CAMPUS PARTY

A nova opinião pública

Por Luís Nassif em 30/01/2010 na edição 574

O ambiente é caótico. Do lado de fora do galpão cerca de 2 mil blogueiros montaram acampamento. Dentro, em uma imensa área aberta, milhares de pessoas se organizam espontaneamente em um ambiente caótico. Nele, há cinco mesas-redondas simultâneas, nos diversos pontos da área, games gigantes, mesas com centenas de internautas ligados por banda larga.

Há de tudo. Figuras folclóricas da blogosfera, grandes marcas globais de aparelhos tecnológicos, uns rapazinhos que montaram um orelhão telefônico que fala pela internet, dirigíveis sendo movidos a controle remoto.

Trata-se do Campus Party, um evento que surgiu há dez anos na Espanha – apoiado pela Telefonica – e há três anos se realiza no Brasil. É um enorme encontro de geeks, de uma rapaziada que gosta de vestir bermudas e bonés, nasceu no ambiente tecnológico, abomina regras sociais, cultiva ao mesmo tempo o individualismo e o trabalho em grupos, em redes.

Jogo político

A inauguração contou com o governador de São Paulo José Serra. Na sexta-feira (29/1), com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

A presença de futuros candidatos à presidência da República não é mera coincidência ou extravagância. Mas o reconhecimento da influência cada vez maior da comunidade da mídia digital.

Nos próximos anos, essa comunidade meio dispersa, meio inorgânica, começará a se articular de forma mais consistente e passará a ter influência política. Poderá se contrapor às pressões das emissoras de TV aberta, defendendo as cotas para a animação nacional, por exemplo. Poderá se articular pressionando o Congresso na defesa de teses de seu interesse.

Esse mesmo processo está se dando com movimentos sociais por todas as partes do país. Muitas dessas manifestações têm se dado através das diversas conferências nacionais – de Comunicação, de Cultura, de Direitos Humanos etc.

Alguns setores vêem com receio esses movimentos, como se o país de repente pudesse mergulhar em uma fase de caos político, similar ao pré-1964 no Brasil ou aos anos 1930, na Europa.

Trata-se de um pessimismo injustificável. A internet e a modernização do país está permitindo, de forma pacífica, a incorporação de novos grupos ao jogo político. Não há garantia maior de institucionalização da democracia do que esse método de incorporação política. A alternativa seriam os conflitos sociais, os confrontos que permitissem abrir espaço na pancada.

Sem donos

Nos próximos anos, se verá o desabrochar de um jogo democrático inédito no país. Até algum tempo atrás, a grande mídia – meia dúzia de jornais no eixo Rio-São Paulo-Brasília, uma ou outra emissora de TV – controlavam o debate político. Só se tornava fato político o que passasse por ela.

Com isso, ficavam de fora do jogo político os interesses das cidades do interior, do agronegócios e da agricultura familiar, da indústria nacional e da pequena e micro empresa.

A ampliação dos blogs e sites mudará completamente esse jogo. A partir de agora, não haverá mais donos da política – nem grandes jornais nem partidos políticos. Os próximos anos exigirão dos governantes, cada vez mais, a capacidade de negociar e de prestar contas de seus atos.

***

Jornalista

ATENÇÃO: Será necessário validar a publicação do seu comentário clicando no link enviado em seguida ao endereço de e-mail que você informou. Só as mensagens autorizadas serão publicadas. Este procedimento será feito apenas uma vez para cada endereço de e-mail utilizado.

Nome   Sobrenome
 
     
E-mail   Profissão
 
     
Cidade   Estado
 
     
Comentário    

1400
   
Preencha o campo abaixo com os caracteres da imagem para confirmar seu comentário, depois clique em enviar.
Recarregar imagem
   
   



Este é um espaço de diálogo e troca de conhecimentos que estimula a diversidade e a pluralidade de ideias e de pontos de vista. Não serão publicados comentários com xingamentos e ofensas ou que incitem a intolerância ou o crime. Os comentários devem ser pertinentes ao tema da matéria e aos debates que naturalmente surgirem. Mensagens que não atendam a essas normas serão deletadas - e os comentaristas que habitualmente as transgredirem poderão ter interrompido seu acesso a este fórum.

