LEITURAS DE VEJA

Boa escola, "mas" criacionista

Por Michelson Borges em 11/09/2007 na edição 450

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) nº 9.394/96 estabelece que os alunos devem criticar objetivamente as teorias científicas como construtos humanos de representação aproximada da realidade, e que essas teorias estão sujeitas a revisões e até descarte, e que o ensino médio tem entre suas finalidades habilitar o educando a ser capaz de continuar aprendendo, a ter autonomia intelectual e pensamento crítico.

Fui professor de História num colégio adventista em Florianópolis, hoje sou editor na Casa Publicadora Brasileira (editora adventista) e posso garantir que tanto nas aulas quanto em nossos livros didáticos cumprimos o que recomenda a LDB, uma vez que estimulamos o pensamento crítico dos alunos ao apresentar-lhes os dois modelos das origens e permitir que façam comparações e identifiquem as insuficiências epistêmicas do darwinismo. A rede educacional adventista cultiva altos índices de aprovação de seus alunos em vestibulares, o que significa que esses estudantes conhecem suficientemente as idéias evolucionistas.

Segundo a Dra. Marcia Oliveira de Paula, professora de Biologia no Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), "a teoria da evolução deve ser ensinada nas escolas, já que essa teoria é aceita pela comunidade científica atualmente para explicar as origens. Porém, o aluno deve ser esclarecido sobre as bases da teoria e sobre suas limitações. O estudante deve conhecer a teoria da evolução, mesmo que decida não se posicionar a favor dela".

As escolas adventistas fazem isso. Mas a revista Veja, em sua reportagem "Graças a Deus – e não a Darwin", de Marcos Todeschini e Camila Antunes (edição nº 2025, de 12/09/07), apesar de reconhecer que "algumas das escolas adventistas já aparecem entre as melhores do país nos rankings de ensino do MEC", sugere que há certo obscurantismo por parte do sistema educacional adventista, pelo simples fato de ali se ensinar de acordo com a LDB.

Difusão de valores

A Dra. Marcia garante que seus alunos aprendem todo o conteúdo de evolução como em qualquer outra universidade. "Nas aulas de Evolução eu não ensino criacionismo. Ensino evolução de forma crítica. Ou seja, discutimos os pontos fortes e fracos da teoria. Os alunos do Curso de Ciências Biológicas do Unasp têm, além da disciplina Evolução, duas disciplinas denominadas Ciência e Religião e Ciência das Origens (2h semanais cada). Nessas disciplinas se discute a interação entre ciência e religião, sendo feita uma comparação crítica entre as especulações da ciência sobre as origens com as idéias da visão de mundo teísta cristã." Ela diz ainda que "temos questionamento de ambas as partes, tanto de alunos que se consideram criacionistas como dos que se consideram evolucionistas. Por outro lado, há espaço nas aulas de Ciências das Origens para que eles possam também questionar o criacionismo".

Mesmo assim, numa evidente demonstração de desconhecimento de causa, os autores do texto da Veja afirmam que "os estudantes são apresentados, sem nenhuma espécie de visão crítica, à explicação criacionista do mundo, segundo a qual homens e animais foram criados por Deus, tal como está na Bíblia". E sentenciam: "Esse, sim, é um evidente atraso."

Veja reconhece também que "são 318 dessas escolas [adventistas] no país, com 37% mais alunos do que dez anos atrás [em contraste com a estagnação da rede educacional católica]. Elas sobressaem em meio a milhares de outras não só porque proliferam rapidamente, mas também por seu bom nível acadêmico". Segundo especialistas consultados pela revista, "um dos fatores que impulsionam essas e as outras escolas religiosas que dão certo no Brasil são valores que os pais acreditam ver nelas reunidos. É algo difícil de mensurar, mas foi bem mapeado por uma nova pesquisa que ouviu 15.000 pais de estudantes brasileiros de colégios religiosos. Ao justificarem sua escolha por uma escola confessional, eles foram específicos: acham que esses colégios são mais capazes de difundir valores `éticos´, `morais´ e `cristãos´ (mesmo que eles próprios não sejam seguidores de nenhum credo)". Tanto é que, segundo a reportagem, 70% dos estudantes matriculados em escolas adventistas não seguem a religião.

Chance perdida

Veja não perde a chance de incensar Darwin, ao afirmar que "historicamente, o criacionismo vigorou no meio acadêmico até o século 19, quando foi superado pela teoria da evolução de Charles Darwin, que pela primeira vez esclareceu a origem dos seres vivos com base em evidências científicas".

A afirmação é exageradamente triunfalista e, em seu blog Desafiando a Nomenklatura Científica, o coordenador do Núcleo Brasileiro de Design Inteligente, Enézio de Almeida Filho, tece o seguinte comentário:

"Apesar de a teoria da evolução de Darwin ser aceita a priori entre os cientistas para explicação da origem e evolução da vida, ela não é assim uma `Brastemp´ cientificamente. Darwin não esclareceu a contento `a origem dos seres vivos com base em evidências científicas´, tanto é que discutimos desde 1859 até hoje a vera causa do mecanismo evolutivo. [Dizem que a evolução é um fato], mas não sabemos até hoje o que provoca esse processo evolutivo.

"Todeschini e Antunes nunca leram o Origem das Espécies. Se tivessem lido, saberiam que Darwin com as suas múltiplas especulações transformistas lidou mais com variações, tanto que o livro mereceria melhor o título de Origem das Variações. Segundo Ernst Mayr, o último papa evolucionista, o livro é muito confuso e não explica o que se propôs: a origem das espécies."

A matéria de Veja também diz que "em escolas de estados mais conservadores nos Estados Unidos, ainda hoje o criacionismo predomina – e Darwin é banido do currículo". Mas Enézio, que é mestrando em História da Ciência pela PUC e também fez pós-graduação nos Estados Unidos, contesta:

"Todeschini e Antunes generalizaram demais, e não identificaram as escolas e nem tampouco os `estados conservadores´. Darwin continua sendo ensinado nas escolas americanas até nesses estados `mais conservadores´ por força de decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos no fim da década de 1980."

Veja perdeu a chance de publicar uma reportagem neutra e puramente informativa, nos moldes do bom jornalismo. Então, fica para a próxima.

