NETBANCA (edições 201 a 210)

Pesquisa: Beatriz Rinaldi

Jornalismo investigativo

O Center for Investigative Reporting, grupo sem fins lucrativos fundado em 1977, patrocina e conduz investigações aprofundadas sobre assuntos que considera pouco explorados pela imprensa. Reconhecendo que se trata de uma forma custosa de fazer jornalismo – e que exige um tempo considerável de pesquisa, elaboração e edição – o CIR entra em contato com empresas jornalísticas do meio impresso, online, televisivo e radiofônico para identificar o melhor veículo de divulgação para suas reportagens, aumentando seu impacto sobre a sociedade.

Muckraker (aquele que divulga escândalos) é a revista virtual do centro. Na página, pode-ser ler um pouco da história e da atuação do grupo, e estão disponíveis matérias em formato de texto, áudio e vídeo. As reportagens do CIR – premiado recentemente com o General Excellence in Online Journalism pela Universidade Columbia – dedicam-se principalmente aos temas "meio-ambiente", "saúde pública & segurança", "dinheiro & política" (matérias sobre as contribuições de campanha já foram exibidas pelo programa Frontline, da PBS) e "segredos de governo" (a vigilância do FBI sobre os críticos da Casa Branca já foi levada ao ar pela ABC e pela CBS). Em inglês.

Muckraker

 

Primeira emenda

O Media Institute é uma fundação de pesquisa especializada em políticas de comunicação. Tendo como objetivo promover a liberdade de expressão (prevista na Primeira Emenda), um mercado competitivo de mídia e excelência no jornalismo, o instituto publica livros, organiza conferências e, no sítio de internet, apresenta artigos sobre diversos assuntos. O Copyright Colloquium é um fórum online mantido para discussão dos direitos de propriedade intelectual na era digital: um dos primeiros textos é do presidente da News Corp. contra a pirataria. Em inglês.

Media Institute

 

Crítica canadense

The Ryerson Review of Journalism é uma revista canadense de crítica da mídia produzida por alunos de jornalismo da Universidade de Ryerson. Lançada em 1984 e publicada duas vezes por ano, a RRJ foi premiada diversas vezes como um dos melhores veículos estudantis pela Association for Education in Journalism and Mass Communication, além de prêmios da Rolling Stone e um National Magazine Awards.

No sítio, estão disponíveis artigos das duas edições de 2002, além do arquivo que data de 1995. A edição de verão 2002 apresenta as seções "Rebeldes", "Revolução", "Resistência" e "Réquiem". Entre muitas matérias interessantes, destacam-se a que analisa os veículos de mídia independente ("Fuck Corporate Media. We Want the Truth"), o texto sobre a tentativa das autoridades canadenses de mexer na lei de liberdade de informação e sobre o movimento de jornais de rua. Em inglês.

The Ryerson Review of Journalism

 

Discussão sobre ética

A escola de Jornalismo da Universidade de Indiana mantém no sítio de internet um banco de cases que relatam diversos problemas éticos enfrentados por jornalistas diariamente, envolvendo questões como privacidade, conflito de interesses e relação com as fontes. Tais relatos podem ser usados por professores e pesquisadores para discutir ética na profissão, além de tentar oferecer soluções, como dicas para uma cobertura responsável de assuntos delicados como suicídio. Em inglês.

Journalism Ethics Cases Online

 

Promover a diversidade

O Media Diversity Institute é uma organização sem fins lucrativos, sediada em Londres, que tem o objetivo de promover a solução de conflitos através da cobertura da diversidade em sociedades em desenvolvimento. O principal trabalho do instituto é a coordenação de uma rede, Reporting Diversity Network, que reúne profissionais de imprensa, empresas e escolas de jornalismo para tentar mobilizar o poder da mídia noticiosa a favor de um maior entendimento das minorias, dos conflitos étnicos e dos direitos humanos.

Procurando usar a mídia como instrumento para fortalecer a democracia e o entendimento entre diferentes grupos, o instituto atua através da educação, conscientização e treinamento de repórteres, estudantes e professores universitários. A página do MDI tem uma seção com as últimas notícias sobre diversidade, e em Resource Material, há diversos manuais, disponíveis online, para orientar jornalistas a cobrir o assunto, além de dicas, artigos e textos acadêmicos. Em inglês.

Media Diversity Institute

 

Comunicação e desenvolvimento

Communication Initiative nasceu de uma parceria de organizações que promovem o avanço e o uso da comunicação em prol do desenvolvimento sustentável. O grupo edita a revista eletrônica Drum Beat, distribuída todas as segundas-feiras, que descreve iniciativas interessantes – como um programa do Haiti que treina jornalistas e funcionários de rádios comunitárias –, além de análises (o último número apresenta uma discussão sobre a viabilidade dessas estações de rádio no Afeganistão) e outros sítios de interesse. Em inglês.