 

 Piêro Reis Galvão
 Enviado em: 30/01/2010 13:09:15
E chegado mais umo ano eleitoral, e como e mais natural os "possíveis potenciais políticos" entram em cena atiram para todos os lados. Torceremos para que o acesso a imprensa mude e que todos tenham espaço para apresentar suas ideais sendo de direita quanto de esquerda a já havia me esquecido isto não interessa "o poder corrompe o homem".
 Teócrito Abritta
 Enviado em: 30/01/2010 13:10:44
Estranho, muito estranho este Senhor. Aqui, prega as virtudes democráticas da Internet. Lá, no seu portal, é “líder” de uma espécie de falange que prega a alienação e truculência. Ai de quem criticar Lula, uma espécie de representante de Frei Galvão na Terra. Sempre vale a pena lembrar que o mundo informatizado pode criar uma geração de analfabetos, sem raciocínio lógico, domínio da escrita, mas exímios apertadores de botões, que se consideram muito valorizados quando espalham informações de qualidade duvidosa pela Internet, tal qual aquele maníaco que escreve impropérios nas paredes dos lavatórios, protegido pelo anonimato dos banheiros públicos. O bom uso das facilidades da informatização só será efetivo para um povo alfabetizado com conhecimentos de matemática, ciências, domínio da escrita e uma visão social. Caso contrário, teremos uma mera carneirada, bem ao gosto dos políticos desonestos e dos mistificadores religiosos dos dias de hoje.
 Gersier Lima
 Enviado em: 30/01/2010 14:09:53
“Estranho, muito estranho este Senhor. Aqui, prega as virtudes democráticas da Internet. Lá, no seu portal, é “líder” de uma espécie de falange que prega a alienação e truculência. Ai de quem criticar Lula, uma espécie de representante de Frei Galvão na Terra.” Eu desafio ao Teócrito Abritta que se diz físico e escritor a nos mostrar quando,onde e quando ele viu qualquer uma dessas acusações que ele faz ao Nassif e o seu Blog. Vc está muito enganado e agindo de má fé.Quem age como vc descreve é um tal de noblat,um tal de RA,um tal de josias.Sua miopia não deixa vc enxerga-los?Ou seria sua hipocrisia? “Se contrário, teremos uma mera carneirada, bem ao gosto dos políticos desonestos e dos mistificadores religiosos dos dias de hoje.” Vc deveria dizer que “ainda existem nos dias de hoje”,que são gente como o serra e quem seria seu companheiro de chapa o arruda,o azeredo inventor do que pessoas como vc chamam de “mensalão” e outros que vc sabe muito bem quem são. Carneirada existia antes,hoje graças a internet, ela se resume a pessoas que se dizem cultas por ter diplomas universitários e quadros com título pendurados na parede,mas que são mais alienados que muitos que ainda estão estudando ou possuem pouco estudo. Mais uma observação,não sou analfabeto.Se escrevo alguns nomes próprios com as iniciais em minúsculo,é porque são merecedores do meu desprezo.
 Cristiana Castro
 Enviado em: 30/01/2010 16:38:12
Tb acho que o comentarista abaixo, confundiu o Blog do Nassif com algum outro. Existem sim blogs de esquerda e direita em que o pessoal " pega pesado" mesmo; o do Nassif, não é um deles. Líder de uma falange foi forte. O sr está muito revoltado. De qq forma, se o sr prefere comentaristas mais educados e eruditos, sugiro o Blog do Prof. Hariovaldo Almeida Prado. Meu conhecimento da língua portuguesa não permite postar comentários naquele sítio, mas vale a pena ler.
 Marcelo Ramos
 Enviado em: 30/01/2010 17:44:20
Engraçado, eu li o texto do Nassif antes do almoço. Meditei um pouco e pensei em escrever baseado em uma experiência que tive quando estudei Filosofia na UnB. Nessa época, um dos bons professores com os quais tive aula (nem todos eram bons) criticou o que ele chamou de psicologismo em um texto meu sobre Friedich Nietsche. Apesar de concordar com ele na épóca, vejo que, hoje, psicologismo é o que mais ocorre na internet. As pessoas, literalmente, põem pra rodar, fora delas, um filme que está somente na cabeça delas. Mas eu ia falar isso apenas baseado no oitavo parágrafo do Nassif. Eis que aparece um comentário que ilustra o que eu gostaria de dizer, o