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 Paulo Bandarra
 Enviado em: 11/09/2007 16:11:24
Parabéns a VEJA por colocar os pontos nos “is”. Criacionismo não é uma teoria científica e nem uma alternativa para a explicação da evolução (que sempre negou) e a de origem da vida. Apenas é a visão de um povo atrasado do deserto que escreveu as coisas de modo infantil de como eles achavam, no seu nível de ignorância (desconhecimento) de que as coisas ocorreram! Todo o mundo Hindu, Budista, Taoista, Espiritista, etc; não concordam com a narrativa da Bíblia, pois foram criados em outras crenças místicas. E, como o criacionismo, não explica melhor os mecanismos de evolução do que as leis de gravitação universal, não servem para nada a não ser consolar as almas crentes! Assim como a Bíblia não serve para tratar a tuberculose, para pousar um robô na lua, ou enviar uma informação para o outro lado do mundo, também não serve minimamente para compreender o mundo natural, como se formou as estruturas moleculares, de que maneira se deu as especiações ou o desaparecimentos dos fósseis de dinossauros, para mencionar o mínimo minimorum! Por sinal, a Bíblia nem sabia que tinham existido! Certamente a qualidade não se deve ao criascionismo mesmo!
 Afonso Teodoro
 Enviado em: 11/09/2007 18:40:28
As Escolas devem ensinar ciências. Não superstições bobas sobre vontade de deuses e demônios.
 Ivacy F. Oliveira Oliveira
 Enviado em: 12/09/2007 08:41:22
Faço minhas as palavras de Michelson Borges. Na falta de melhores informações, a mídia, via de regra, prefere papagaiar o que dizem alguns evolucionistas, sem questionar, porque soa melhor parecer "científico". Se tivesse que escolher uma escola para meus filhos hoje, eu não vacilaria em optar por uma onde aquilo que Deus disse é mais importante que Darwin. Obviamente, com espaço para discussão e escolha entre Criacionismo e Evolucionismo. Precisamos de mais escolas comprometidas com princípios e valores. Caso contrário, como a realidade tem provado a cada dia, as coisas só tendem a piorar.
 Ruben Holdorf
 Enviado em: 12/09/2007 10:58:38
A presença do professor Roberto Azevedo na Universidade Federal de São Carlos provocou a irritação dos intolerantes evolucionistas, que resolveram ir à palestra do criacionista com o objetivo de perturbar o ambiente. Eles argumentaram que cerca de 60 por cento dos norte-americanos rejeitam o criacionismo. E daí? Qual é o problema? Nem por isso parte dos 40 por cento que simpatizam se encontram em um mundo medieval. Esses 60 por cento aceitam como ciência (humm) as teorias de Darwin, expurgando e anatematizando a figura de uma divindade. Isto sim são trevas. Apesar da existência de muitos criacionistas fanáticos e lunáticos, deve-se considerar que as maiores atrocidades cometidas contra a humanidade foram conduzidas por evolucionistas, cristãos ou não. O físico Marcelo Gleiser acusa de criminosas as escolas que mantêm em seu currículo o ensino criacionista. Que ele prove na Justiça quantos desses alunos cometeram crimes, ou então seja processado por essas instituições de ensino pela sua leviandade.
 Ruben Holdorf
 Enviado em: 12/09/2007 11:00:46
Afirmar que a fé religiosa pode limitar a liberdade de expressão é capcioso, de duplo sentido, de má-fé. Típico de evolucionistas amantes de Darwin e desesperados com sua derrocada. O problema em questão não é a fé, mas a entidade, a instituição religiosa, a seita, estas sim podem cercear a liberdade de expressão. Fé é uma característica individual, inata ao sujeito e não à coletividade. Ignorância dos jornalistas ou pura sacanagem? Configura-se no planeta uma batalha ideológica entre filosofias de natureza religiosa. Por trás de tudo isso, duas bases: o criacionismo e o evolucionismo. Os primeiros na retaguarda; os segundos, ensandecidos, individualistas, autoritários, arrogantes, envaidecidos, usando todos os subterfúgios para solapar, se possível, a própria estrutura social. Tudo para impedir que criacionistas cheguem ao poder. São ou não criminosos, nazistas, tiranos e despóticos? Que esse conflito não passe das idéias, das tribunas e dos espaços conquistados nas mídias!
 Lidiane Mesquita
 Enviado em: 12/09/2007 11:40:29
A repórter Camila Antunes em sua matéria na Revista Veja de 10 de Setembro de 2007 sobre o ensino adventista no Brasil apresenta-se sinceramente confusa, na melhor das hipóteses. A pior seria seu grande desconhecimento sobre a real significação de termos fundamentais do assunto que se propôs a investigar. A declaração inicial da matéria é que neste sistema de ensino o criacionismo se sobrepõe à teoria da evolução. Teoria, do latim theoria, significa especulação, suposição, tese. Exatamente o que o fruto do trabalho de Darwin é: conjectura. Mas em seu desfecho, como que num passe de mágica, a teoria se transforma em ciência, aquilo que pode ser observável e reproduzível. Se algum interessado há no assunto, com algum estudo poderá constatar que alguns dos principais pontos da teoria da evolução não foram comprovados ( vide registro fóssil) e que "evidências científicas" se encaixam tanto no modelo criacionista quanto no evolucionista. De outra forma, não haveria mestres e doutores formados nas mais diversas áreas das ciências naturais em prestigiadas universidades do país e do exterior que fazem apologia à estrutura conceitual criacionista, ou ainda ao Design Inteligente. Com os olhos abertos a esta realidade, não há que se falar em superação da teoria da evolução sobre o criacionismo; a discussão está mais acesa do que nunca. Ora, se temos uma discussão e evidências que
 Arnoud .
 Enviado em: 12/09/2007 13:50:19
Caramba, ver jornalista escrevendo estes absurdos é chocante! Querem ensinar o Criacionismo? Muito bem... mas lá na igreja de vocês! Na escola ensina-se Ciência! Por outro lado acho que os cientistas não devem ministrar aulas nas igrejas. Cada um com seus objetivos e seu público.
 Débora Carvalho
 Enviado em: 12/09/2007 15:25:37
O editor da matéria da Veja disse que o criacionismo é ensinado sem nenhuma visão crítica. Eu conheci o evolucionismo na sala de aula de ciências na Escola Adventista. Tanto no livro como no tema abordado e nas provas, o assunto era abordado sem preconceito. Contudo, para quem crê na Bíblia, o criacionismo foi apresentado como bíblico, conforme a teoria do design inteligente. Também estudamos a vida de cientista. Tenho uma coleção que fala sobre a vida dos grandes cientistas, cada livro fala de um. E sua grande maioria crê em Deus. Nas aulas de filosofia e sociologia na faculdade, os livros teóricos falam das crenças dos primeiros cientistas, e eles criam em Deus. Também está nesses livros o relato de que o método científico começou no estudo da criação. Tudo bem não acreditar na Bíblia, ser ateu. É um problema pessoal. Agora, dizer que quem acredita em Deus e na Bíblia é atrasado, aí é discriminação. Até porque nenhuma das duas teorias podem ser comprovadas cientificamente. Li o livro a Origem das Espécies - e não vi nada que não fosse expeculação. Acho que todo mundo tem direito de crer no que quiser. E quem acredita em Deus, no Céu e na criação, não é menos inteligente ou civilizado. Profecias biblicas foram cumpridas... mas crer nelas é opcional. Admiro quem tem fé suficiente para crer que somos macacos evoluídos e ainda existam macacos por aí. Eu não tenho tanta fé...
 Paulo Bandarra
 Enviado em: 12/09/2007 16:48:12
A Estudante Lidiane Mesquita , Brasília-DF – poderia, com base “na estrutura conceitual criacionista, ou ainda ao Design Inteligente” nos mostrar as evidências disto? O jornalista Ivacy F. Oliveira Oliveira , Tatuí-SP – vizinho do autor do texto, leu aonde que Deus “disse” algo sobre o criacionismo, visto que nem os judeus acreditam literalmente no gênesis! Por que ele teria dito isto para eles, e dito outras coisas para dois terços da humanidade o contrário? Não existe, caro Jornalista Ruben Holdorf , Engenheiro Coelho-SP – uma batalha filosófica religiosa entre criacionismo (piada) e a teoria iniciada com Darwin! Existe sim muito sangue rolando no mundo pelas crenças religiosas dos que escutam DEUS. Não apenas entre religiões, mas entre cristão entre si, islâmicos entre, entre semitas entre si, entre divergências de interpretes da bíblia entre si, nos cinco mil anos da bíblia! Mas onde ocorreu mortes devido a teoria da evolução? Não me venha dizer que os nazistas eram ateus? Esta é mais que tola para argumentar! Até hoje o mundo pergunta: “Onde estava O Papa Pio XII durante o holocausto?” O Papa bento XVI questionou, na sua visita à Polônia, no campo de concentração de Auchvitz, onde estava Deus no holocausto, porque Ele se calou? Não existe nenhuma tese científica que sustenta o uso de câmaras de gás como método evolutivo para acabar com os capitalistas judeus!
 Ruben Holdorf
 Enviado em: 12/09/2007 17:27:36
O fundamento das guerras genocidas é darwinista, a seleção natural, a lei do mais forte, a eliminação de quem não concorda com a filosofia vigente. Atitude semelhante a sua em se exarcebar alcançando delírios de estresse e ódio assustador contra aqueles que ousam pensar diferente. O senhor demonstra não respeitar opiniões alheias. Isso é típico de quem defende a seleção natural ou à força. É de se lamentar tal atitude.
 Laura Figueiredo
 Enviado em: 12/09/2007 17:43:01
