PROFISSÃO PERIGO

Editor de jornal do MS é assassinado a tiros

Por Gustavo Hennemann em 21/02/2012 na edição 682

Reproduzido da Folha de S.Paulo, 14/2/2012; título original “Editor de jornal é assassinado a tiros no centro de Ponta Porã”

O jornalista Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, 51, foi morto a tiros na noite de domingo (12/02) na cidade de Ponta Porã (MS), na fronteira do Brasil com o Paraguai. Paulo Rocaro, como era conhecido, editava o Jornal da Praça – veículo impresso local de circulação diária – e também dirigia o site de notícias MercosulNews.com. Sozinho, ele dirigia o próprio carro no centro da cidade quando foi atacado, por volta das 23h30, por dois homens que estavam em uma motocicleta.

Eles atiraram mais de dez vezes contra o carro de Paulo Rocaro. Cinco disparos acertaram o jornalista, que mesmo assim conseguiu pedir ajuda em um hotel. Levado para um hospital, o jornalista morreu seis horas depois do atentado. A polícia diz que não descarta “motivação política” no atentado, mas afirma que não havia registro de ameaças contra o jornalista.

A ANJ (Associação Nacional de Jornais) lamentou o “bárbaro assassinato” do jornalista e pediu uma “rápida investigação” do crime. O diretor-executivo da associação, Ricardo Pedreira, disse que a entidade acompanhará o caso para saber se ele tem relação com a atividade profissional de Rocaro. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul também lamentou o homicídio e cobrou das autoridades locais “agilidade nas investigações” para esclarecimento do assassinato. Em nota, o sindicato informou que Rocaro era “reconhecido pelos colegas como defensor da categoria” e sempre esteve “preocupado com questões ligadas ao exercício da profissão, como qualidade do trabalho jornalístico, segurança dos profissionais e condições de trabalho”.

Em novembro do ano passado, Paulo Rocaro concedeu uma entrevista na qual mencionava os riscos que os jornalistas corriam ao atuar em uma região de fronteira.

Polícia acredita que jornalista de MS foi morto por vingança

O jornalista Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, 51, assassinado a tiros no último domingo (12/2) em Ponta Porã (MS), foi provavelmente morto em razão de seu trabalho na imprensa local, avalia a Polícia Civil após ouvir depoimentos de seus parentes e colegas.

O delegado Odorico Mesquita, que investiga o caso, suspeita de uma “vingança” de criminosos que se sentiam prejudicados pela atuação do jornalista. Paulo Rocaro, como era conhecido, editava o Jornal da Praça e dirigia o site MercosulNews.com.

Ele foi atacado no centro da cidade por dois homens de moto. Atingido por quatro tiros, foi levado ao hospital, mas morreu horas depois.

Segundo o delegado, ele era um “jornalista combativo” nas áreas “criminal e política”. A Polícia Nacional do Paraguai foi acionada para tentar achar os responsáveis.

Ontem a Relatoria Especial para a Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, ligada à Organização dos Estados Americanos, divulgou nota de repúdio ao crime.

***

[Gustavo Hennemann, da Folha de S.Paulo]

Este é um espaço de diálogo e troca de conhecimentos que estimula a diversidade e a pluralidade de idéias e de pontos de vista. Não serão publicados comentários com xingamentos e ofensas ou que incitem a intolerância ou o crime. Os comentários devem ser pertinentes ao tema da matéria e aos debates que naturalmente surgirem. Mensagens que não atendam a essas normas serão deletadas - e os comentaristas que habitualmente as transgredirem poderão ter interrompido seu acesso a este fórum.

ATENÇÃO: Será necessário validar a publicação do seu comentário clicando no link enviado em seguida ao endereço de e-mail que você informou. Só as mensagens autorizadas serão publicadas. Este procedimento será feito apenas uma vez para cada endereço de e-mail utilizado.

Nome

  Sobrenome
 
     
E-mail   Profissão
 
     
Cidade   Estado
 
     
Comentário   Confirme o código da imagem

1400
 
Recarregar imagem
   
   
   

 

 Rogério Machado Lima
 Enviado em: 23/02/2012 19:19:15
Morrer assassinato é uma das maiores glórias que um jornalista pode receber. Por mais paradoxal que isso seja. É sinal que seu trabalho era verdadeiro. Seu interesse era a defesa dos interesses dos cidadãos, da sociedade. Descanse em paz Roberto Cardoso Rodrigues!

Gustavo Hennemann