do físico e escritor Teócrito Abritta. Parece que o senhor Abritta, ou não conhece o Luiz Nassif, ou conhece muito bem. Uma das principais características do Luiz Nassif, (e talvez, por causa dessa característica, tenha muitas pessoas que apoiam seus textos) é que ele exercita algo que a grande imprensa perdeu há séculos: a critica construtiva e equilibrada. Como a grande imprensa virou um partido, perdeu totalmente a credibilidade para criticar. Por outro lado, o governo Lula merece diversas críticas, que não estão sendo feitas. Então, eu gostaria muito de que o senhor Abritta, demonstrasse, objetivamente, também respondendo ao Gersier Lima, pelo menos UMA ocasião em que o Nassif "defendeu" o Lula injustamente.
 Paulo Paiva
 Enviado em: 30/01/2010 21:40:42
É curioso como quando começa a chegar a época eleitoral o debate se polariza e as pessoas começam a enxergar o que não escrito ou politizar partidarizar o que não é partidário. Um texto (excelente por sinal) sobre o a importância da internet e da juventude linkada na tomada de decisões e na transmissão de informações ao largo da mídia atual, já é considerado como propaganda do Lula (como disse o douto Abritta) - o texto do Nassif em nenhum momento partidarizou nada - parece que falar que 3 ou 4 famílias (donas da midia brasileira) não vão mais monopolizar o debate é ofensivo ou governista . Parece a discussão do PNDH e a tortura - de repente uma série de pessoas passou a defender a tortura com a maior cara de pau, como se um crime deste porte pudesse ser agora partidarizado. Nestas horas, o que vale não é o debate mas a polarização - por estas e outras que seres como Roberto Freire, Raul Jugmann ou até mesmo o Gabeira se colocam de um lado absolutamente imprevisível para quem aterrisasse pro aqui após 10 ou 20 anos fora do ar. É um pena, isso empobrece o debate, ou melhor não há debate só a subscrição de uma pauta já definida - dando em Gabeira com Kátia Abreu..... - lamentável
 leo strauss
 Enviado em: 30/01/2010 23:45:06
Nassif aposta num Admiravel Mundo Novo em que ele e seus seguidores (no blog, no twitter, nas foruns tematicos) possam ter poder (politico e ideologico) sobre os demais, incautos, que nao conseguem (ou nao querem) admitir a soberania (?!) das novas midias, agora que uma nova ordem mundial prospera e eles, os eleitos do ciberespaço, sao nossos novos messias a nos conduzir pelo deserto midiatico do vasto mundo globalizado. O messianismo digital é uma nova forma de misticismo tão familiar a nós, brasileiros, que adoramos velhos idolos nos nossos altares familiares. No lugar da TV na sala, a tela dos PCs por onde nos chega a verdade limpida de avatares como Nassif...Francamente, esse Nassif é um daqueles que não sabem mais diferenciar o sanatorio das ruas, como um certo Alienista de Machado de Assis.
 Marcelo Idiarte
 Enviado em: 31/01/2010 02:59:57
Nassif é um entusiasta da internet e das redes de comunicação. Às vezes otimista demais, penso. Porém o que penso é em relação a prazos, e não às potencialidades efetivas da web. Haverá um momento em que a internet realmente será o fiel da balança, mas tenho minhas dúvidas sobre a iminência disso. Todavia o caráter multiplicatório é um fator deveras interessante. O próprio blog do Nassif é um exemplo disso. Apesar dos comentaristas se revesarem entre 100 e 200 comentários em média, atingindo um maior número de comentários em temas mais polêmicos, é presumível que haja milhares de leitores diários. Só o portal Luis Nassif, que fornece ferramentas para a criação de blogs pessoais, já tem mais de 8 mil inscritos. E estes milhares de leitores são potenciais replicadores de conteúdo. Evidente que o alcance disso ainda é restrito se comparado a uma rede de tv com repetidoras em várias unidades da federação, mas o somatório de vozes - como as de Nassif, Luiz Carlos Azenha, Rodrigo Vianna e outros - está começando a render frutos. E depois convém não esquecer que singelos torpedos enviados em massa via celular decidiram o rumo das eleições na Espanha pós-atentados nas estações de Atocha, Santa Eugenia e El Pozo. Há quem diga até que Barack Obama só chegou à presidência dos EUA por causa da força da internet. Ou seja, ela não deve ser superestimada, mas também não deve ser subestimada.