Foi como já foi comentado aqui. Criacionismo não é ciência. Portanto não deveria ser ensinado nas escolas. Ademais, todos conhecem a história do gênesis bíblico, enquanto que com relação ao evolucionismo existe muito desconhecimento - inclusive por muitos professores. O fato de o evolucionismo ser uma teoria não o invalida de forma alguma. Pelo contrário, instiga-nos a pesquisar cada vez mais sobre o mecanismo de evolução das espécies.
 Ruben Holdorf
 Enviado em: 12/09/2007 17:48:29
Viva, que descoberta científica do professor Arnoud. De repente ele percebeu que jornalistas não têm o direito à liberdade de expressão e consciência. Com isso, ele retrata perfeitamente o regime da intolerância, do preconceito e da seleção de quem deve continuar respirando ou não. É ou não um pensamento nazi-fascista? Da pior espécie.
 Paulo Bandarra
 Enviado em: 12/09/2007 18:20:47
Mas isto não é ódio. Isto é a história. Não é invenção como o amigo faz! Recomponha-se e use argumentos racionais e conhecimento científico. Não bravatas! Pode responder a pergunta que fiz a estudante! Use a religião para conseguir controlar os nervos sem desepero!
 Paulo Bandarra
 Enviado em: 12/09/2007 18:23:55
Caro Jornalista Ruben Holdorf , Engenheiro Coelho-SP – parece que o amigo está meio descontrolado! Ninguém está propondo entregá-lo para o Opus Dei e nem levar as falas com Osama Bin Laden! Suas afirmações de justificar as guerras como darwinistas é tola. Para obterem a Terra Prometida (obviamente a que decidiram para si mesmo) o povo da Bíblia que o senhor tem como verdade absoluta e que por ela pode se matar livremente, aniquilaram o povo que habitava o lugar num primeiro genocídio da história matando os povos que habitavam o lugar e até mesmo todos animais selvagens e domésticos. Js 2-11 e Dt 7,2 (o extermínio dos cananeus), ou 1Sam 15 e Dt 25,19 (a destruição dos amalecitas). O início da intolerância se inicia com o monoteísmo inventado por Moisés, que não tolerava ninguém divergente dentro do seu território. Isto é dito com muito orgulho pelo antigo testamento. Darwin nasceu cinco mil anos depois! Os Cátaros foram eliminados sem nunca terem ouvido falar no mesmo! Os ameríndios foram eliminados por necessidade de ser levado a palavra de Deus aos mesmos, nunca pelos evolucionistas! Banhos de sangue foram promovidos pelas Cruzadas sem que nem mesmo duvidassem da Bíblia e o direito que ela lhes dava em matar, matar, matar! Poderia Darwin ter mudado a alma, de quem não acreditava nele, o que a religião ensina nestes milênios pela Bíblia?
 Ruben Holdorf
 Enviado em: 12/09/2007 19:16:20
Quem parece descontrolado é o senhor Paulo. Ao se sentir atingido, tenta usar de sofismas para me atacar. O senhor faz parte daquele grupelho de pretensos intelectuais defensores de minorias negras, indígenas, homossexuais, etc. Viva a tolerância, as cotas, as políticas públicas! Todavia, quando se trata de uma minoria criacionista, um rancor renasce e floresce revelando a verdadeira identidade e posição dos senhores evolucionistas. Chega a ser contraditória essa atitude de menosprezo. Como diria um verso na tão odiada Torá - por ser judaica aos seus olhos tal qual minha mãe (aliás, ela continua criacionista. Sua observação a respeito dos judeus não acreditarem no Gênesis é fútil e sem respaldo) -, não é bom ficar perdendo tempo com [ ]...
 Tales Tomaz
 Enviado em: 12/09/2007 20:33:33
Tanto o Criacionismo quanto Teoria da Evolução são questões de fé. Ambas as teorias não podem ser consideradas ciência – como muitos defensores de Darwin insistem – porque não passam pelo teste básico da ciência: observação e experimentação. Portanto, são somente isso: teorias. Mas algumas coisas são intrigantes: como peixes “evoluíram” a ponto de desenvolver uma mancha na cauda, muito semelhante a um olho, que reconhecidamente serve apenas de camuflagem? O peixe nem sequer tem consciência de que aquele “olho” serve para enganar seu predador. É uma coisa simples, né? Queria só lembrar também do que Salomão ensinou em Provérbios. Não repreenda o tolo, porque ele vai ficar irado contra você. Repreenda o sábio, porque ele vai refletir na sua repreensão. A intolerância dos darwinistas a um diálogo aberto com os criacionistas deveria somente confirmar a fé destes.
 Paulo Bandarra
 Enviado em: 12/09/2007 21:20:16
ELIO GASPARI Bento 16 e o padre polonês anti-semita__ A rádio Maria informa: em Auschwitz não era um campo de extermínio, mas um centro de trabalho___ http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1209200719.htm E outra da religião: Grupo palestino defende morte de Madonna e Britney Spears __ da Ansa, em Gaza As cantoras Madonna e Britney Spears "são imorais, disseminam a corrupção e portanto merecem morrer", afirmou hoje o porta-voz dos Comitês de Resistência Popular, Mohammed Abed-Al (Abu Abir). ___ http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u327900.shtml
 Michelson Borges
 Enviado em: 12/09/2007 21:50:14
O grande problema é se confundir ideologias com ciência experimental. Darwinismo e criacionismo têm componentes científicos e filosóficos. Por isso mesmo, é legítimo que se ensine ambos como interpretações válidas relacionadas com as origens. Se os criacionistas não têm respostas para tudo, o mesmo ocorre com os darwinistas (vide ancestralidade comum e explosão cambriana, origem da informação genética, etc.). Por isso mesmo, é importante haver humildade e mente aberta, tanto quanto possível despida de preconceitos e belicosidade, se se quer promover o diálogo. O que se vê, geralmente, são religiosos que desconhecem as bases da ciência e ditos céticos (que, entretanto, não são céticos quanto ao ceticismo) que repetem ad infinitum argumentos contrários à Bíblia Sagrada, sem se darem ao trabalho de pesquisar a fundo tais alegações. Quando um lado não sabe o que o outro pensa, é difícil conversar. Fica aqui o convite para conhecerem os temas abordados em www.criacionismo.com.br
 Michelson Borges
 Enviado em: 13/09/2007 08:38:15
Sr. Paulo, acusar a Bíblia (ou a religião) com base no que religiosos fizeram e fazem de errado é tão absurdo quanto culpar Darwin pelo fato de Hitler ter se valido da idéia da seleção natural para levar avante seus planos de eugenia. Os darwinistas não gostam que se faça essa associação. Os criacionistas também não concordam com aquela. O que a Palavra de Deus tem a ver com Inquisição, Cruzadas ou terrorismo? Nada! Basta ler os ensinamentos de Jesus para perceber que a tônica do cristianismo é a paz e a tolerância. A "revolução" proposta por Jesus é a do coração, pela aceitação racional das doutrinas bíblicas.
 Paulo Bandarra
 Enviado em: 13/09/2007 08:44:32
Errado, caro jornalista Michelson Borges , Tatuí-SP – Criacionismo não é ciência e nem mesmo uma teoria científica! Ela se baseia na fé simples. Mas fé é uma má pesquisadora e conselheira! Está exposto na Argentina três múmias, A Donzela, a Menina do Raio e o Menino. Foram sacrificados pela fé apenas com muito orgulho dos pais e sua comunidade! Será que obteve alguma proteção para seu povo hoje extinto? Certamente é indefensável. Assim também os Egípcios cultuaram seus Deuses por mais de cinco mil anos, no entanto nada do que sobrou presta! Apenas a sua ciência pode ser apreciada. Lutadores do islamismo moderno jogam aviões matando milhares de pessoas para irem aos céus. Será que vão? As bases do Criascionismo são as mesmas. Não possui, como alega, NENHUM componente científico. Uma narrativa de alegadas falas divinas através de pessoas como foram os profetas incas, egípcios, babilônicos, etc.. E mais ainda, completamente ignorante dos fatos e fenômenos! Assim, a fé é péssima cientista! O fato de ter se espalhado a palavra da Bíblia a ferro e fogo não faz dela uma verdade mas uma imposição através da força como fizeram as três religiões monoteístas. Ou crê, ou morre! Como ciência é explicar os fenômenos, poderia como criascionista, nos explicar como Deus criou o DNA! http://mordaz.blog.terra.com.br/
 Tales Tomaz
 Enviado em: 13/09/2007 08:57:21
Todos nós aprendemos, desde as aulas de Ciências do primário, que para provar algo cientificamente é preciso ter: observação e experimentação. Isto é, observar um fato e repeti-lo em laboratório. As bases desse pensamento remontam desde Isaque Newton (cristão criacionista), pelo menos. Se algo não pode ser observável e/ou reproduzível em laboratório, NÃO é ciência. Bem, alguém já conseguiu "fabricar" vida sem um ser vivo anterior? A resposta é: não. Os doutores Stanley Miller e Sidney Fox (só para ficar nos mais conhecidos) até tentaram, mas não conseguiram. Portanto, o evolucionismo materialista, que crê que a junção de alguns elementos químicos geraria vida, não é científico. É simplesmente FÉ. O que há de errado com a fé? Os evolucionistas têm a FÉ deles, e nós criacionistas temos a nossa. Convido todas as pessoas sérias deste debate a procurar, com liberdade intelectual, conhecer as razões porque a vida NÃO pode ter surgido espontaneamente. O reconhecido cientista Louis Pasteur (cristão e criacionista) provou isso no século XIX. *Os argumentos do sr. Bandarra para "denegrir" o criacionismo com base em religiões fundamentalistas nem precisam ser comentados devido à ausência de lógica. Como se, por um grupo palestino querer a morte de Madonna, o criacionismo não merecesse ser ensinado ao lado do evolucionismo. Raciocínio de tirar o fôlego!
 Tales Tomaz
 Enviado em: 13/09/2007 09:03:14
