DIREITOS HUMANOS
ANJ primeiro atira, depois pergunta quem vem lá
Por Alberto Dines em 12/01/2010 na edição 572
O estado de espírito recomendável para a imprensa – grande ou pequena – é o de alerta. Não é por acaso que um dos primeiros periódicos editados no Brasil (1822) ostentava o título de Sentinela da Liberdade. Na verdade o bravo baiano Cipriano Barata editou diversas Sentinelas, à medida que eram fechadas ou ele trancafiado.
Vigilância é uma coisa; dedo no gatilho, outra.
Nossa imprensa não se tocou com a Conferência Nacional de Direitos Humanos, realizada em dezembro de 2008, que desenhou o arcabouço do 3º Programa Nacional de Direitos Humanos. E quando este foi lançado, em 21 de dezembro de 2009, os porteiros (e porteiras) das redações estavam mais interessados na aparência de Dilma Rousseff (que aparecia pela primeira vez sem peruca) do que no teor do programa.
Trabalho escravo
As primeiras matérias pretendiam apenas exacerbar as naturais divergências entre a área militar encabeçada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, e as entidades e militantes dos direitos humanos em torno da chamada Comissão da Verdade – para apurar violências e crimes cometidos durante a ditadura. Na verdade não se tratava de criar a comissão, mas um grupo de trabalho para propor ao Legislativo a sua constituição. Aliás o nome é rigorosamente impróprio: não existe verdade, existe a busca da verdade. Jornais deveriam estar atentos a estas sutilezas.
De repente, irrompem a galope as corporações empresariais da mídia comandadas pela intrépida Associação Nacional de Jornais (ANJ) e subvertem um debate sério e grave que a sociedade brasileira finalmente parecia disposta a encarar. A Joana D´Arc das liberdades considera mais importante pinçar do 3º PNDH sugestões e indicações de propostas que vinculam conteúdos da mídia (eletrônica) a violações de direitos humanos do que punir torturadores. Passa-se uma borracha nos Anos de Chumbo e cria-se um factóide preventivo.
A edição do Estado de S.Paulo de sábado (9/1) é exemplo de uma cruzada enganosa empreendida principalmente pelos jornalões paulistanos. "Plano de Direitos Humanos provoca onda de protestos", berrou a manchete da capa. Na página interna (A-4): "Igreja e até ministro de Lula reagem ao programa de Direitos Humanos".
É capciosa a laranjada que procura justificar o título: a igreja católica tem sido intransigente na apuração dos crimes cometidos pelos órgãos de segurança durante o regime militar. Discorda do 3º PNDH numa das sugestões secundárias: banir símbolos religiosos do interior de instalações públicas para garantir a laicidade e isonomia do Estado (tal como já aconteceu na Espanha, país mais católico do que o Brasil).
O ministro que contestou o programa foi o da Agricultura, Reinhold Stephanes, que, como todos sabem, esqueceu a agricultura como um processo multifacetado e multifuncional para tornar-se porta-voz da ala dos ruralistas. Esqueceu que trabalho escravo é violação de direitos humanos.
Primeiro indício
Os repórteres não têm culpa, quando a ANJ sopra as trombetas vale tudo: a matéria do Estadão (que naquela data completava 162 dias sob censura judicial) é um paradigma de manipulação. O mais importante e mais original está escondido e mutilado no pé da página: uma entrevista do cientista político Paulo Sérgio Pinheiro, autoridade mundial e relator da ONU, que relata a história dos três planos nacionais de direitos humanos desde 1996, no primeiro mandato de FHC, todos igualmente amplos e multidisciplinares, coerentes com as concepções internacionais. Título: "Especialista defende abrangência do plano e diz que Lula e FHC acertaram" (ver aqui, para assinantes).
Quando jornalismo era profissão valorizava-se o que era novo. Agora os manuais de jornalismo são redigidos pelos luminares da ANJ.
Quem teve a ousadia de vincular baixaria televisiva com violação de direitos humanos foi o jurista José Gregori, então Secretário Nacional de Direitos Humanos. Promovido a ministro da Justiça, Gregori manteve a rigorosa postura. As empresas de TV tentaram espernear, mas calaram-se: o governo estava estribado no artigo 220 da Constituição, que exige a classificação da programação televisiva de acordo com a faixa etária.