 Rodrigo Gomes da Paixão Gomes da Paixão
 Enviado em: 31/01/2010 03:15:17
"Uma das principais características do Luiz Nassif, (e talvez, por causa dessa característica, tenha muitas pessoas que apoiam seus textos) é que ele exercita algo que a grande imprensa perdeu há séculos: a critica construtiva e equilibrada." É por isso, meu caro amigo, que ele foi, aos poucos, sendo expulso da grande mídia corporativista,,,
 Eduardo Luiz Viveiros de Freitas
 Enviado em: 31/01/2010 11:45:54
Um texto que mistura reportagem e opinião. Bem escrito e corajoso. Pode-se não concordar com a opinião do autor, mas há que reconhecer que está bem fundamentada. Quais os argumentos que se pode contrapor ao crescimento da internet como espaço de interlocução e debate político? Existe mesmo a "ágora digital"? Os aficcionadas ao ciberespaço são mesmo tão democratas e preocupados com as questões sociais e políticas como aponta o autor? A resposta ou respostas a essas perguntas enriquecem o debate. Desqualificar e atacar o autor por ter lá suas simpatias e posições políticas não é debater...
 alfredo sternheim
 Enviado em: 31/01/2010 13:30:04
Está certo, Nasssif. "A ampliação dos blogs e sites mudará completamente esse jogo." Já está mudando. Mas, no meio do cmain ho, estão as prestadoras de serviços para a internet. No Brasil, elas estão dando conta dor recado? Tenho minhas dúvidas quando vejo que a Telefonica continua há mais de um ano entre as lideres de reclamações dos consumidores no Procom, em sites de reclamações e similares. Ou seja, a companhia espanhola até agora não consegiu se adequar a esse progresso. E a Telefonica que tão mal atende seus clientes (tive cerca de 8 ocorrências em 2009 só no Speedy) é a patrocinadora do Campus. Claro que não deve ter havido espaço para se discutir a atuação dessas companhias , dos provedores. Os políticos compareceram ao evento. Natural, pois sabem d aimportância da Internet para vencerem eleições, para imporem opiniões, verdade e mentiras. Daí o meu receio que "eventuais falhas técnicas" podem surgir no meio do caminho quando determinada figura estiver sendo muito atacada, desconstruída, ou vice-versa. O receio da manipulação não só de conteúdo mas d eloimiotação técnica me assusta. E não consigo ver soluções para impedir essas eventuais sabotagens.
 Teócrito Abritta
 Enviado em: 31/01/2010 15:41:11
QUEM NÃO LÊ, MAL FALA, MAL OUVE, MAL VÊ. Estas palavras eram estampadas em letras garrafais na parede lateral da Livraria Editora Civilização Brasileira no Rio de Janeiro. O editor Ênio Silveira já antevia os perigos da manipulação e controle de opinião que hoje é agravado pela televisão e pela chamada Internet-diário-oficial, irrigadas por milionárias verbas públicas disfarçadas sob a forma de patrocínio. Assim, certos blogs, escondidos pelo mito de que tudo vindo pela Internet é livre, sincero e democrático, vão formando verdadeiras “falanges” de pessoas de uma “nota só”, que repetem sempre o mesmo, tal zumbis obedecendo a seus “donos” de modo a executar suas palavras de ordem. Isto nada contribui para a Democracia. Muito já escrevi sobre este tema, em particular aqui no OI. Ver link abaixo: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=567FDS004
 Marcelo Idiarte
 Enviado em: 31/01/2010 19:26:02
