grande quantidade de textos e arquivos de áudio. O trabalho de McChesney concentra-se na história e na economia política da Comunicação, enfatizando o papel da mídia nas sociedades democráticas. Tal preocupação está estampada nos títulos das obras publicadas ao longo destes anos, como Telecommunications, Mass Media, and Democracy e Our Media, Not Theirs: The Democratic Struggle Against Corporate Media, para citar apenas dois dos oito livros que já escreveu ou editou.

No sítio, estão disponíveis para leitura muitos artigos (tanto acadêmicos quanto publicados em jornais) e entrevistas com o professor. Também é possível ouvir algumas palestras e edições antigas do programa Media Matters. Vale a visita. Em inglês.

Robert McChesney


Protesto contra o monopólio

A página ClearChannelSucks.org tem a intenção de informar o público sobre o poder desta gigante do entretenimento, que controla 1.200 estações de rádio e 37 emissoras de TV só nos EUA, atingindo 103 milhões de americanos e um bilhão de pessoas em todo o mundo. Apesar disso, a companhia tem expandido "sem restrições, usando seu monopólio para controlar toda a indústria da música. Se você acha isto alarmante, ClearChannelSucks.org é o lugar certo para você", completa o texto. O sítio apresenta as últimas notícias sobre a empresa, divididas por assunto (do aspecto financeiro a informações sobre shows e jabá). Em inglês.

ClearChannelSucks.org

 

Transparência na comunicação

O sítio Transparency Now – não confundir com a ONG Transparency International – nasceu do esforço do crítico de mídia americano Ken Sanes em 1997. O jornalista é autor de todos os textos apresentados na página, que tratam de jornalismo, cinema, TV e cultura. Suas críticas e comentários – "A ideologia secreta da notícia", "Grande mídia & má crítica" e "Princípios básicos da crítica de mídia", entre outros – pretendem ajudar o público a ler de forma crítica o conteúdo da imprensa escrita e eletrônica.

Separados por assunto, artigos antigos e recentes estão misturados na página, mas valem a visita, em especial a seção Media Criticism. Sanes escreve também a revista Reform, disponível na mesma página. A publicação parece não ser atualizada desde o fim do ano passado: as últimas análises são da cobertura da guerra no Afeganistão.

O sítio já ganhou prêmio pelo seu conteúdo educacional da Innovative Teaching Concepts e foi reconhecido como um dos melhores da internet pelo Britannica Internet Guide Award. Em inglês.

Transparency Now

Blog sobre blogs

Tema: BLOG, criado pelo jornalista Raphael Perret, reúne links para sítios, reportagens e artigos acadêmicos – embora estes ainda sejam poucos – que tratam da verdadeira "febre" de diários virtuais. Os weblogs conquistaram adeptos entre profissionais da imprensa e estão começando a ganhar espaço nas universidades (uma das discussões é justamente se o veículo deixou de ser alternativo). Na página, Perret explica que o objetivo é manter um banco de dados com diferentes opiniões sobre o assunto. Em português.

Tema: BLOG


Jornalismo de impacto

"Dizemos as coisas como elas são. Não importa quem. Não importa o quê." É o que promete o Centro Filipino de Jornalismo Investigativo (PCIJ), agência de mídia independente sem fins lucrativos especializada em reportagens investigativas. Segundo o centro, embora a imprensa filipina seja uma das mais livres e atuantes da Ásia, a competição entre empresas, as restrições orçamentárias e as pressões do deadline tornam cada vez mais difícil a dedicação de jornalistas a matérias de fôlego. O PCIJ foi então criado para estimular a produção destas reportagens, muitas vezes financiando projetos de investigação.

Fundado em 1989, o centro organiza seminários de treinamento para repórteres, edita livros, produz documentários e publica a revista i, que tem alguns artigos disponíveis na rede. Tais trabalhos já receberam prêmios importantes, entre eles nove National Book Awards, um Catholic Mass Media Award e dezenas de citações do Jaime V. Ongpin Awards for Investigative Journalism. Na página do PCIJ, (longas) matérias sobre política, corrupção e os riscos enfrentados por correspondentes de guerra valem uma espiada. Em inglês.

Centro Filipino de Jornalismo Investigativo

Informações sobre estresse

O Dart Center for Journalism & Trauma é formado por uma rede de jornalistas e profissionais da saúde que pretende ajudar repórteres que cobrem situações de violência. O centro defende uma cobertura ética dos conflitos e de vítimas de tragédias, além de tentar conscientizar as empresas jornalísticas do impacto que esta cobertura tem sobre seus profissionais e sobre o público. Na página há informações sobre a desordem de estresse pós-traumático, que atinge jornalistas despreparados emocionalmente para lidar com a violência, estudos e artigos de psicologia e pesquisas com correspondentes de guerra. Em inglês.

Dart Center for Journalism & Trauma


Por um jornalismo responsável

"Para promover e elevar os padrões do jornalismo." Foi desta forma que Agnes Wahl Nieman definiu o propósito da Fundação Nieman para Jornalismo, criada na Universidade de Harvard, em 1937, em homenagem à memória do marido, Lucius W. Nieman, fundador do Milwaukee Journal. Desde então, a fundação organiza programas de treinamento para jornalistas, seminários e as Watchdog Conferences (criadas em 1998), que pretendem estimular o senso de responsabilidade da mídia encorajando a monitoração de organizações governamentais e privadas.

Na página está disponível para download a versão integral das últimas edições da Nieman Reports, a revista da fundação. Vale a pena baixar alguns números: o último, do verão de 2002, apresenta a seção Reporting on Business: Enron and Beyond, em que diversos jornalistas analisam a cobertura da falência da gigante energética. Há também textos sobre a situação da imprensa no Sudeste Asiático e um debate sobre o acesso pago a sítios de conteúdo noticioso. As edições anteriores tratam de diversidade racial nas redações, imprensa colombiana e russa, tecnologia, cobertura eleitoral e fotojornalismo. Todas oferecem mais de cem páginas de leitura recomendada. Em inglês.

The Nieman Foundation for Journalism at Harvard University


Aliança asiática

Formada em 1998, a Seapa (SouthEast Asian Press Alliance) é uma organização criada por jornalistas filipinos, indonésios e tailandeses para promover uma liberdade de imprensa "verdadeira" no Sudeste Asiático, denunciando a censura e as agressões a profissionais e veículos de mídia. O sítio da aliança apresenta as últimas notícias da região, comentários, editoriais e análises da cobertura jornalística. Em inglês.

SouthEast Asian Press Alliance



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