O sr. Bandarra poderia explicar para todos aqui qual é a probabilidade de o DNA se formar ao acaso, sem ter sido reproduzido de um DNA anterior? Porque, para o evolucionismo materialista ser validado, o DNA precisa ter surgido em algum momento - e não foi vida que o gerou. Espantosamente os evolucionistas crêem na abiogênese, teoria refutada há quase dois séculos, e querem se dizer "cientistas". Ora, assumam que vocês têm é FÉ (em Darwin) e medo de Deus! Assim até mesmo a consciência de vocês ficará mais tranqüila!
 Paulo Bandarra
 Enviado em: 13/09/2007 09:45:10
Caro Estudante Tales Tomaz , Belo Horizonte-MG - . Poderei responder, assim que o amigo me indicar COMO Deus criou o mesmo. Daí veremos qual a melhor probabilidade científica de ter ocorrido! Quanto a questão da senda de sangue originada pela Bíblia foi em resposta ao descrente Ruben Holdorf de que as guerras e genocídios se originaram pela teoria da Evolução! Neste aspecto, os terroristas das torres gemeas agiram em nome de Deus e não do evolucionismo! Perdoem-me se lhes ofendo com fatos históricos! Assim como lembro que o método científico nasce com Galileu Galilei, aquele calado pelos seguidores da Bíblia, e não com "Isaque Newton" (Isaac)!
 Michelson Paulo
 Enviado em: 13/09/2007 10:05:46
Paulo, creio que o ônus da prova esteja com você. Para mim é simples pensar que vida provém de vida; informação provém de uma fonte informante. O DNA sugere planejamento - e como médico você sabe mais disso do que eu. Não sei COMO Deus criou o DNA, mas gostaria de saber como sua visão filosófica materialista explica isso. É verdade que o criacionismo se assenta sobre pressuposições que exigem fé. Mas o modelo explica bem a questão da complexidade irredutível, a origem da informação especificada, a ausência de fósseis intermediários, a disposição plano-paralela dos estratos na coluna geológica e muitas outras "anomalias" para a cosmovisão evolucionista. Mas você deve admitir que sua concepção darwinista de mundo também tem como base os pressupostos naturalistas e que, portanto, você jamais aceitará o sobrenatural por conta desses pressupostos e não pela observação e análise dos dados ou mesmo pela experiência pessoal. A verdade é muito ampla para ser buscada apenas dentro da ótica do método científico (por melhor que seja). Você deve seguir as evidências, levem elas aonde levar, e não querer apenas que a verdade esteja do seu lado, mas querer estar ao lado da verdade. [www.michelsonborges.com]
 Tales Tomaz
 Enviado em: 13/09/2007 10:11:57
Pois então, assim como nós não sabemos explicar como Deus criou o DNA - e portanto admitimos que temos FÉ - o sr. também não sabe explicar qual é a chance de o DNA ter surgido ao caso, já que são necessários milhares de zeros para indicar uma probabilidade. A diferença é que o sr. ñ reconhece que tem FÉ (em Darwin e em seu modelo). É única diferença! São teorias filosóficas, portanto, que deveriam ser ensinadas juntas criticamente. Se um dia alguém conseguir criar um DNA ao acaso, em laboratório, terá provado em parte a evolução e então você poderá começar a chamar a sua FÉ de ciência. Quanto ao mais, se você tiver capacidade intelectual para suportar uma outra idéia, pesquise por conta própria evidências - como a da 2ª Lei da Termodinâmica - de que a vida NÃO pode ter surgido ao acaso. Se não tiver essa capacidade intelectual, fique onde está mesmo que está de bom tamanho.
 Ruben Holdorf
 Enviado em: 13/09/2007 10:50:20
Muito bem, Tales, você fez cumpriu seu papel com distinção. Mas desista de bater em ponta de faca. O senhor Paulo não tem respostas para suas indagações. Ele sempre responde com perguntas, prova concreta de que o evolucionismo ainda o coloca em situação vexatória. Quanto ao ataque de 11 de setembro, senhor Paulo, você se esquece que nada há de concreto em relação aos mandatários do atentado. Aliás, nem foi o maior da história. Ou o senhor insiste em defender o ponto de vista ianque refutado por Thierry Meyssan com documentos e provas concretas de que o assunto em voga tem a ver com conspiração? E o senhor Meyssan é a maior autoridade no tema hoje na França. O senhor acusa os criacionistas de medievais, mas suas atitudes de rebeldia contra Deus e aqueles que crêem em Sua existência é muito parecida aos ensandecidos membros dos tribunais inquisitoriais. Ao ouvirem verdades ou serem contestados, ficavam irados, tensos, esbravejavam desejando matar a todos os infiéis, os hereges, os contrários à ordem determinada pelo poder dominante. Ora, seja sensato, o senhor tem uma posição que eu respeito, mas o senhor não admite que eu e tantos outros tenhamos liberdade de escolha. Isso é imposição, é tentar aplicar a teoria da seleção natural no contexto social, das ideologias. Uma hora a ficha cai. Espero que não seja tarde demais.
 Paulo Bandarra
 Enviado em: 13/09/2007 11:10:51
Não caro jornalista Michelson Paulo, o onus da prova está para quem alegue! O seu argumento é a falácia "argumentum ad ignorantiam". A falácia ocorre quando se diz que algo deve ser certo simplesmente porque não se provou a sua falsidade. Ou, equivalentemente, quando se diz que algo é falso porque no se provou a sua veracidade. A alegação da fonte das coisas como advindas do sobrenatural remota ao início da humanidade e não pela prova que ocorra. A criação das montanhas, movimentos dos astros, o movimento do ar, o correr da água, as mais banais coisas, sempre foram usada a explicação do sobrenatural, Deus, para explicar tudo. Não pelo conhecimento, mas sempre pela falta de conhecimento! Apenas que o criascionismo se baseia na falta de conhecimento para se propor como uma explicação sobrenatural pelos mesmos métodos: negar os fatos e defender o demiurgo como fonte de todos os fenômenos: da orogênese, do movimento, da complexidade irredutível alegada. Tudo, é claro, nunca relevada pela religião. Nem mesmo uma simples explicação de não tomar água fervida para não ter diarréia! A complexidade da montanha, do movimento, da chuva era tão irredutível para quem escreveu o Gênesis como é hoje para nós este aspecto! E a solução dos crentes é dada à mesma: o desenhista incompetente! Como você não sabe o COMO, nem mesmo uma teoria, não sabe nada! Apenas o obscurantismo religioso!
 Márcio Tonetti
 Enviado em: 13/09/2007 11:16:53
Por desconhecimento de causa, os evolucionistas vêem a Bíblia apenas como a Revelação (o que, para eles, é motivo de preconceito), mas se fecham para outros atributos da mesma. A Bíblia também é uma fonte de conhecimento histórico, lingüístico e arqueológico, além de teológico. É realmente de espantar a espécie de cientistas que temos hoje: bitolados e unilaterais. Que espírito científico é este que sequer tem disposição de analisar outras fontes de conhecimento? Se o criacionismo realmente é um “atraso intelectual” por que Isaac Newton teria dedicado tanto tempo ao estudo das Escrituras, a ponto de sistematizar suas considerações sobre as profecias de Daniel e Apocalipse?
 Tales Tomaz
 Enviado em: 13/09/2007 11:23:56
Sr. Bandarra, não sei como Deus criou o DNA – aceito-o pela FÉ. Mas você também não sabe como o DNA pode ter surgido ao acaso (ou sabe?). Somente acredita nisso. Isso tem outro nome que não FÉ? Amigo, a diferença é que os criacionistas reconhecem que têm FÉ, enquanto os evolucionistas materialistas não reconhecem (mas agem como tal). Você não pode explicar qual é a probabilidade de um DNA ter surgido ao acaso, é claro, porque essa probabilidade é daquelas: um para aquelas potências com milhares de zeros, probabilidade que segundo os matemáticos, na prática, é zero. Tenha a liberdade intelectual de conhecer as razões pelas quais a vida não pode ter surgido ao acaso. Há material suficiente na internet. *A propósito, escrever Isaque Newton - ao invés de Isaac - é o mesmo que escrever Nova York, ao invés de New York. É o mesmo que escrever Londres, ao invés de London. Só um toque.
 Michelson Borges
 Enviado em: 13/09/2007 11:39:06
Paulo, você precisa conhecer um pouco mais de Bíblia e de história da ciência. Galileu foi silenciado pela Igreja Católica e não pelos "seguidores da Bíblia", afinal, ele mesmo era crente. Galileu não foi contra as Escrituras, mas sim contra a visão geocêntrica de Aristóteles que havia sido adotada pelo catolicismo. A Bíblia nada tinha que ver com essa discussão. Isaac Newton, como Galileu, era profundamente religioso (escreveu muito sobre as profecias de Daniel e Apocalipse). O fato de nos terem legado o método científico demonstra que ciência e religião bíblica são perfeitamente compatíveis. A mentalidade preconceituosa e arrogante advinda do Iluminismo é que promoveu a dicotomia e o clima de batalha (que você perpetua em seus comentários). Sugiro-lhe a leitura de dois livros (para começar): Não Tenho Fé Suficiente Para Ser Ateu (da editora Vida) e A Alma da Ciência (Cultura Cristã).
 Michelson Borges
 Enviado em: 13/09/2007 13:21:49
Só um detalhe, Teles: se algum dia conseguirem criar DNA em laboratório terão tão-somente provado o que os criacionistas repetem há muito tempo - que vida só provém de vida e que esse tipo de coisa exige planejamento. O curioso é que os cientistas céticos querem que acreditemos que fatores casualísticos tenham trazido à existência estruturas que nem mesmo eles, com toda tecnologia disponível, conseguem criar. Haja fé mesmo!
 Ruben Holdorf