Bem, Teócrito, pelo que entendi você foi expulso de algum fórum e agora está exercendo um dos mais antigos sentimentos humanos: o rancor. Que aliás costuma ser filho adotivo da vaidade. Se não for exatamente isso, não compreendi qual o sentido de usar justamente a internet para dizer que ela - internet - está viciada e comprometida por verbas publicitárias, como se qualquer mídia existente não fosse comprometida de alguma forma (não necessariamente vil) por verbas publicitárias. Hoje em dia até alguns livros são escritos com financiamentos ou patrocínios. Eu mesmo pretendo inscrever um projeto fotográfico-literário num fundo destinado ao apoio cultural aqui de Porto Alegre. Hoje este fundo é administrado por uma prefeitura do PMDB - isso significa que vou necessariamente fazer um trabalho chapa-branca? E se eu tivesse me adiantado alguns anos, quando este mesmo fundo era gerido pelo PT, estaria eu fazendo um trabalho chapa-branca? Se for assim, ninguém vai poder usar nenhum tipo de financiamento. Nunca. Nem vender espaço publicitário para órgãos de governo ou empresas privadas que atuam no mesmo setor. Honestamente prefiro Luis Nassif sendo financiado por órgãos de governo (de qualquer governo) do que Diogo Mainardi sendo patrocinado "apenas" pela Editora Abril - em qualquer governo, em qualquer instância, em qualquer época. Isso não significa que sempre vou concordar com LN.
 Marcelo Ramos
 Enviado em: 31/01/2010 22:49:30
Concordo com o xará. E eu diria mais. Li o artigo do Teócrito, mas não vi nenhuma relação de muitos pontos com o site do Nassif. Pelo que li do artigo dele, ele está cometendo uma generalização apressada. Será que ele acha que todas as aglomerações na internet (sites muito frequentados) são necessariamente de zumbis? Por exemplo, aqui no OI. Um comentarista de tendência direitista se mostrou assustado, porque a enquete do OI que questiona se a ação de Chavez tirando alguns canais do ar está dando um empate técnico, com ligeira vantagem apoiando a decisão do Chavez. Muitas leituras podem ser feitas dessa enquete, mas eu creio que a principal leitura é que existe um conjunto de blogs nos quais as pessoas tem uma opinião mais qualificada. As pessoas com essa opinião qualificada já estão navegando na rede faz algum tempo, já estão meio vacinadas à certas manipulações denunciadas exatamente aqui, no OI. O fato de um certo número de pessoas apoiarem um blogueiro que prima pela seriedade; o fato de, eventualmente, certas pessoas dizerem que "faço minhas as suas palavras", ou "fecho 100% com o que você disse", não significa, nesse caso, ausência de pensamento ou adormecimento cerebral. Quanto à publicidade, como bem ilustrou o xará, não vejo problema se, por exemplo, o cara que já tem um nome na praça receber um baner do governo. Acho muito natural.
 Rubens Prector
 Enviado em: 31/01/2010 23:35:28
CAMPUS PARTY é a moda que está levando muita gente para a vida enclausurada, inócua e intimista. Mais uma estratégia de marketing bem sucedida. E como toda estratégia de Marketing, não vai além do objetivo de propagar consumisto inútil, fútil, passageiro e alienante. A fome pela tecnologia é o resultado eficaz de fazer com que indivíduos elejam o computador e internet como deuses, filosofia de vida e motivo de viver. Tudo para que estes fiquem conectados, visualizando e comprando produtos de necessidade questionável. A linha da evolução humana descambou para o ser sentado numa cadeira com um micro à frente. Ridículo.
 william araujo
 Enviado em: 03/02/2010 23:53:10
Por isso eu admiro os nerds e geeks! Uma revolução baseada no conhecimento tenderá a solapar os picaretas que fingem e se apropriam do poder e da informação como se fosse um bem pessoal. Sugeriria, aliás, que esta organização fosse veloz e pacífica, mas decisória para higienizar a sociedade que não suporta mais pessoas despreparadas para administrar vidas e relações nas sociedades complexas! willweb

Luís Nassif

REGULAÇÃO EM DEBATE

Os caminhos para a regulação democrática da mídia

Luís Nassif | Edição nº 824 | 11/11/2014 | 0 comentários

REGULAÇÃO EM DEBATE

As discussões sobre a futura Lei da Mídia

Luís Nassif | Edição nº 803 | 17/06/2014 | 0 comentários

GOVERNANÇA DIGITAL

Como os governos devem encarar a internet

Luís Nassif | Edição nº 791 | 25/03/2014 | 0 comentários

MÍDIA & DEMOCRACIA

Quando os grupos de mídia passam a conspirar

Luís Nassif | Edição nº 790 | 18/03/2014 | 3 comentários

RUAS EM TRANSE

A influência da TV aberta na violência difusa

Luís Nassif | Edição nº 786 | 18/02/2014 | 1 comentários

Ver todos os textos desse autor