MÍDIA & MERCADO

Organizações Globo obtêm aumento de 12% na receita

Por Heloisa Magalhães em 03/04/2012 na edição 688

Reproduzido do Valor Econômico, 30/3/2012

Com crescimento de 12% em relação ao ano anterior, o balanço das Organizações Globo fechou 2011 com faturamento de R$ 10,977 bilhões. O grupo, que controla a Rede Globo, terminou o ano com R$ 5,2 bilhões em caixa, 15% mais que em 2011, e uma dívida total equivalente a US$ 588 milhões, com pouco peso nas finanças das empresas. No ano passado, o lucro – antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) – cresceu 20% em relação a 2010. Atingiu R$ 2,8 bilhões. No quarto trimestre de 2011, o indicador cresceu 35% em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. O Ebitda totalizou R$ 682 milhões nos três últimos meses do ano.

Os resultados que a Globo vem obtendo permitiram que a Fitch Ratings aumentasse sua classificação de BBB para BBB+, o que significa que a companhia subiu um degrau na classificação de risco, o que melhora sua posição. A publicidade continua sendo, de longe, a principal fonte de receita da televisão aberta, da TV paga, da internet e de outros segmentos do grupo. Mas, em 2011, a venda de conteúdo, inclusive da televisão por assinatura, e de direitos de transmissões esportivas, teve acréscimo de 26% na receita na comparação com 2010. Passou de R$ 1,9 bilhão para R$ 2,4 bilhões. A publicidade, por sua vez, respondeu por R$ 8,124 bilhões da receita líquida no ano passado, com crescimento de 8%. No ano anterior atingiu R$ 7,52 bilhões.

O resultado obtido em 2011 é explicado pelo crescimento expressivo do mercado de TV paga no Brasil. O ano fechou com 12,7 milhões de lares com o serviço em todo o país, 30,5% a mais comparado a dezembro do ano anterior. A penetração da TV paga nos domicílios era de 21,2% dos lares com televisão, no fim do ano passado. Em 2010, eram 17% e em 2009, 13,3%, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Alto índice de audiência

O mercado de anunciantes para TV aberta e paga no país totalizou, no ano passado, US$ 19,2 bilhões e representou 67,5% de todos os gastos com publicidade. A Globo comprou os direitos de transmissão da Fifa para a Copa do Mundo de 2018 e 2022, detendo a única licença no Brasil. Os direitos incluem, além de televisão aberta, a distribuição em outras plataformas, como TV paga, internet e serviços móveis.

Os custos de vendas e serviços, excluindo depreciação, cresceram 15% (R$ 231 milhões) na comparação do quatro trimestre de 2011 e 2010. Do total, R$ 108 milhões referem-se ao aumento dos custos dos direitos de exibição e transmissão; R$ 66 milhões vieram do aumento do número de empregados e dos acordos coletivos; R$ 57 milhões referem-se a aumento de despesas com programação. Por outro lado, os custos administrativos caíram 9% (R$ 36 milhões).

No segundo trimestre de 2011, a Rede Globo iniciou o processo de contagem de audiência, por meio do Ibope, medindo os televisores ligados, mas lendo os sintonizados em emissoras de televisão, e não em DVD ou outros usos do aparelho. A Rede Globo identificou alto índice de audiência, com 46% no período de 7h à meia-noite e 53% das 18h à meia-noite.

Os resultados, que não incluem a Infoglobo, reúnem a Rede Globo de Televisão e as participações do grupo nas empresas: Net Serviços (6,35%), Endemol Globo (50%), Telecine (50%), USA Brasil Programadora (50%), PB Brasil (60%), GB Empreendimentos (17%), Canal Brasil S.A. (50%) e associadas como Sky Brasil.

[Heloisa Magalhães, do Valor Econômico]

***

Globo prepara captação de recursos no exterior

Fernando Travaglini # Reproduzido do Valor Econômico, 30/3/2012

A Globo Comunicação e Participações prepara uma emissão externa no valor de US$ 200 milhões, com vencimento em 2022. A emissão será realizada pela Pontis II, uma companhia de responsabilidade limitada constituída nas Ilhas Cayman. Os recursos da operação serão usados para refinanciar outra dívida da companhia que tem vencimento em 2022, como forma de reduzir os custos de seu passivo.

A Moody’s atribuiu rating “Baa2”, a Standard & Poor’s deu nota “BBB” e a Fitch atribuiu nota “BBB+” à operação. “A emissão faz parte da gestão de passivos da Globo e tem o objetivo de reduzir os custos da sua dívida, e não afetará os indicadores de alavancagem da empresa”, avalia a Moody’s. “Os ratings Baa2 da Globo refletem sua excelente liquidez e perfil de amortização de dívidas; índices de proteção de dívida muito fortes demonstrados por baixa alavancagem e altos índices de cobertura”, disse a agência de risco, em nota.

O governo vai emitir títulos no exterior em reais nos próximos dias, informou Arno Augustin, o secretário do Tesouro Nacional.

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