Communication Initiative

Imprensa internacional em pauta

World Press Review é uma revista que há mais de 30 anos cobre os principais assuntos que dominam a pauta de publicações em todo o mundo. Graças a uma rede de correspondentes internacionais, o sítio da revista é atualizado muitas vezes ao dia, com reportagens exclusivas e notícias em tempo real. Mas além de traduzir e republicar material de fontes internacionais (em mais de 20 línguas), a WPR procura analisar e contextualizar as matérias, fornecendo uma visão da política e da economia dos países (a página conta com perfis detalhados das nações, incluindo índices sociais e uma descrição dos principais jornais; entre os veículos brasileiros, Veja é descrita como "centrista", e Correio Braziliense como "semi-oficial").

O sítio tem uma seção de entrevistas – com matérias sobre Xanana Gusmão, Abbas Kiarostami e Carlos Castaño, entre outros destaques –, links para organizações de pesquisa e um programa que ajuda educadores a utilizar o material da publicação em classe nas discussões sobre Jornalismo, História, Ciências Sociais e Estudos Internacionais. Em inglês.

World Press Review

 

Mídia e fé

O grupo canadense Faith and the Media foi formado em 1996 com a intenção de melhorar a cobertura da fé e da religião pela mídia, especialmente local. Além de auxiliar grupos religiosos a lidar com a imprensa, Faith and the media dá dicas para jornalistas sobre como cobrir o assunto. A página de internet conta com muitos artigos disponíveis online. Em inglês.

Faith and the media

 

Códigos de ética

Compilado pelo departamento de Jornalismo da universidade finlandesa de Tampere, EthicNet é um banco de dados online que reúne códigos de ética jornalística da maioria dos países europeus, traduzidos para o inglês. Além da declaração de princípios da Federação Internacional de Jornalistas, a página tem links para conselhos de imprensa de diversos países, comentários sobre sítios de internet que tratam de ética e informações básicas sobre os códigos de ética de países como Inglaterra (que tem dois, um adotado pelo sindicato dos jornalistas, e outro pela Press Complaints Commission), Alemanha, Portugal, Armênia e Bósnia, entre outros. Recursos úteis para estudantes e professores.

EthicNet

Os podres da imprensa

O Xingatório da Imprensa, escrito a quatro mãos, nasceu de uma coluna do sítio O Estagiário que, segundo seus autores, "pretendia insolentemente apontar todos os erros da imprensa, dos mínimos escorregões na ortografia às estrondosas canalhices que repetem-se diariamente em jornais, revistas, rádios, TV e internet". Com o fim da página, o empenho de revelar "os podres da imprensa" continua, desta vez na forma de blog, que recolhe pérolas como a manchete "curandeira" de O Dia (28/12/02): "Benedita revoga surdez de comandante da PM".

Xingatório da Imprensa

 

Correção em destaque

Em 1997, Frank Sennett, editor do sítio Newcity.com, notou que um erro numa matéria do Chicago Tribune se espalhou pela mídia mundial, que não deu o mesmo destaque à correção emitida posteriormente pelo próprio diário. Curioso, Sennett tentou entrevistar os repórteres do jornal para saber o que deu errado, mas foi informado de que estes estavam proibidos de falar pelo editor. Decidido a chamar atenção às políticas de correção (ou a falta delas) de empresas jornalísticas – "noticiários que falham ao reconhecer seus erros correm o risco de perder credibilidade", escreve Sennett – ele criou a página Slip up (Cometer um erro).

No sítio, há links para as páginas de correção de diversos veículos (como Salon, Washington Post e Associated Press) e um arquivo das erratas mais estranhas e curiosas, como esta, publicada no sítio da revista de moda Hint: "Em nossa última seção reportamos que um conhecido desenhista de moda recebe garotos de programa numa suíte de hotel do SoHo vestido de minissaia e peruca, e pede para ser chamado de ‘Coco’. Uma fonte nos diz que isso não é correto. Ele pede para ser chamado de ‘Anna’".

Em inglês.

Slip up


Direitos humanos em foco

Journalists for Human Rights é uma organização não-governamental canadense que se dedica a divulgar questões relacionadas aos direitos humanos na África. Seu objetivo é fornecer material informativo e recursos para jornalistas africanos para que possam cobrir o assunto com clareza, através de patrocínio e realização de seminários e programas de treinamento. Na página, lançada recentemente e com algumas seções ainda em branco, há links para organizações jornalísticas e descrição dos planos de ação da ONG. Em inglês e francês.