 Enviado em: 13/09/2007 14:02:00
Senhor Paulo, recomendo-lhe a leitura do livro 11 de Setembro de 2001 - Uma Terrível Farsa, do jornalista Thierry Meyssan. Talvez o senhor deixe de acreditar em histórias de fada e de governos vítimas de terroristas estúpidos instalados em cavernas num país pré-histórico. Parabenizo o Tales pelos argumentos contundentes, mas recomendo-lhe deixar o senhor Paulo em paz, já que ele em sua notável sapiência responde as críticas com perguntas, recusando-se a usar a razão.
 Márcio Tonetti
 Enviado em: 13/09/2007 14:35:29
Por desconhecimento de causa, os evolucionistas vêem a Bíblia apenas como a Revelação (o que, para eles, é motivo de preconceito), mas se fecham para outros atributos da mesma. A Bíblia também é uma fonte de conhecimento histórico, lingüístico e arqueológico, além de teológico. É realmente de espantar a espécie de cientistas que temos hoje: bitolados e unilaterais. Que espírito científico é este que sequer tem disposição de analisar outras fontes de conhecimento? Se o criacionismo realmente é um “atraso intelectual” por que Isaac Newton teria dedicado tanto tempo ao estudo das Escrituras, a ponto de sistematizar suas considerações sobre as profecias de Daniel e Apocalipse?
 Tales Tomaz
 Enviado em: 13/09/2007 14:42:17
Também convido o sr. Bandarra a escrever corretamente CRIACIONISMO, porque o termo deriva de CRIAÇÃO, e não de criasção (sic), como o sr. parece supor.
 Tales Tomaz
 Enviado em: 13/09/2007 14:43:47
A propósito, escrever Isaque Newton - ao invés de Isaac - é o mesmo que escrever Nova York, ao invés de New York. É o mesmo que escrever Londres, ao invés de London. Só um toque.
 Paulo Bandarra
 Enviado em: 13/09/2007 15:08:35
A Bíblia é a verdadeira palavra revelada de Deus, dizem os crentes. A prova está na Bíblia que diz que Deus existe! Ou seja, a Bíblia garante que Deus existe e Deus, na Bíblia, garante que ela é verdadeira! Um circulo vicioso encerrado em si mesmo! Além da noção de Deus não ser igual em todos os povos que tiveram revelações, filosoficamente Deus é insustentável! Quanto a ciência, é de probabilidade desprezível para explicação dos fenômenos sensíveis!
 Paulo Bandarra
 Enviado em: 13/09/2007 15:11:00
Pois Estudante Tales Tomaz, você reconhece então que não sabe NADA COMO seu Deus! Então isto não é uma filosofia, e muito menos ciência, que requer muito mais evidências, além de explicações pueris! Primeiro, para discutir, Darwin não sustenta a evolução, mas sim apenas desvendou alguns mecanismos dela. Não se prende a sua autoridade, mas as evidências! Ao contrário da sua proposta que não possui evidências, mas apenas AUTORIDADE dada arbitrariamente à Bíblia como sua própria “homologadora” dela mesmo com sendo verdade! Darwin desvendou na verdade cinco teorias dentro da teoria da evolução, e não apenas sobre a origem da vida! Enquanto você ficar negando a existência da genética, da meiose, da mutação, da existência de fósseis, nunca revelados pelo texto sagrado, assim como nenhuma causa das doenças e nem as pistas para a sua cura, poderá se contentar em acreditar em não saber NADA COMO ocorre, apenas ter fé! Como era o estágio de desenvolvimento intelectual daqueles homens que escreveram a Bíblia para dominar seus semelhantes! Uma ciência que não desvenda nada COMO ocorrem os fenômenos, não é admissível como sendo minimamente ciência! Chama-se ignorância (de ignorar)! SAber é uma opção de vida que tenho dúvidas se todos podem optar livremente por aprender sem medos inconscientes de desmanchar os sonhos e amparos realizados no período infantil da estrutura da personalidade!
 Paulo Bandarra
 Enviado em: 13/09/2007 15:32:28
Interessante o seu argumento, caro Michelson Borges, ao negar que tudo de mal que foi feito nada foi feito pelos seguidores das verdades bíblicas. Todos eram falsos, apenas humanos degenerados, impostores. Mas os que escreveram os livros da saga judaica, que considera como inspirados, não eram humanos falíveis e capazes de errar como os milhões de seguidores deles! Só todos que o seguem são falsos! Caro Jornalista Ruben Holdorf, já ouvi coisas assim, de que teriam sido sionistas que fizeram os ataques para obrigar os EUA a se envolver no Oriente Médio a seu favor, pois Bush tinha se retirado de lá, nesta época! Provam isto com a retirada dos judeus presentes na área no dia dos ataques! Outros dizem que o holocuasto é uma farsa! Quem sabe a verdade, não é mesmo?
 Ricardo Camargo
 Enviado em: 13/09/2007 21:42:23
Tomando em consideração a paixão dos debates travados, eu - como deísta, que Galileu nunca deixou de ser (e eu tive a oportunidade de ler os Discorsi quando estava elaborando um estudo sobre Hobbes) - gostaria de lembrar ao Dr. Bandarra de duas coisas: 1) não se pode dizer que a expulsão da idéia de Deus tena engendrado na URSS, na China e em Cuba regimes preservadores das liberdades públicas - e refiro este fato considerando seu sempre afirmado anti-comunismo, para mostrar que, pelo menos uma das suas premissas é falsa, isto é, a de que todas as experiências ditatoriais têm uma base deísta -; 2) filosoficamente, não há como derivar os conceitos do Bem e do Mal, do honesto e do desonesto tão-somente da Razão, porquanto o estabelecimento de uma determinada tábua de valores envolve sempre uma escola baseada em crenças. Esta lição, por sinal, foi colhida em um dos grandes sábios do Iluminismo cuja obra gosto de consultar amiúde, Benedictus de Espinosa (ou Baruch Spinoza, como quiser).
 Hudson Marques
 Enviado em: 13/09/2007 21:50:28
O sr. Michelson Borges chamou sua claque para lhe dar apoio. A maioria dos "jornalistas criacionistas" é freqüentadora de sua página na internet. Deve pensar que quanto mais ibope mais certas serão suas idéias estapafúrdias, que de ciência não tem absolutamente nada.
 Rogério Ferraz Alencar
 Enviado em: 14/09/2007 01:15:38
Tales Tomaz, eu também sustento esse ponto de vista: criacionismo e evolucionismo são questões de fé, pois nenhum deles pode ser provado. Acredito em Deus, não leio a bíblia nem sou religioso, embora pratique e freqüente atos ligados, principalmente, à religião católica, como casamentos, batizados, missas de corpo presente, missas de sétimo dia. Nunca li nem vou ler o livro de Charles Darwin, mas tive contato com a teoria da evolução. Paulo Bento Bandarra já disse que, se eu não “acredito” em Darwin, devo parar de tomar remédio...embora ele, iluminista e “iluminado” ao extremo, não renegue seu passado de estudante num ‘antro obscurantista’, como o colégio Marista, nem apague qualquer vestígio religioso da vida dele, como, por exemplo, o sobrenome “Bento”. Já perguntei, mas Paulo Bandarra nem outro iluminado qualquer se digna a responder: que tipo de bicho era esse ancestral comum de humanos e símios, capaz de gerar homens e mulheres e macacos e macacas? Com quem ele copulava? E o que é “a evolução”? O que é que faz com que seres vivos detectem o que é necessário para eles se adaptarem a certos ambientes e consigam transmitir, para as gerações futuras, essa necessidade? O que faz com que eles se modifiquem para satisfazer essa necessidade? E, sobretudo: por que ainda existem macacos e macacas? Por último: religiosos fanáticos e assassinos também não seriam fruto da evolução?
 Ruben Holdorf
 Enviado em: 14/09/2007 07:49:10
Professor Hudson, primeiro que eu não faço parte de claque alguma, principalmente daquele substrato do qual o senhor se insere. Até o momento tentamos manter um nível de discussão. Quem tem perdido a razão e partido para agressões fortuitas é o senhor Paulo. Quanto ao senhor, deve ser o mesmo tipinho de professores que um dia serão acusados pelos alunos por mentir e enganar gerações. Passar bem e recomendações à gangue de evolucionistas.
 Tales Tomaz
 Enviado em: 14/09/2007 08:59:03
E então, "professor" Hudson, os srs. Ricardo Camargo e Rogério Ferraz Alencar também fazem parte da "claque" à qual o sr. se refere? É essa a educação que o sr. passa para os seus alunos? Ensinando-lhes o respeito e a tolerância às idéias divergentes, ainda que não se concorde com elas? Espero que não! Além do mais, o sr. Michelson Borges não precisa de reforço. A idéia que ele quer transmitir está completa no texto. Não precisa de remendos - seja de criacionistas ou de evolucionistas. Só estou aqui porque li o texto e quis dar a minha opinião. Respeito quem é ateu. Eu já fui ateu. Não acreditava que poderia existir sobrenatural. Mas a minha mente sempre foi capaz de suportar uma revisão de valores - atitude essa que, creio eu, é essencial para nos fazer crescer. E então eu concluí que estava errado. Mas e daí? Você pode ser ateu se quiser e acreditar no que quiser. Só peço respeito para lidar com as idéias que não sejam iguais às suas. Senão você será (ou já é?) o tipo de professor que, caso o aluno discorde do ponto de vista, vai chamar ele de burro e escrachá-lo diante da classe. Atitude deplorável para quem teve tanta educação e está em pleno século XXI, século da tolerância.
 Paulo Bandarra
 Enviado em: 14/09/2007 09:06:08