A ANJ já existia, já era um lobby industrial em defesa de interesses setoriais como outro qualquer, porém discretamente, com alguma prudência. Não menosprezava a razão social das empresas afiliadas, procurava ser uma entidade "jornalística". Agora perdeu a compostura, desembesta ao primeiro indício de contrariedade. Como não dispõe de um quadro de consultores especializados, confia nas "sentinelas" da grande imprensa. E estas – por cansaço ou sob o efeito do mormaço estival – primeiro atiram e, depois, perguntam quem vem lá.
Leia também
Os fanáticos ensandecidos – A.D.
Este é um espaço de diálogo e troca de conhecimentos que estimula a diversidade e a pluralidade de idéias e de pontos de vista. Não serão publicados comentários com xingamentos e ofensas ou que incitem a intolerância ou o crime. Os comentários devem ser pertinentes ao tema da matéria e aos debates que naturalmente surgirem. Mensagens que não atendam a essas normas serão deletadas - e os comentaristas que habitualmente as transgredirem poderão ter interrompido seu acesso a este fórum.
ATENÇÃO: Será necessário validar a publicação do seu comentário clicando no link enviado em seguida ao endereço de e-mail que você informou. Só as mensagens autorizadas serão publicadas. Este procedimento será feito apenas uma vez para cada endereço de e-mail utilizado.
| Filipe Faleiro Machado |
| Enviado em: 12/01/2010 10:39:52 |
| Não somente no Estadão ou na Folha de São Paulo as notícias parecem recheadas de segundas intenções. Nos jornais aqui do sul, se repercute o PNDH como algo tirado da cartola, passando a falsa impressão de que foi algo feito por baixo dos panos, no final do ano, como uma cartada fora de propósito. Fica difícil utilizar a GRANDE mídia como fonte de informação sobre esse assunto. Realmente amigo Alberto Dines, o new look da ministra Dilma foi capa em 21 de dezembro... e o que veio depois é acessório!!! Durma-se com um barulho desses! |
| J. Leal |
| Enviado em: 12/01/2010 10:45:27 |
| A ANJ está se mostrando uma casa de vícios, além de estar atualmente, habitada por incautos. |
| Ivete Depelegrim |
| Enviado em: 12/01/2010 11:05:54 |
| A ANJ, os sindicatos dos jornalistas, a ABIM, tem revelado-se órgãos omissos desde que foi colocada em questão a Lei de Imprensa, que apesar de arcaica, era muito útil, bastava ajustes para a atual realidade, não a extinção dela, depois demonstra-se levemente indignada com o grande feito de Gilmar Mendes ao tentar tornar o diploma do jornalista inútil, mas pouco se fez, e agora, continua sua linha suspeita de silêncio em um momento que pede total vigilância, cobranças... ou então, eles preferem mesmo aceitar a "ameaça" de censura, nos moldes Chavez e Evo. Lamentável... |
| Jose Carlos Dias Santos |
| Enviado em: 12/01/2010 11:33:55 |
| Meu caro. leio sempre o seu postes, mas nunca comento, mas hoje eu estou aqui para lhe parabeniaar por essa sensatez. Na maioria das vezes que vejo tv ou leio jornais, tenho a impressão que não estamos no Brasil, por ler tantas blasfêmia dessa imprensa ultradireitista. O que lemos nós jornais nos deixa louco de tanta ira. Ler tanta sacanagem contra a democracia, Não digo contra o governo, mas sim contra nós todos. Estou realmente muito apreensivo pois não sabemos qual o rumo que vai tomar essa campanha eleitoral. Pois o terrorismo dessa imprensa está ultrapassando todos os limites. Parabéns mais uma vez pelo seu texto. Temos que saber o que realmente aconteceu nos tempos de chumbo. |
| Angelo Azevedo Queiroz |
| Enviado em: 12/01/2010 12:56:24 |
