FACEBOOK

O que muda com a entrada na bolsa de valores?

07/02/2012 na edição 680

O pedido do Facebook para oferta pública inicial de ações (IPO, sigla em inglês), feito semana passada, provocou um mar de especulações entre investidores: como será o futuro da rede social? Ainda são obscuros os detalhes sobre o papel que o conteúdo de entretenimento vai desempenhar nas suas estratégias de crescimento.

Os documentos entregues à Comissão de Valores Mobiliários (Securities and Exchange Commission, em inglês) dos EUA não fornecem muita informação sobre os planos da rede como agente importante no ecossistema da mídia, ao facilitar o compartilhamento de conteúdo e ser um veículo de marketing – como, por exemplo, no lançamento de filmes. “Ao anunciar o lançamento de Transformers: o Lado Oculto da Lua no Facebook, os estúdios Paramount atingiram 65 milhões de usuários nos EUA em um único dia”, escreveu a rede social no pedido.

Pouco foi explicado sobre como empresas podem alavancar o sistema de compartilhamento de informações do Facebook, já usado por serviços como o Hulu e o Spotify, que permite que o consumo de conteúdo fique visível para os amigos dos usuários.

Cenário de crescimento

A expectativa de ganhos a curto prazo com a abertura de ações é de US$ 5 bilhões (R$ 8,6 bilhões). Quando o processo tiver sido finalizado, a empresa pode valer até US$ 100 bilhões (R$ 172 bilhões). Em 2011, ela teve receita de US$ 3,71 bilhões (R$ 6,3 bilhões), quase o dobro do ano anterior. No mesmo período, o número de funcionários também dobrou, para 3.200.

Anúncios são responsáveis por 85% da receita e 12% vêm da Zynga, empresa de jogos como o Farmville. Empresas de mídia, como a CBS, podem desempenhar um papel na diversificação de receita, de modo a construir ligações que podem fazer do Facebook uma plataforma com interface para vídeos.

O fundador da rede, Mark Zuckerberg, é proprietário de 28,4% da empresa, que valem mais de US$ 21 bilhões (R$ 36 bilhões). Ele também recebe um salário de quase US$ 500 mil (R$ 859 mil), que pode cair para US$ 1 (menos de R$ 2) em 2013. “O Facebook aspira construir serviços que darão às pessoas o poder de compartilhar e ajudá-las a transformar muito das indústrias e instituições do país”, disse Zuckerberg, em carta anexada ao processo. Informações de Andrew Wallenstein [Variety, 1/2/12].

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