Caro conterrâneo, advogado Ricardo Camargo, existe um erro no seu raciocínio quanto a Galileu ser deista. Na época dele ser pregador do movimento da terra levava a fogueira que levou Giordano Bruno para o lado direito de Deus! Assim alegar que ele era criacionista (obrigado Tales) quando não existia a teoria contrária não prova a verdade da crença, argumentum ad populum! Assim como alegaram que Isaac Newton era também criacionista! Se não fosse, seria expulso da cátedra! O Marxismo, apesar de ser ateu, tem um componente enormemente religioso de messianismo, de salvação moral da humanidade, na eliminação do pecado na terra, a igualdade humana criada a força! Muito bem expresso no Livro Vermelho de Mao, que foi distribuído como uma Bíblia do Marxismo pela Revolução Cultural! Ele se concentra na eliminação do pecado e do pecador em nome de uma fantasia! A questão da religião como fonte de intolerância e morte dos divergentes, e mais ainda dos não crentes, é crucial quando a alegação seja de que ela é prevenção do que ela é, na verdade, a fonte no mundo!
 Paulo Bandarra
 Enviado em: 14/09/2007 09:07:27
Temos de volta o amigo Rogério Ferraz Alencar: “Acredito em Deus, não leio a bíblia nem sou religioso,”... “Nunca li nem vou ler o livro de Charles Darwin, mas tive contato com a teoria da evolução.” Ou seja, o homem que nasceu tudo já sabendo sem precisar saber. Ainda não decifrou o enigma de quem revelou o nome da Terra para o planeta terra para os homens? A sua grande dívida? Abraços
 Ricardo Camargo
 Enviado em: 14/09/2007 09:53:44
Sr. Rogério Ferraz, eu li A origem das espécies. E o fiz, justamente, por conta de verificar até que ponto alguns economistas liberais não o estariam invocando em vão. E, diversamente de muitos seguidores,o próprio Darwin não traz certezas prontas, mas aguarda a regfutaçaõ. Aliás, neste ponto - e somente neste ponto - e que se pode visualizar uma proximidade entre ele e Sir Karl Popper, quanto ao teste de resistência das teorias, colocando-o na "falseabilidade".
 Ricardo Camargo
 Enviado em: 14/09/2007 10:12:50
Dr. Bandarra, não lancei mão do "argumentum ad populum". Costumo ser muito cuidadoso em relação a falácias. Agora, em nenhum momento eu disse que Galileu seria "criacionista" - confundir "deísmo" e "criacionismo" é um erro palmar, com o devido respeito, porque coloca uma das manifestações particulares como se fosse o todo ("fallacia pars pro toto") -. Já àquela época havia céticos confessos - Montaigne, por exemplo, foi contemporâneo de Galileu -. E Descartes era um deísta que aceitava a prova da existência de Deus pelo argumento de Sto. Anselmo. Ser ou não deísta, pois, naquela época de lutas religiosas, Dr. Bandarra, já era opção consciente. Quanto a Giordano Bruno, se o sr. lesse o Acerca do infinito, do universo e dos mundos - a Fundação Calouste Gulbenkian traduziu-o para o português -, considerá-lo-ia, pelos seus pressupostos, um amontoado de palavras anti-científicas, inclusive por aceitar ele - que fora monge dominicano - a própria idéia de metempsicose. Por outro lado, volto à carga no sentido de recordar que a bondade ou maldade, no sentido ético, não pode ser aferida cientificamente, porque à Razão é estranha a valoração que não se cinja aos conceitos de coerência ou incoerência, congruência ou incongruência, veracidade ou falsidade. A veracidade de uma proposição nada tem que ver com a sua bondade ou maldade, mas com a sua correspondência com o que ocorre.
 Hudson Marques
 Enviado em: 14/09/2007 10:19:19
Os Srs. Ruben e Tales - embora neguem - têm o comportamento padrão dos criacionistas: sempre agem em bando, quando confrontados perdem a paciência e passam a citar textos bíblicos, como se fossem uma muleta, falseiam dados científicos e tentam desqualificar os interlocutores quando percebem que sua falácia criacionista não está catequizando os incautos.
 Ricardo Camargo
 Enviado em: 14/09/2007 10:55:06
E, de logo esclarecendo a quem considere isto manifestação de "claque" ao articulista: não esposo a sua fé adventista, mas nem por isto penso que o inciso VI do artigo 5º da Constituição tenha ali sido inscrito por mero enfeite.
 Hudson Marques
 Enviado em: 14/09/2007 11:06:06
Curioso os criacionistas se queixarem de intolerância quando um deles afirma categoricamente: "O senhor faz parte daquele grupelho de pretensos intelectuais defensores de minorias negras, indígenas, homossexuais, etc." Além de ser preconceituosa, a afirmação se baseia em estereótipos, exatamente como os criacionistas agem em relação à Teoria da Evolução, acreditando que ela diz que o homem descende do macaco...
 Rogério Ferraz Alencar
 Enviado em: 14/09/2007 11:20:11
Voltei, caro Paulo Bento Bandarra. Voltarei sempre que esse assunto vier à baila. Até, uma vez, fiz o único comentário que um artigo seu recebeu. Eu nasci sabendo tudo? Tudo o que eu sabia, ao nascer, era chorar, mamar, fazer cocô e xixi. Precisei e preciso aprender muitas coisas. Não li nem lerei o livro de Darwin, ou qualquer livro de qualquer evolucionista, porque isso não me levará a nada, não dirimirá qualquer dúvida minha. Como já disse uma vez: o que o mais renomado cientista sabe a respeito da origem da vida e do universo é exatamente igual ao que eu sei: absolutamente nada. Em vida, jamais saberemos, com certeza, como começou a vida e como se originou o universo. Eu creio que foi Deus quem criou tudo, você crê que não. Eu creio na existência de Deus, você crê que Ele inexiste. Eu não posso provar a existência, e você não pode provar a inexistência. Um crente pode, mas um cientista não deveria afirmar coisas que não podem ser provadas. A luta dos evolucionistas é inglória, pois o adversário é portentoso. Ninguém menos que Deus. Ele, existindo ou não, é muito poderoso. Faz até cientistas se descabelaram para provar, principalmente para eles mesmos, que o inexistente inexiste. Eu gostaria muito de saber quem batizou (desculpe o palavrão) nosso planeta, quem deu o nome de Terra à Terra. E você? Continua vasculhando suas gavetas, em busca do elo perdido?
 Ricardo Camargo
 Enviado em: 14/09/2007 20:55:15
Para não dizer que deixei alguma coisa na resposta do Dr. Bandarra sem resposta, este caráter algo estatológico no pensamento marxista já tive a oportunidade de analisar mais profundamente, com base em Mircea Eliade, no meu livro Interretação jurídica e estereótipos. E, por outro lado, a própria mitificação do mercado foi analisada neste mesmo livro, com base nos estudos de Werner Sombart, acerca da própria necessidade da remoção da fé, justamente porque esta sempre acabaria por gerar algum limite, qualquer que fosse, por menor que fosse, ao emprego de qualquer estratégia apta a propiciar o mais célere lucro.
 Paulo Bandarra
 Enviado em: 14/09/2007 21:04:54
A veracidade de uma proposição nada tem que ver com a sua bondade ou maldade, mas com a sua correspondência com o que ocorre.” Evidente. Ciência não tem moral! Quem vai definir vai ser a filosofia e a política que a aplicar! E nisto, o evolucionismo nada justifica ação política purificadora! Assim, o que interessa à ciência e ao homem é COMO ocorrem os fenômenos, para conhecê-los. Ela não se preocupa a validar livros épicos antigos mesmo que muitas pessoas irracionalmente acreditem neles como verdade (ignorando todas as deficiências e erros crassos da narrativa espetaculosa).
 Paulo Bandarra
 Enviado em: 14/09/2007 21:06:02
Caro Rogério Ferraz Alencar, você realmente é um número! Eu estou mais preocupado como é que descobriram o nome correto do SOL, o primeiro deus primitivo que iluminou a humanidade! Partindo daí, se começa a procurar os outros nomes! Caro advogado Ricardo Camargo, peço vênia para a menção da falácia, mas se referia aos outros comentaristas que já tinham usado outros exemplos semelhantes! Não entendi a sua alusão ao deísmo, pois o mesmo não é criacionista. O fato Dele ter criado o Universo, não faz Dele o desenhista (ou teria desenhistas especializados)! Ao criar as leis iniciais, daria movimento a coisa toda acontecendo automaticamente! E não adianta degolar cordeiros em holocausto que nada resultara! (Seria bom ein? Degola uma ovelha e cura o câncer) Como eram Lessing, Voltaire, Thomas Jefferson, Fichte. No teísmo que a origem da vida tem que ser pessoal, manual, presente pelo demiurgo! Desculpe-me se não concordo nem um pouco que seja válido queimar na fogueira pela própria idéia de metempsicose! Não melhorou nem um pouco o ato facínora praticado!
 Laura Cardoso
 Enviado em: 14/09/2007 21:22:32
Discordo totalmente de você, Sr. Rogério Ferraz. Eu também acredito em Deus, mas não acredito que ele tenha criado o ser humano já pronto, tal como somos hoje e como é citado na bíblia. Isso a ciência já demonstrou. O evolucionismo não trata exatamente da origem da vida, mas sim da origem das espécies. O próprio Vaticano já aceitou o evolucionismo como válido e o trata como bem mais do que uma simples teoria.
 Alexandre Rodrigues
 Enviado em: 14/09/2007 21:32:09
Por quê não há respeito às idéias dos outros. Temos que concordar com o evolucionismo ? Quem é evolucionista, que continue assim, se quiser ! Há muito conversa fiada, um querendo mostrar mais conhecimento que outro, muita vaidade por nada. Ninguém muda coisa alguma assim. Só estão aumentado sua vaidade e mais o quê ? Aonde querem chegar ? Se somos criacionistas, qual o problema ? Por quê tantos ataques de graça ? Faço um convite: Que cada um continue com suas crenças e que faça o melhor que puder para divulgar suas idéias, respeitando aos outros. Jesus fez assim, ensinou as pessoas, sem querer empurrar idéias. Filósofos, educadores, políticos fazem isso desde que são o que são, e este são respeitados pelo que dizem. Haja paz na Terra aos homens de boa vontade. Um grande abraço á todos.