| Ah, que pena! Parece que o governo vai recuar. O assunto não passou batido como queriam os aloprados do governo, mas imprensa acabou dando uma ajuda inestimável ao Lula e chamou a atenção para a bobagem. Já pensou, na campanha eleitoral, em um debate na televisão, o adversário de Dilma começa perguntar: a senhora é a favor do aborto? A senhora acha que se alguém tiver sua casa invadida não pode ir direto à justiça pedira retirar o invasor? A senhora que proibir os servidores públicos d pendurar crucifixos na parede da repartição? E pendurar a cruz no pescoço no horário de trabalho, a senhora é contra? A senhora esteve envolvida com grupos terroristas no passado? É claro que a Dilma não ia querer debater esse assunto no horário eleitoral e ia desconversar. Aí, bastava tirar o decreto e as manchetes de jornal que a tal comissão da verdade ia dar e ler calmamente. O Lula já percebeu a bobagem e vai cair fora. Ele é ignorante e iletrado, mas não é burro. e não vai seguir as idéias de alguns articulistas e comentaristas aqui do OI.! |
| Diego Assumpção |
| Enviado em: 12/01/2010 13:26:11 |
| Excelente análise dessa estranha cobretura feita pela imprensa, notadamente a impressa. Acho q seria necessário que o jornalismo se voltasse a sua essência, de busca pela verdade, sem interesses escusos e , principalmente, sem informar de forma tão parcial uma população que, em sua maioria, já é desacostumada a realizar uma análise crítica sobre os fatos mais importantes. Mais uma vez, parabens sr. Alberto. |
| Luiz Fernando Mendes de Santana |
| Enviado em: 12/01/2010 13:37:46 |
| Outro excelente artigo Dines. O Observatório observando a Imprensa! Parabéns. |
| Wendel Anastacio |
| Enviado em: 12/01/2010 13:43:29 |
| Caro Sr. Dinis; Como minha memória não é como a da maioria dos brasileiros, solicito: nos conceda, POR FAVOR, seus brilhantes comentários sobre o episódio do " ISTO É UMA VERGONHA". |
| José Albino |
| Enviado em: 12/01/2010 14:47:17 |
| Cuidado com o boi voador! O perigoso boi voador! A imprensa ajudando o brasileiro a matar o boi voador! Com dedo no gatilho e tudo! Um brasileiro ( provavelmente darwinista, suponho) escreveu isto um dia: “E quem garante que a história é carroça abandonada numa beira de estrada ou numa estação inglória? A história é um carro alegre cheio de um povo contente que atropela indiferente todo aquele que a negue. É um trem riscando trilhos, abrindo novos espaços, acenando muitos braços, balançando nossos filhos.” Na mesma época, ele falava de um tal “Boi Voador”. E não é que o III PNDH virou o boi voador? Manda prender esse boi, seja esse boi o que for. |
| Miro Junior |
| Enviado em: 12/01/2010 14:50:19 |
| Caro Dines, parabéns novamente pela sua postura democrática e pacificadora. Este não é um tema para se fazer política rasteira ou para se fazer prevalecer interesses que a nossa sociedade reiteradas vezes tem se negado a avaliar. É publico e notório que grandes veículos de mídia apoiaram o golpe militar e depois o endurecimento do regime. Repetidas vezes assistimos destes mesmos meios tentativas de reescrever este período negro,sendo a mais recente é a tal "DitaBRANDA da FSP. Ao meu ver além de uma tentativa de fazer política eleitoral estamos estes meios de mídia estão com medo da chamada Comissão da Verdade, onde se poderia dar nome as bois e escrever a história como ela realmente aconteceu. |
| Marcos Barros |
| Enviado em: 12/01/2010 14:56:50 |
| Mais um excelente comentário do Dines. Demonstra um contexto evidente que muitos insistem em não ver. Atirar sempre não é apenas uma estratégia, na linha do "o ataque é a melhor defesa", mas é uma sistemática manobra diversionista para impedir no Brasil reformas feitas no final do último milênio nas chamadas democracias ocidentais. |
| Herman Fulfaro |
| Enviado em: 12/01/2010 15:17:14 |
| Parabéns, Dines! Não comentar o affair Casoy – insólito, porém de menor importância - talvez tenha sido um acerto. Ao que tudo indica os neurônios, agradecidos por terem sido poupados de uma crítica ao patrício, lhe deram a retribuição em forma de lucidez... |
| angelo azevedo queiroz |
| Enviado em: 12/01/2010 16:15:28 |
