TRANSPARÊNCIA

A Suprema Corte, televisionada

07/02/2012 na edição 680

Reprodução de editorial publicado no New York Times em 1/2/12 sob o título “Live, From the Supreme Court”, que defende a transmissão televisiva das sessões na Suprema Corte dos EUA. Tradução: Leticia Nunes

Desde maio, a Suprema Corte da Grã Bretanha permite que suas sessões sejam transmitidas ao vivo. Na quarta e quinta-feiras [da semana passada, 2 e 3/2], o tribunal ouve argumentos sobre a extradição de Julian Assange, o fundador do WikiLeaks, do Reino Unido para a Suécia e se um promotor sueco tinha a autoridade para emitir um mandado de prisão para ele.

O tribunal britânico, que substituiu a Câmara dos Lordes como o mais alto tribunal no país em 2009, tem o bom senso de ver que audiências televisionadas podem ampliar sua reputação e a confiança no sistema legal.

A Suprema Corte dos Estados Unidos, entretanto, continua a não querer ver estes benefícios. Ela não permite a exibição da argumentação oral por conta de um temor sem fundamento de que as câmeras encorajariam a atuação exagerada de advogados e poderiam levar os juizes a censurar suas questões.

Mas o tribunal, atualmente, divulga transcrições de argumentações orais pouco depois de seu encerramento, e gravações de áudio da semana em que ocorreram – sem provocar atuações exageradas ou auto-censura. Permitir o vídeo ampliaria da compreensão do público sobre o tribunal.

O Ato pelas Câmeras no Tribunal [projeto de lei de 2011 que defende que todas as sessões abertas da Suprema Corte sejam televisionadas], que tem apoio bipartidário no Senado, pede pela transmissão das argumentações orais porque elas são de grande interesse e valor para o público – e, como o ex-senador Arlen Specter afirmou, “Não há boas razões para não televisionar a Suprema Corte”.

Não há por que pensar que transmissões ao vivo diminuiriam a dignidade do tribunal. Céticos deveriam assistir às sessões da Suprema Corte Britânica. Aquela instituição e seus juizes estão dando um ótimo exemplo.

Este é um espaço de diálogo e troca de conhecimentos que estimula a diversidade e a pluralidade de idéias e de pontos de vista. Não serão publicados comentários com xingamentos e ofensas ou que incitem a intolerância ou o crime. Os comentários devem ser pertinentes ao tema da matéria e aos debates que naturalmente surgirem. Mensagens que não atendam a essas normas serão deletadas - e os comentaristas que habitualmente as transgredirem poderão ter interrompido seu acesso a este fórum.

ATENÇÃO: Será necessário validar a publicação do seu comentário clicando no link enviado em seguida ao endereço de e-mail que você informou. Só as mensagens autorizadas serão publicadas. Este procedimento será feito apenas uma vez para cada endereço de e-mail utilizado.

Nome

  Sobrenome
 
     
E-mail   Profissão
 
     
Cidade   Estado
 
     
Comentário   Confirme o código da imagem

1400
 
Recarregar imagem
   
   
   

 

Nenhum comentário.

RELAÇÕES PÚBLICAS

Memória e história das organizações

| Edição nº 695 | 22/05/2012 | 0 comentários

OBSERVAÇÃO DO LEITOR

Jornalistas acima do bem e do mal

| Edição nº 695 | 22/05/2012 | 0 comentários

REINO UNIDO

Depois de sete anos, caso dos grampos ainda longe do fim

| Edição nº 695 | 22/05/2012 | 1 comentários

JORNALISMO LOCAL

Warren Buffett compra 63 jornais nos EUA

| Edição nº 695 | 22/05/2012 | 0 comentários

NEWS INTERNATIONAL

Murdoch nega intenção de venda de jornais britânicos

| Edição nº 695 | 22/05/2012 | 0 comentários

Ver todos os textos desse autor