 Ricardo Camargo
 Enviado em: 15/09/2007 09:23:44
A alusão ao deísmo veio, pura e simplesmente, Dr. Bandarra, para mostrar que crer em Deus não implica aceitar, necessariamente, o criacionismo, como o sr. lealmente reconheceu. Agora, gostaria de saber de onde o sr. extraiu que eu estaria a defender a incineração de um dos meus escritores prediletos, Giordano Bruno, logo eu que, em várias manifestações no OI, já me posicionei claramente, sem qualquer transigência, contra a pena de morte, seja quem for que a padeça e seja quem for que a aplique. O que eu disse foi outra coisa: foi que não daria para, dentro da epistemologia que o sr. adota, invocá-lo para mártir do conhecimento científico.
 Paulo Bandarra
 Enviado em: 15/09/2007 09:44:10
"quando as pessoas pensavam que a Terra era plana, elas estavam erradas. Quando pensaram que a Terra era esférica, elas estavam erradas. Mas se você acha que pensar que a Terra é esférica é tão errado quanto pensar que a Terra é plana, então sua visão é mais errada do que as duas juntas”. Isaac Asimov, The Relativity of Wrong. http://ex-cristao.blogspot.com/2007/09/relatividade-do-errado.html
 Ricardo Camargo
 Enviado em: 15/09/2007 10:57:42
Por outro lado, confesso que não entendi a troco de que veio a referência a uma prática em cuja eficácia não acredito, qual seja, a tentativa de obter a cura de doenças mediante o sacrifício ritual de animais (racionais ou irracionais, pouco importa, no caso, pois a ineficácia, sob o ponto de vista biológico ou físico, é rigorosamente a mesma, embora haja diferenças sob o ponto de vista ético).
 Paulo Bandarra
 Enviado em: 15/09/2007 16:33:27
No entanto, a ciência tem de ser única, pois ela ao tentar corresponder a esta resposta procura “mais próxima disto”, que tem que ser única! As leis naturais devem ser as mesmas em todos os cantos, ou descobrirmos as causas naturais das anomalias encontradas. O DNA de um cristão é igual de um adepto do Vodu! Não é passível em ciência escolher em que acreditar, nem a autoridade fazer isto, pois a natureza não se sujeita a isto, ou aceita a sua negação!
 Paulo Bandarra
 Enviado em: 15/09/2007 16:34:48
Caro Ricardo Camargo, a amigo não concorda que especular sobre a “própria idéia de metempsicose” não se enquadra no espírito investigativo de ciência? Não esta amparado pelo livre direito de liberdade científica? Mas a sua manifestação parecia uma justificativa de que não eram por opiniões deste sobre o cosmo, estando assim justificado o crime cometido por opiniões anticientíficas! A referência sobre o sacrifício para obter resultados práticos é uma alusão não sua, mas dos teístas sobre os resultados práticos deste ato até hoje usado amplamente, como o alegado das orações! A cura nas igrejas evangélicas, teístas, por exemplo! E disse que seria bom se realmente funcionasse além do efeito placebo!Quanto a Asimov, se dirige a aqueles que acham que em ciência basta escolher aquela que se quer, bem visto, não é o seu caso! Dentre esta relação “com a sua correspondência com o que ocorre” esta é, entre importantes motivos outros, que ciência e religião não possuem nenhum contato possível! Quem procura ciência, procura a mais provável correspondência com a realidade, e não a mais “confortável”! Religião não existe a verdadeira, a mais perto “com a sua correspondência com o que ocorre” e nem cada crente busca isto jamais! Aquela que possui (que foi educada) já lhe basta para o seu objetivo.
 Afonso de Santanna
 Enviado em: 15/09/2007 17:13:31
Sr. Alexandre, não é bem assim. Ciência não é questão de gosto pessoal. Todos têm o direito de contestar, principalmente se algo está sendo empurrado como aquilo que não é: o criacionismo NÃO é ciência!!! Isso não é sobre respeito, mas sobre a VERDADE!! Se algo está errado, temos o dever de denunciá-lo como farsa.
 Ricardo Camargo
 Enviado em: 15/09/2007 18:20:56
A frase do cientista e contista Isaac Asimov aponta para a falibilidade das hipóteses e para a incapacidade de se graduar o grau de erronia de uma e de outra - não foi por acaso que citei Popper -. Mas, por outro lado, tomaria de empréstimo a Bobbio a seguinte metáfora: se duas pessoas vêem um mesmo objeto e uma julga, com sinceridade, que se trata de um homem e a outra julga, com a mesma sinceridade que se trata de um cavalo, ter-se-ia de supor que se trataria de um ser com as características de ambos, isto é, um centauro. E teríamos de concluir que, sem dúvida, ambos erraram barbaramente, porque os centauros não existem. O jurista e filósofo italiano, falecido em 2004 aos 95 anos de idade, lança esta metáfora em O futuro da democracia. Mas parece apropriada, em relação às percepções epistemológicas.
 Rogério Ferraz Alencar
 Enviado em: 16/09/2007 00:53:02
Prezada Laura Cardoso, aceito sua discordância, e também discordo de você, sobre o fato de o evolucionismo ter provado isso ou aquilo. Também não me guio pelo que o Vaticano acha ou deixa de achar. Eu acho que o homem e a mulher já surgiram prontos, adultos, porque não consigo imaginar como um bebê mamífero teria surgido e se criado, sozinho. O mesmo vale para os outros animais e filhotes. Paulo Bandarra: saber quem batizou (desculpe o palavrão, mais uma vez) a Terra não me tira o sono, mas me causa curiosidade. Quem batizou a Terra sabia onde estava e, por conseguinte, sabia onde estavam outros planetas. Não era um ignorante. Ao contrário. Mas você diz que está mais preocupado em saber como é que descobriram o nome “correto” do SOL, o primeiro deus primitivo. Bem, não sei se, antes de chamarem o sol de sol, tentaram usar outro nome, incorreto. Também não sei se o sol foi o primeiro Deus humano. Você deve saber. Mas não deixa de ser interessante. Pode ter sido a mesma pessoa, que, obviamente, sabia do que estava falando, e deve ter ensinado isso a outros. Não acho correto você dizer, na resposta a Ricardo Camargo, que não existe religião mais coerente para uma pessoa e que a religião em que a pessoa foi educada é bastante para ela. Existe a apostasia. Você mesmo deve ser apóstata. Duvido que você tenha sido criado numa família de ateus.
 Paulo Bandarra
 Enviado em: 16/09/2007 09:48:36
Caro Ricardo Camargo, em primeiro lugar, não é uma questão de epistemologia certamente, pois nas ciências naturais não se aplicam as falácias das ciências humanas! A temperatura de ebulição da água não muda conforme a ponte de vista do observador, e a interceptação de Marte por uma nave não vai mudar se ela é Russa ou Chinesa! O seu caso apenas mostra o já sabido que testemunhos pessoais, ainda mais de duas pessoas apenas, são falhas! Uma enxerga um disco voador onde um observador mais experiente enxerga o planeta Vênus! Dizer que é um planeta voador seria simplismo! Por isto que as narrativas bíblicas não possuem nenhuma credibilidade a não ser para pessoas simplórias. Pessoas que enxergam centauros e fatos extraordinários sem relação com a realidade, cujo objetivo é amedrontar para dominar a mente das pessoas para que obedeçam cegamente os líderes ou serão castigadas, ou menos freqüente, serão premiadas! Não existe nenhum objetivo científico na narrativa fantástica de autor desconhecido dos vários livros “sagrados”! E no entanto, as pessoas acreditam sinceramente em Reverendo Moon, David Koresh, Bispa Sonia, Edir Macedo (para não mencionas as milhares de religiões e seus líderes) sem nenhuma dificuldade ou questionamento! Ao não desvendar nenhum mecanismo nos milhares de anos que se opôs à busca conhecimento mais provável se tornam prejudiciais ao desenvolvimento humano!
 Ricardo Camargo
 Enviado em: 16/09/2007 12:52:02
Perdão, Dr. Bandarra, mas no âmbito da Geologia posso recordar o dado de que se considerava impossível a existência de petróleo no sub-solo brasileiro até a II Guerra Mundial - tanto que Monteiro Lobato foi preso por causa de O poço do Visconde, no qual aventara a hipótese inconveniente e "anti-científica" -. E a Geologia constitui uma ciência natural, "exata", como se costumava dizer antigamente. Creio que, em relação à fé religiosa, seria interessante tentar distinguir entre aquilo que se poce considerar como sincera convicção e o que se pode considerar como mercantilização do sentimento religioso. E, por outro lado, também não se poce confundir a crença,em si mesma, com o fanatismo.
 Ricardo Camargo
 Enviado em: 16/09/2007 14:05:45
Por outro lado, mesmo a Fé mais arraigada pode, perfeitamente, conviver com o espírito científico, qual se pode tomar desta passagem do - suprema ironia! - mais implacável inimigo dos hereges, Sto. Agostinho: “Não devemos recusar a música devido à superstição de que os profanos a rodearam, sempre que dela possamos extrair algo de útil para a compreensão das Escrituras, pois não é por tratarmos das cítaras e de outros instrumentos que nos são úteis para o conhecimento espiritual que nos misturamos com as frivolidades teatrais dos profanos. Também não devemos deixar de aprender a ler pelo fato de ser, segundo se diz, Mercúrio quem inventou a escrita. Pela mesma razão não devemos fugir da justiça e da virtude pelo fato de os pagãos lhes terem erguido templos e terem preferido adorá-las nas pedras em vez de as viver no coração. Pelo contrário, o bom e autêntico cristão deve compreender que, onde quer que se encontre, a verdade pertence a seu Senhor” [Acerca da doutrina Cristã - encartada na coletânea TExtos de hermenêutica, juntamente com passagens de Hegel, Nietsche e Dilthey).