| A gestão lula sempre tratou a pontapés o legado do governo anterior. Por exemplo, ninguém no governo Lula gosta de lembrar que o bolsa família teve origem no governo anterior. O PNDH , no entanto, já nasceu com um baita III, para afirmar-se como continuação do PNDH II..Todos sabem que aversão 3.0 esta sendo criticada pelo que ela tem de diferente da versão 2.0, pelos “avanços” implementados pela gestão Lula. É como diz a sabedoria popular: filho feio não tem pai. Se fosse coisa bonita o tal PNDH nem tem teria esse nome e muito menos seria carimbado com o III. Ate o governo petista tem vergonha desse plano, tanto que não quis assumir a paternidade. |
| José Albino |
| Enviado em: 12/01/2010 17:27:48 |
| Caro Dines: O boi voador adquiriu natureza dual, como a luz, que ora comporta-se como partícula, ora como onda. Se é partícula, o pai é fulano ( ou fululano, como queira); se é onda, o pai é sicrano ( sicrano é qualquer um que não seja fulano ou fululano, mesmo que tenha receio de assumir a paternidade em público, ou que nada tenha feito para assumir a paternidade no tempo que lhe foi disponível). Se é partícula é ruim, se é onda é bom. Se o boi voador passar e der certo, é porque o bolsa partícula do fulano é uma expressão momentânea do então já conhecido bolsa onda; Se der errado, a teoria da relatividade já previa por sicrano que o efeito da dualidade do boi voador e suas conhecidas propriedades de bolsa onda superam as manifestações de bolsa partícula. E viva o boi voador e suas características duais, produzindo uma relatividade extremamente conveniente! Como sempre, Sagredo tentando explicar inutilmente a Simplício o funcionamento do boi voador... |
| José Roberto Antonio |
| Enviado em: 12/01/2010 17:43:21 |
| A caduquice da ANJ é irreversível. O perigoso é deixá-la solta. A mídia não está preocupada com o PNDH. Ela está disposta a criar crise a pedido de setores reacionários da direita e de candidaturas que terceirizaram a política, ainda mais neste ano eleitoral. Neste limbo estrutural, está a imprensa que não apura, não privilegia o contraditório, a pluralidade da notícia e muito menos a narratividade. Opta de imediato pela dissertação, sem cognição. O objetivo é desestabilizar o governo e a candidatura de Dilma, colocando em seu colo a idealização do plano, que, na verdade, nasceu de uma conferência e de debates. Mais uma crise. Como sempre, o medo dos raivosos da mídia e deste jornalismo neocon fará Lula recuar. Ainda porque a imprensa propaga a ameça de aquartelamento, instigado por um ministro do governo, a grita dos retrógrados da Igreja e dos latifundiários. São vozes que ainda ecoam dos porões da Ditadura e querem barrar a verdade, o avanço da democracia e uma sociedade que luta para contrapor poderes podres enraizados nas estruturas oligárquicas. Entre as quais, as dos "generais" da mídia para a manutenção de monopólios, propriedades cruzadas e verticalizadas, apropriação vitalícia e hereditária do espectro eletromagnético e da manutenção da “onisciência” para atender e conduzir grupos sociais atrasados que desconstroem a cidadania e e ferem a real liberdade de expressão |
| Alexandre Rodrigues Alves |
| Enviado em: 12/01/2010 18:47:06 |
| Parabéns pelo texto Dines! Mais uma vez a imprensa berra contra a mínima coisa que pode fazer um parco controle sobre ela; as grandes redes de TV e os jornalões querem ditar a pauta no pais, decidir o que se pode ou não falar, sem serem criticados de maneira nenhuma; toda vez que o governo Lula tentou fazer algo diferente do usual nessa área (já que normalmente a relação entre grande imprensa e governo é muito boa, vide a publicidade governamental) foi criticado. Ainda bem que o Observatório da Imprensa discute as questões de interesse público e não concorda com a idéia de que a imprensa é inatacável no Brasil. |
| Antonio Pereira |
| Enviado em: 12/01/2010 22:17:22 |
| Texto excelente, parabens Dines. Não tenho dúvidas que tratar e levar a sério a questão dos Direitos Humanos no Brasil é uma tarefa espinhosa e extremamente ingrata. Quem tem medo dos Direitos Humanos tem a conscência comprometida com algum ato nefasto. |
| Cristiana Castro |