Journalists for Human Rights

Correção em destaque

Em 1997, Frank Sennett, editor do sítio Newcity.com, notou que um erro numa matéria do Chicago Tribune se espalhou pela mídia mundial, que não deu o mesmo destaque à correção emitida posteriormente pelo próprio diário. Curioso, Sennett tentou entrevistar os repórteres do jornal para saber o que deu errado, mas foi informado de que estes estavam proibidos de falar pelo editor. Decidido a chamar atenção às políticas de correção (ou a falta delas) de empresas jornalísticas – "noticiários que falham ao reconhecer seus erros correm o risco de perder credibilidade", escreve Sennett – ele criou a página Slip up (Cometer um erro).

No sítio, há links para as páginas de correção de diversos veículos (como Salon, Washington Post e Associated Press) e um arquivo das erratas mais estranhas e curiosas, como esta, publicada no sítio da revista de moda Hint: "Em nossa última seção reportamos que um conhecido desenhista de moda recebe garotos de programa numa suíte de hotel do SoHo vestido de minissaia e peruca, e pede para ser chamado de ‘Coco’. Uma fonte nos diz que isso não é correto. Ele pede para ser chamado de ‘Anna’".

Em inglês.

Slip up

 

Direitos humanos em foco

Journalists for Human Rights é uma organização não-governamental canadense que se dedica a divulgar questões relacionadas aos direitos humanos na África. Seu objetivo é fornecer material informativo e recursos para jornalistas africanos para que possam cobrir o assunto com clareza, através de patrocínio e realização de seminários e programas de treinamento. Na página, lançada recentemente e com algumas seções ainda em branco, há links para organizações jornalísticas e descrição dos planos de ação da ONG. Em inglês e francês.

Journalists for Human Rights

Mídia comunitária

Fundada em 1976, a Alliance for Community Media trabalha ao lado do Congresso americano, agências reguladoras – como o FCC (Comissão Federal de Comunicações) – e com educação pública para assegurar que todos tenham acesso à mídia eletrônica. A aliança representa mais de mil canais de rádio e TV classificados como PEG (Públicos, Educacionais e Governamentais) e centros que dão acesso à internet, além de fornecer assistência técnica às transmissões, sempre com o objetivo de promover a diversidade na comunicação através do uso comunitário da mídia.

A página lista dicas para garantir o acesso à mídia em sua cidade, action alerts (que incentivam o público a exigir dos políticos que rejeitem projetos de lei contra os interesses comunitários), a legislação atual do setor e muitos links para organizações afiliadas e sítios de interesse. Em inglês.

Alliance for Community Media

Arte independente

Broken Pencil é uma revista impressa e um sítio de internet canadense dedicado exclusivamente à cultura underground e à arte independente. Criada em 1995, a publicação resenha os melhores zines, livros, páginas de internet e obras de arte, além de reimprimir artigos da imprensa alternativa e reunir entrevistas, textos ficcionais e ensaios sobre arte. Em inglês.

Broken Pencil

Rádio internacional

Radio Netherlands é uma organização multimídia independente que transmite programas e edita páginas de internet nos idiomas inglês, holandês, espanhol, indonésio e português. A seção brasileira da Radio existe há quase 30 anos e produz reportagens apresentadas pela rádio Cultura e diversas outras emissoras educativas em todo o país.

Além de boletins informativos, a organização aborda diversos temas, como Ciência e Saúde, Cultura e Atualidades. A seção Media Network, infelizmente, não existe em português. Na página há dossiês sobre a atuação da "imprensa do ódio" em países africanos e relatórios detalhados sobre o cenário da mídia em países como Afeganistão (histórico, a imprensa sob o controle talibã, a reconstrução), Zimbábue e China. No editorial, o jornalista Andy Sennitt comenta e critica a iniciativa americana de lançar outro serviço de rádio internacional, desta vez dirigido ao Irã. O sítio da Radio Netherlands dispõe de muito material para pesquisa, vale a pena conferir.

Radio Netherlands

Portal de Jornalismo Literário

Projeto de conclusão de curso de três estudantes de Jornalismo da PUC-Campinas, o Jornalite, portal de Jornalismo Literário no Brasil, mantém um acervo de livros-reportagens produzidos pelos alunos da faculdade, seguidos de um breve resumo. Entre outros destaques da página estão as colunas assinadas por jornalistas e professores da USP, matérias sobre lançamentos na área de JL e entrevistas. Em português.

Jornalite



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