 Paulo Bandarra
 Enviado em: 16/09/2007 16:09:50
Quanto à “distinguir entre aquilo que se pode considerar como sincera convicção” sempre foi fácil, assim como “crença, em si mesma, com o fanatismo”! Estes são julgados pela escala de valores pessoal desenvolvida na cultura! Sincero sou eu, e não os outros que são ignorantes, fanáticos são os outros, e os crentes errados são eles também! É aquela sua questão que você colocou, “A veracidade de uma proposição tem que ver com sua correspondência com o que ocorre”. Isto em religião não existe, pois isto que não é possível encontrar a verdadeira, e as hoje mais difundidas, não fizeram isto por acerto, mas por uso da espada e fogo! O primeiro ato aterrador narrado no Êxodo quando Moises manda matar os que adoravam o Bezerro de Ouro na sua ausência. Filho matar pai, irmão matar irmão, filha matar mãe! O fanático criacionista não se considera como tal, apenas como crente! Não considera usar o livro épico judeu como prova seja irracional! Na Itália, os impostos do Estado subsidiam o Vaticano! Possui diferença entre Edir Macedo? Não, apenas você julga pelos seus valores criados dentro do catolicismo de que ele é mais “verdadeiro”por “tradição”! Quando os criacionistas se revoltam quando se analisa a Bíblia como uma peça de evidência científica, e devemos esmiuçá-la como a uma achado fóssil, não são fanáticos cegos?
 Paulo Bandarra
 Enviado em: 16/09/2007 16:13:56
Ricardo Camargo, Em 1941, Monteiro Lobato foi preso, no ESTADO NOVO do governo fascista de Getúlio Vergas. Não foi uma questão científica! Na rádio da BBC da Inglaterra, para fazer alguns comentários (a entrevista está transcrita no volume "Prefácios e Entrevistas" sob o título de "Inglaterra e Brasil"). "Em seguida Lobato demonstra a grande simpatia do povo brasileiro pela Inglaterra, único país que sempre confiou em nosso futuro, emprestando-nos capitais, ou invertendo-os no Brasil sob diversas formas. Depois fala do nosso regime político imperial, quando fizeram época estadistas de pulso, regime esse que era uma cópia do inglês. Descreve a seguir a curva clássica do despotismo sul-americano, o advento da República, a progressiva restrição da liberdade individual, fazendo ver que, se tudo havíamos perdido, restava-nos a admiração pela Inglaterra. Concluía descrevendo o regime totalitário que não passava, para ele, da ressurreição do despotismo vestido à moderna". Difícil que a prisão de um democrata se devesse a questão do petróleo! Até Maluf foi acusado de gastar dinheiro público no Brasil que se sabia não existia petróleo!
 Ricardo Camargo
 Enviado em: 16/09/2007 17:15:08
Por último, em defesa das ciências humanas, o fato de nelas sempre poder haver certa zona de indeterminação não as conduz à caracterização de uma doxocracia: existem métodos de reconstituição dos fatos, os fatos em si mesmos, por vezes, podem falar diretamente aos sentidos, muitas vezes onde o olho inexperiente vê a solução adequada, o olho mais experiente vê a solução tendente ao malogro...a própria formação das instâncias de legitimação do conhecimento não é algo que se possa considerar espontâneo: aliás, um dos que mais estudaram este tema foi o sociólogo francês Pierre Bourdieu, em seu A economia das trocas simbólicas.
 Ricardo Camargo
 Enviado em: 17/09/2007 06:44:01
A referência aos "atos de barbárie" contidos no Velho Testamento, perpetrados pelo "povo eleito de Deus" implica, antes, uma tomada de posição acerca do que se considera "ato de barbárie" ou "ato de justiça": e tal tomada de posição, como o Dr. Bandarra bem lembrou, não compete à ciência tomar, mas sim à Filosofia e à Política. É a partir daí que se distingue entre a execução de uma sentneça de morte e um homicídio. Pois bem: da Razão, excljusivamente, não se derivam as noções de "Bem" e "Mal". Elas vÊm de uma tábua de valores, e o máximo que se pode fazer em termos de RAzão é comparar a conduta com a tábua de valores dada. Agora, para se construir a tábua de valores, o referencial é outro. E dificilmente se poderá apelar para o utilitarismo, porquanto mesmo a utilidade está marcada pela subjetividade em muitos pontos - seria interessante o exercício de mostrar a utilidade de levar o homem à Lua a um bóia-fria -.
 Paulo Bandarra
 Enviado em: 17/09/2007 15:12:43
Será que a Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), faz igualmente, para o bom desenvolvimento dos alunos, criticar objetivamente a religião como construtos humanos de representação aproximada do sobrenatural, e que essas estão sujeitas a revisões e até descarte desde o início do judaísmo, e que o ensino médio tem entre suas finalidades habilitar o educando a ser capaz de continuar aprendendo, a ter autonomia intelectual e pensamento crítico? Será que outras formas alegadas de servir a Deus,, a considerar a metafísica por outras forma de culto e comunicação com o outro lado são livremente discutidas? Afinal, é um direito do ser humano livremente, com pleno conhecimento, escolher qual o caminho a percorrer para cumprir este caminho! Ainda mais que "70% dos estudantes matriculados em escolas adventistas não seguem a religião."
 João Humberto Venturini
 Enviado em: 17/09/2007 17:13:11
Não vou entrar no sentido teórico da evolução, mas estudei 8 anos em colégio adventista e sei como a religião interfere muito no currículo escolar. Geralmente universidades ligadas a igrejas não interferem de modo incisivo no currículo escolar. Fiz Biologia na Unimep q é Metodista e o curso têm total independencia para determinar sua grade. Eu conheci a Unasp e vi q a Igreja interfere no grade curricular de alguns cursos e a gde maioria dos alunos são adventistas e os profs tb. Eu duvido muito q a faculdade de biologia da Unasp faça uma grade elaborada sobre evolucionismo. Não adianta transmitir um conteúdo e já cair em cima criticando. É preciso ter ponderação qdo a matéria curricular é evolução, é evoulção q deve ser aprendida e não ficar apenas questionando e mostrando possíveis erros dessa corrente.
 Ricardo Cmargo
 Enviado em: 17/09/2007 20:16:42
Dr. Bandarra, aceito a correção quanto à causa da prisão de Monteiro Lobato. De fato, sofrera ele tantas perseguições por conta de teimar acerca da existência do petróleo no solo brasileiro - e isto colhi nos comentários que Lauro de LAcerda Rocha e do CArlos Alberto de Melo Lacerda ao Código de Mineração, publicados pela Forense em 1983 -, e isto contrariando, inclusive, pareceres técnicos provenientes do Ministério da Agricultura (na época não existia o Ministério das Minas e Energia) que julguei que todas as referências à prisão decorressem disto. E o Poço do Visconde é da época do Estado Novo e, por conta dos precedentes, poderia ele, sim, verossimilmente, ter sido preso por conta disto. Diante do fato documentado, resta-me capitular quanto à causa da prisão de Lobato, mas não quanto à existência de perseguições por conta de insistir na existência do petróleo.
 Ricardo Camargo
 Enviado em: 17/09/2007 21:02:51
E, antes que se diga que a existência da zona de indeterminação no âmbito das ciências humanas vem a descaracterizá-las como ciências, recordo que se ela não existisse também no âmbito das ciências naturais, anes denominadas "exatas", nenhum daqueles que a estas últimas se dedicam poderia aspirar a um título mais alto do que o de Mestre, pois não haveria a possibilidade de contribuição pessoal que justificasse a atribuição de um título de Doutor.
 Paulo Bandarra
 Enviado em: 18/09/2007 09:50:43
Estimado Ricardo Camargo, este ponto que escreveste é importante. A relação da “autoridade” dentro da ciência! Ao contrário da religião que isto é o básico, até na afirmação de que o Papa é infalível em questões de fé, em ciência a autoridade e muito limitada. Se Fixa a esfera do novo, caindo no esquecimento os erros e as afirmações sem base. Enquanto na idade média o que Aristóteles disse era lei, em ciência moderna isto não tem muito valor! Issac Newton é reconhecido pelas leis de gravitação universal, mas desacreditado em estudos de ocultismo, em estudos bíblicos, pelo seu caráter duvidoso, seu gênio difícil! Ele é reverenciado pelo que se constatou demonstrável não pela sua autoridade! Rene Descartes contraria William Harvey na explicação da circulação sanguínea, mas não é pela sua explicação absurda que é lembrado e discutido! Freud e Charcot hoje estão desacreditados em suas autoridades! Homens erram ao acharem que encontraram a verdade, assim se basear na autoridade da Bíblia é um erro primário. Não é certamente uma questão simples de crer! Abraços!
 Márcio Basso Gomes Basso Gomes
 Enviado em: 18/09/2007 17:16:54
É muito bom ver o nome de Deus ser exaltado na Revista Veja: "Graças a Deus - e não a Darwin". (Desculpem-me por não participar deste debate acalorado).
 Noemário Araújo Maciel
 Enviado em: 07/11/2009 03:24:17
após ler a maioria dos comentários, percebe-se que todos tem procurado defender aquilo em que acreditam, e isso é válido. porém, o fórum poderia ser mais respeitoso e tolerante! penso também que as duas teorias devem fazer parte do currículo escolar e serem tratadas de igual maneira pela mídia e meios acadêmicos deixando com as pessoas o direito de tomar partido por uma delas ou não.

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