| Enviado em: 13/01/2010 01:41:12 |
| É isso aí, Dines. Enquanto houver a web, ninguém fala em nome dos jornalistas, eles tem voz própria. Nós queremos ouvir essa voz e estamos ouvindo. Tua responsabilidade é absurda, não invejo o teu lugar mas agradeço o respeito por nós, leitores e, asseguro, por parte da maioria de nós, o mesmo mesmo respeito que nos é dispensado. |
| Adilson Benedito |
| Enviado em: 13/01/2010 02:24:41 |
| Você afirma: "Os repórteres não têm culpa", como não? Claro que têm, pois fazem parte da laranjada. O PIG está rechaçando o PNDH, porque há a possibilidade de cancelar concessões públicas de empresas de telecomunicações que de alguma maneira contribuiram com a ditadura militar. Sabemos que as empresas de telecomunicações sempre estiveram do lado dos ditadores e torturadores. Simples assim. |
| Rodrigo Veloso |
| Enviado em: 13/01/2010 08:56:53 |
| É isso aí Dines! É incrível como os jornalões dão espço à histeria (afinal defendem eus interesses) e tão pouco crédito a quem efetivamente lida com os Direitos Humanos. Triste verificar que estamos realmente na "boriscasoylização" completa da mídia. Que país é esse... |
| Miro Junior |
| Enviado em: 13/01/2010 11:29:24 |
| Também brilhante o texto do Luiz Cláudio Cunha: "Qem tem medo da verdade; http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=572CID01 |
| Angelo Azevedo Queiroz |
| Enviado em: 13/01/2010 12:08:18 |
| Reportagem de Marta Salomom, na Folha de hoje faz jornalismo e põe os pontos e virgulas que faltam nos textos de Dines.. Informa que o próprio governo reconhece que houve "ruído de comunicação" no decreto publicado às vésperas do Natal e que o texto final, não teria passado pela revisão da equipe da casa civil.”. Também informa que ‘uma semana antes da publicação do decreto no "Diário Oficial da União", Lula já havia acordado ministro Nelson Jobim que a comissão nacional da verdade, a ser criada investigaria violações de direitos humanos praticadas não apenas por militares durante a ditadura , mas também pelos guerrilheiros e que isso não ficou claro no decreto. Ponto. Mas Dines vai continuar aqui a espinafrar a imprensa , dizendo que ela isso, ela aquilo. Ou a reportagem da folha esta errada ou o texto do Dines de outros observadores e pura paixão travestida de critica isenta. Aos fatos para ver onde está a verdade. |
| Ádina Corsi |
| Enviado em: 13/01/2010 14:45:59 |
| Pergunto: O que nós podemos fazer para melhorar a imprensa no Brasil? Vi no blog do Azenha uma sugestão muito boa, como consumidores, nós podemos manifestar nossa indignação junto às empresas que finaciam estes meios de comunicação. Dizendo: não compro mais seus produtos pois vocês anunciam em tal jornal e tal emissora, que tem um comportamento aético, que vcs fianciam..etc. |
| Luciano Prado |
| Enviado em: 13/01/2010 21:57:02 |
| Vocês têm certeza que o post é do Dines? Eu acho que ele está de férias. Está muito fora do padrão "Dines". A evolução é muito grande. De qualquer forma vou guardar o que aqui anotado. |
| Marcelo Idiarte |
| Enviado em: 17/01/2010 11:43:09 |
| Assistir - mais uma vez - quartéis, Igreja e oligopólios de comunicação dançando de rostos colados a mesma música seria cômico, não fosse trágico. Em tese um é a própria contradição do outro. Porém na prática... |
RODÍZIO DE CARROS
Em São Paulo a comunidade ganha da mídia
Alberto Dines | Edição nº 4 | 23/05/2012 | 0 comentários
RODÍZIO DE CARROS
O "obrismo" dos engenheiros derrotado pelas soluções sociais.
Alberto Dines | Edição nº 4 | 23/05/2012 | 0 comentários
RODÍZIO DE CARROS
Teoria e Prática do Factóide(*), a contribuição radiofônica
Alberto Dines | Edição nº 4 | 23/05/2012 | 0 comentários
IMPRENSA YUPPY
É chique dizer "não". Mesmo para o progresso
Alberto Dines | Edição nº 4 | 23/05/2012 | 1 comentários
OLHA A LÍNGUA
Usar o dicionário evita distorções na informação
Alberto Dines | Edição nº 4 | 23/05/2012 | 0 comentários
Ver todos os textos desse autor






